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Resenha: Três coisas sobre você – Julie Buxbaum

Em 16.02.2017   Categoria: Resenhas

três coisas sobre você Após ler mil e uma resenhas desse livro, baixado no Kindle e tentado começar diversas vezes, finalmente li Três coisas sobre você. Foi o meu primeiro livro lido em 2017 e não poderia ter pedido por uma história mais leve para iniciar a leitura do ano.

Conhecemos Jessie Holmes, uma garota de 16 anos que perdeu a sua mãe para o câncer há 735 dias e, como se isso não fosse muita coisa, precisa lidar com a mudança de cidade, casa e escola. Seu pai se casou com Rachel, uma pessoa muito rica e resolveu que seria uma boa ideia se mudarem para a casa dela em Los Angeles. O que Jessie não esperava era encontrar uma mansão, Theo, seu novo “irmão” que não poderia ser mais indiferente com a existência dela e Wood Valley, a escola lotada de “filhinhos de papai” e meninas maldosas que ela começaria a frequentar.

Além de tudo não é nada fácil ficar longe de sua melhor amiga, Scarlet, principalmente quando Jessie começa a sofrer bullying por aquele típico grupinho de “meninas malvadas” e não tem a quem recorrer para pedir um pouco de ajuda. Até que um e-mail surge em sua caixa de entrada de um tal de “Alguém Ninguém” (AN). Ele aparece para dar algumas dicas de sobrevivência na Wood Valley à Jessie, como quem evitar, com quem falar e etc.

É por meio dessas dicas que Jessie tenta iniciar uma amizade com Adriana – que dá super certo e, para complementar o grupinho, torna-se amiga também de Agnes – e, juntas, conseguem fazer com que Jessie enfrente melhor um dia após o outro. Além das duas Jessie consegue um emprego em uma livraria pequena da cidade (Atenção, Lombadas!) e divide alguns horários com Liam, o filho da dona da livraria, parte da banda da escola e paixão platônica de Dri.

Além de Liam, Jessie começa a ter contato com Ethan por conta de um trabalho em dupla que a professora fez questão de passar e coloca-la com ele. Não que Ethan seja uma pessoa ruim, o problema é que ele é super popular, todas as garotas babam por ele e sequer um olhar amigável foi trocado entre os dois. Mas Jessie insiste em tentar quebrar o gelo e acaba descobrindo uma pessoa muita divertida e ótima companhia para os cafés no período da tarde.

Jessie divide seus dias entre a realidade e o mundo virtual com a troca de mensagens com AN e tenta lidar com a curiosidade de saber quem é essa pessoa misteriosa. Como ele insiste em não se encontrarem, começam a ficar mais íntimos através da brincadeira “três coisas”, em que trocam três curiosidades sobre eles para o outro. Mas uma hora esse mistério todo precisa acabar, né?

“AN: vou lhe dizer mais três coisas:
(1) gosto de música, livros e videogames mais do que de pessoas. elas me deixam sem jeito.
(2) quando era pequeno, eu dormia com um cobertor que eu chamava… espera aí… de Cobertor, e tudo bem, ótimo, eu durmo com ele até hoje.
(3) há um ano eu era uma pessoa totalmente diferente.

Torna-se bem óbvio quem está por trás desse “codinome”, porém a forma que descobrimos juntos com Jessie é bem engraçada e deu um ar mais divertido para a revelação do que um simples encontro “às escuras”. É bem legal acompanhar o crescimento da personagem e a construção do enredo ao redor dela. Aquelas crises e problemas de adolescente são bem retratados e a leitura segue bem leve durante o livro todo.

Este livro não é para todos, mas se você tiver entre 14 e 17 anos, acho que gostará bastante do que irá encontrar pelas páginas. Eu mesma gostei (com 26 anos haha) e recomendo se você estiver procurando algo bem leve para ler de uma só vez.

Três coisas sobre você – Tell me three things
Páginas: 288 Editora: Arqueiro Nota: ★★★★☆


Tubaína Bar: um bar retrô especializado em refrigerantes

Em 06.02.2017   Categoria: Dicas, Restaurantes

Quem gosta de refrigerante e nunca tomou Tubaína deve ser de outro planeta (ou país, aí é perdoável), mas a boa notícia é que dá para você correr atrás desse prejuízo e visitar o Tubaína Bar, um bar retrô especializado em refrigerantes artesanais e comidinhas bem brasileiras muito bem localizado em São Paulo.

A dica desse bar escondidinho no meio da Rua Haddock Lobo foi de um amigo da época da faculdade. Queríamos fazer um reencontro do pessoal (o que não deu certo, mas a culpa não é nossa) e, como ele queria evitar os famigerados pubs da região da Avenida Paulista, sugeriu algo mais brasileiro e alternativo.

Ao chegar lá pedimos duas porções de entrada: um “kit festa” que traz 12 unidades de salgadinhos de festas infantis (coxinha, risole, kibe, etc) e mandiopã. É isso mesmo: mandiopã, aquele salgadinho mágico que triplica de tamanho e quantidade depois que é frito no óleo (porém fica super sequinho!). Se você não conhece, meu amigo, você não teve infância, é sério! Vá experimentar agora (vende em alguns supermercados também).

