Resenha: Um dia o amor vai encontrar você – Luiza Mussnich

Em 05.12.2016   Categoria: Resenhas

um-dia-o-amor-vai-encontrar-voce-luiza Recebi um convite pela agência literária Oasys Cultural para conhecer o livro Um dia o amor vai encontrar você, estreia da autora Luiza Mussnich e, como sempre gosto de conhecer livros de autores nacionais, aceitei recebê-lo para conhecer a história.

Quando o pacote chegou, não consegui adivinhar o que era, uma vez que ele não tem o tamanho normal de um livro. Ele é menorzinho, mais estreito e tem capa dura (algo que eu simplesmente amo em livros!). Quando iniciei a leitura me deparei com um livro que não era nem de poesia, nem de contos ou crônicos… Procurei por aí e descobri que o gênero dele se encaixa na categoria de “prosa poética”. Eu não sou muito de poesias porque não tem a ver com o meu “estilo literário”, mas este formato específico me agradou bastante.

Um dia o amor vai encontrar você não é fácil de resenhar pelo simples fato de não desenvolver uma história. Ele traz pensamentos e sentimentos escritos em espécies de pequenos contos, fazendo com que nos aproximemos da autora, conhecendo um pouco sobre a vida dela e tudo que passou ao longo dos anos. Amores, medos, receios, vitórias, saudade, lições de vida e tudo mais.

O livro é dividido em duas partes: Amores no Pé que traz textos mais voltados para a infância (lembranças, brincadeiras, coisas que deixam saudade) e Amores Maduros que traz textos mais adultos, relatando novos amores e dores, maiores desafios e tudo que faz parte do “crescer”.

Além destes textos o livro conta com fotografias feitas por Demian Jacob, fotógrafo carioca, com o intuito de aproximar a escrita da realidade através de imagens. Dá um toque super especial na leitura. A edição em si foi muito bem feita. Como disse, ele possui capa dura e tem um tamanho diferenciado. A fonte utilizada e todos os espaçamentos estão ótimos – e a revisão impecável (não encontrem nenhum erro ortográfico).

Confesso que uma coisa que não gostei muito foi da capa: muito simples e pouco chamativa. Há fotografias ao longo do livro muito mais interessantes do que a que foi escolhida para ser a “carta de apresentação”, mas isso não atrapalha em nada a leitura, obviamente.

Se você nunca leu algo deste gênero, dê uma chance a Um dia o amor vai encontrar você. É uma leitura rápida e leve que fará com que você se identifique em diversas páginas. Ou você lerá em “uma sentada só” ou vai querer ler apenas um “conto” por dia, para não terminar o livro de uma só vez.

Um dia o amor vai encontrar você
Páginas: 116 Editora: ID Cultural Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela agência literária Oasys Cultural como cortesia para o blog.


Resenha: Bridget Jones: No limite da razão – Helen Fielding

Em 14.11.2016   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

bridget-jones-no-limite-da-razao Bridget Jones: no limite da razão é o segundo livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, assim como o primeiro, também já ganhou adaptação cinematográfica. O livro segue o mesmo formato: uma espécie de diário em que Bridget Jones, nossa protagonista, relata sobre os acontecimentos dos seus dias e continua preocupada com seu peso, a quantidade de cigarros que fuma e as bebidas alcoólicas que consome. A diferença é que agora ela tem um namorado. Pois é, o charmoso Mark Darcy agora é o companheiro de quase todas as noites de Bridget, viva!

Ela está radiante e adorando ter um namorado, porém ela continua encucando com tudo que acontece e ouve demais os “conselhos” das amigas e dos livros de auto-ajuda. Confesso que pulei metade dessas partes porque enjoa demais ler o mesmo discurso diversas vezes – parece que as amigas dela não querem vê-la feliz e ficam colocando uma pulga atrás da orelha da Bridget todo santo dia. Olha, não é fácil ter amigas assim, viu? Ainda mais quando elas falam uma coisa e agem de forma contrária.

A carreira de Bridget também não está lá grandes coisas e não consigo entender como ela aguenta um chefe daqueles. A boa notícia é que ela acaba conseguindo uma entrevista com um de seus atores favoritos (ou na verdade um de seus personagens favoritos), Colin Firth, que fez o papel de Mr. Darcy (Orgulho e Preconceito). Esta entrevista é uma das poucas passagens engraçadas do livro.

O que me incomoda um pouco é que alguns acontecimentos são meio irreais (mesmo que obviamente seja uma ficção) e não dá para levar tudo na base da risada, tem que haver um pouco de bom senso também. Claro que grande parcela de culpa desses acontecimentos é da própria Bridget, mas alguns são desnecessários para o andamento da história e poderiam poupar algumas boas páginas (ou serem substituídas por algo relevante). Se você ler de forma bem leve, acho que consegue passar por cima desses detalhes e encarar como apenas um chick lit.

Na resenha do primeiro livro comentei que eu ainda não havia assistido aos filmes e, como a vida tem dessas de coincidências (ou destino), um dia após finalizar a leitura encontrei o filme na TV 10 minutos após seu início e resolvi assistir. Encontrei várias semelhanças entre os dois, porém achei o filme um pouco mais engraçadinho do que o livro – além de ter Colin Firth e Hugh Grant (o que eleva consideravelmente as impressões sobre, né).

O segundo filme começou logo após o término do primeiro, mas eu sinceramente não consegui assistir nem até a metade – infelizmente o mesmo aconteceu com o livro. Da página 100 em diante eu fui arrastando a leitura – isso porque eu não gosto de abandonar livros, senão talvez o teria feito, mas cheguei até o fim. Claro que o problema pode ser comigo, por isso não leve minha opinião 100% a sério; você pode adorar o estilo tanto do livro quanto do filme, mas, pra mim, não funcionou.

Minha dica para continuar lendo a série é a mesma que dei na resenha do primeiro livro: se você ainda não conhece a história, leia sem as altas expectativas que os comentários e a “fama” por aí fizeram você criar, acredito que seja mais aconselhável e talvez você aproveite melhor a história.

Apesar de não ter nenhuma empatia com a Bridget ou com os enredos, quero ler os demais livros para finalizar a série e ver se alguma coisa melhora no meio do caminho. Nunca se sabe, né?

Bridget Jones: No limite da razão – Bridget Jones: The Edge of Reason
Páginas: 400 Editora: Paralela Nota: ★★★☆☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


Para assistir nas telonas: A Garota no Trem

Em 10.11.2016   Categoria: Filmes

Antes de iniciar essa “crítica” já preciso avisar que não li o livro e não tenho a menor ideia se a adaptação foi boa ou ruim – não tenho como opinar sobre isso. A opinião aqui será de alguém que apenas assistiu ao filme, como se não existisse um livro para ser adaptado, ok? Ok (haha).

Durante minha semana na Inglaterra o que mais vi, além de britânicos (er) foram divulgações desse filme. Nos ônibus, trens, metrôs, outdoors e etc; sério, para todo lado tinha alguma coisa falando desse filme – e eu não tinha a menor ideia do que se tratava (muito menos que existia um livro sobre). Cheguei a pensar que o filme era britânico ou que pelo menos tivesse sido filmado por lá, mas nada disso. Filme americano filmado em Nova York e ponto (apesar de que acabei de descobrir que a narrativa do livro se passa em Londres… Faz sentido a divulgação então!).

garota-no-trem-poster Imagem via: Youtube

De qualquer forma, a divulgação toda que vi lá deu certo porque voltei para cá com muita vontade de assistir ao filme – mas ainda não tinha estreado… Enfim, fui ao cinema no último feriado com o noivo e gostei muito. Vi algumas críticas comparando com “Garota Exemplar” (filme que não assisti e livro que não terminei de ler haha), mas não sei muito bem qual a semelhança entre eles (a não ser “garota” no título haha). Nessas críticas encontrei gente falando super bem e gente exalando uma repulsa enorme – sou mais da primeira leva e vou tentar falar um pouco sem spoilers:

A Garota no Trem gira em torno da vida de Rachel Watson (Emily Blunt) que todos os dias anda de trem e fica analisando de seu assento (o mesmo vagão, o mesmo assento, sempre na janela) as casas por onde passa – em particular duas casas: a de um casal aparentemente muito apaixonado e a sua antiga casa, a que ele morou com seu ex-marido, Tom Watson (Justin Theroux) e a que ele continua morando hoje, com sua nova esposa e com uma bebê.

garota-no-trem-rachel-train Imagem via: Adoro Cinema

Rachel conhece a atual esposa de Tom, Anna Watson (Rebecca Ferguson), já que Anna era a amante quando eles estavam casados e sente uma pequena (ou grande) inveja por eles terem conseguido fazer um filho, já que quando casados Rachel tentou várias vezes e de diversas formas e simplesmente não conseguiu. Talvez uma das razões pela qual Tom a deixou?

garota-no-trem-tom-anna Imagem via: Director’s Cut Movies

Rachel não se conforma deles morarem na casa que ela morou, que ela ajudou a mobiliar e decorar… Mas ela presta mais atenção na casa que fica mais para frente; a casa de Megan Hipwell (Haley Bennett não, não é a Jennifer Lawrence) e Scott Hipwell (Luke Evans).

Ela não conhece o casal, mas gosta de imagina-los como um casal perfeito, que se ama muito, que adora fazer sexo em todos os cantos da casa e que têm a vida que ela gostaria de ter. Ela fantasia tudo isso sempre que passa pela casa e inveja bastante a vida de Megan.

garota-no-trem-scott-megan Imagem via: Adoro Cinema

Até o dia em que ela vê, do trem, Megan com um outro homem… Um homem que não é Scott. E aí ela fica louca. Ela desce do trem e perde completamente a noção do que acontece depois. Aliás, Rachel tem muito disso: diversas vezes ela tem alguns “apagões” e esquece o que aconteceu. Muito provavelmente por causa de toda a sua bebedeira… Mas é a partir desse ponto que as coisas começam a ficar interessantes.

Voltando um dia para casa de sua amiga, Cathy (Laura Prepon), em que ela mora já há algum tempo, Rachel se depara com a detetive Riley (Allison Janney maravilhosa), fazendo perguntas sobre Megan que… Sumiu. Exatamente no dia que Rachel resolveu descer do trem no bairro em que Megan mora. E Anna e Tom…

garota-no-trem-detetive-riley Imagem via: Are You Screening?

Duas outras pessoas muito importantes no filme são: o psiquiatra Dr. Kamal Abdic (Edgar Ramirez), com quem Megan se consultava (e durante essas consultas descobrimos um pouco mais sobre ela) e Martha (Lisa Kudrow), uma ex-colega de trabalho de Tom (o ex-marido de Rachel). Não vou falar muito sobre eles para não estragar, mas ambos fazem uma grande diferença na história.

garota-no-trem-dr-kamal-megan Imagem via: Adoro Cinema

Apesar de não lembrar o que aconteceu no dia em que Megan desapareceu, Rachel tenta se aproximar do marido dela, Scott, fingindo ser uma amiga… Talvez para tentar entender porquê Megan estava traindo? Talvez para se sentir importante ajudando alguém? Para ficar perto de sua ex-casa? Olha, tem uma explicação mais ou menos no filme, mas não dá para entender o que a motivou a se “intrometer”, já que ela é uma das suspeitas de ter algo a ver com tudo isso. Li por aí que no livro o relacionamento dela com Scott é um pouco diferente do que se passa no filme, mas não acho tão relevante que tenham mudado no filme, não afetou em nada.

garota-no-trem-scott-rachel Imagem via: Just Jared

Emily Blunt, na minha opinião, atuou muito bem. Conseguiu demonstrar bem como as pessoas que têm “blackouts” se sentem, mostrou o lado dos AA (Alcoólicos Anônimos), a angústia por não ter conseguido realizar o sonho de ser mãe e como o álcool pode mudar e destruir a vida de uma pessoa. Seus momentos de inveja de Megan e até de Anna são compreensíveis, mas dão certa dó. Um ponto negativo é que durante quase uma hora e meia o filme é meio drama e o suspense mesmo só vem nos (33) minutos finais. Pode dar um pouco de sono, mas sério, vale a pena por conta da reviravolta.

garota-no-trem-rachel-drinking Imagem via: Yahoo

O que aconteceu com Megan? Rachel tem algo a ver? Quais são os segredos por trás de todas as personagens que as trazem para o mesmo círculo? Sério, a história fica tensa a partir de um momento inesperado e tudo que você pensou desde o início começa a mudar – acho que essa é a parte legal de um thriller psicológico, não é mesmo?

garota-no-trem-megan Imagem via: Papo de Cinema

O filme foi além do que eu esperava e foi até bom não ter lido o livro, porque aparentemente quem leu não gostou tanto assim. É claro que ele já foi para a lista de leitura porque não me contentei só em ver a história, vou ter que ler também HAHA E eu já quero assistir de novo – ou pelo menos que alguém assista e comente comigo sobre, porque queria compartilhar os sentimentos!

Bem, tem um final de semana prolongado chegando e, se você estiver a fim de dar uma passadinha no cinema, dê uma chance à Garota no Trem :)

Vou deixar o trailer aqui para vocês assistirem antes e depois do filme. Você vai entrar na sessão imaginando algo e vai sair entendendo algo bem diferente (confie em mim):


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