O kit festa vem em um potinho antigo de guardar sal e os salgadinhos são bem feitos (queria que tivesse vindo mais coxinhas do que kibes – já que eu não como carne vermelha, mas estava ótimo). Nota 8/10.

E esta aqui é a porção de mandiopã (acabou em segundos porque somos esfomeados demais). Nota 9,5/10.

Como o próprio nome do bar diz e como já comentei no início do post, uma das especialidades da casa são os refrigerantes artesanais. Desde a Tubaína mais tradicional até o guaraná Arco-Íris, passando por refrigerantes de limão, uva, laranja e tudo mais. Porém a pessoa que vos escreve não está tomando refrigerante há mais de dois anos e, mesmo sendo muito tentador (porque além dos refris tinha diversos drinks alcoólicos feitos também com refrigerante), consegui manter meu foco e pedi algo “refri-free”.


Foto tirada pela Biia.

Havia pedido uma caipirinha de morango, limão siciliano e mangericão, porém, o morango estava em falta e precisei trocar para uma caipirinha três limões (lima da pérsia, limão siciliano e limão taiti). Com opções de cachaça a sakê, acabei escolhendo a vodca mesmo. Nota 8/10.

Como não dá para ir em um lugar desses e ficar só nas porções, todos resolvemos pedir sanduíches. Eu não como carne vermelha (como já disse lá em cima) e esse é um dos destaques do bar: tem opções vegetarianas e veganas também! Fiquei em dúvida entre duas opções vegetarianas e optei pelo “Mineirinho”.

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Resenha: Muncle Trogg: o menor gigante do mundo – Janet Foxley

Em 02.02.2017   Categoria: Resenhas

muncle trogg - menor gigante do mundo Minha primeira resenha do ano será de um livro infantil que estava criando pó na estante desde 2014, simplesmente porque eu compro livro demais e acabo deixando vários de lado. Nenhum motivo aparente me levou a deixar Muncle Trogg tanto tempo lá, mas graças ao desafio de leitura do Livros em Série, finalmente tive a oportunidade de lê-lo.
O tema do mês de janeiro era exatamente sobre ler algo parado há muito tempo na estante e, como fui viajar, queria algo leve durante os passeios – Muncle Trogg, o eleito!

Muncle Trogg – o menor gigante do mundo é o primeiro livro da série (infelizmente só dois, de três, foram lançados no Brasil até o momento) e nos traz a história do mundo dos gigantes – mais especificamente de Muncle, o gigante mais baixinho da comunidade. Seus pais e irmãos têm a estatura comum de um gigante, porém algo aconteceu com Muncle e ele não cresceu nadinha. Obviamente que isto é motivo de zoação na escola e na própria casa, o que faz com que ele nem frequente muitas aulas e não tenha ideia de como arranjará emprego se seguir nesse ritmo.

A família dos Trogg é composta por Muncle, seu irmão mais novo, Gritt, sua irmã mais nova, Flubb, seu e sua . Os Trogg são bem pobres e Pá possui três empregos para tentar trazer algo para a mesa todos os dias – não é fácil saciar a fome de um gigante!

Uma coisa que você precisa saber sobre este mundo dos gigantes é o medo que eles têm dos Pequenotes (aka: nós, humanos). Há uma lenda de que os Pequenotes possuem dons de mágica e podem destruir todos os gigantes – então eles vivem em um local afastado chamado Monte das Lamentações. Só que Muncle é fascinado pelos Pequenotes e tem até um esconderijo secreto que acaba levando para a vila deles.

Inclusive, a matéria de estudos sobre Pequenotes é uma das únicas em que Muncle se dá bem. E é durante uma excursão para o Museu Real com a turma da escola que ele conhece o senhor Biblos, o Sábio Homem do Conselho do Rei, o mais esperto entre todos os gigantes. É ao ver Muncle que Biblos pede a ele que vista algumas roupas que pertenciam aos Pequenotes, e que hoje ficam no museu, para que a turma tenha uma ideia mais concreta de como eles são.

Muncle acaba ficando ainda mais fascinado pelos Pequenotes e, em uma conversa com Biblos, decide que durante o aniversário do Rei ele irá realizar uma performance como se fosse um verdadeiro Pequenote. Com isto, ele fica com as roupas do museu – com o dever de cuidar muito bem delas e aproveita para dar uma escapada para a vila de Pequenotes próxima ao Monte. Porém, assim que ele encontra com a primeira Pequenote, Emily, ele não consegue deixar de reparar que eles não têm nada a ver com o que ensinam na escola – muito menos são parecidos com ele, apesar da altura.

Como ele não pode contar para ninguém dessa sua descoberta, Muncle continua vagando invisivelmente pela rotina dos gigantes; até que sua vida finalmente começa a fazer sentido. Gritt, durante uma aula, acaba perdendo Snarg, o dragão (propriedade da escola), e Muncle precisa usar a sua inteligência para recuperá-lo e fazer com que seu irmão não seja expulso.

É exatamente durante seu contato com Snarg que ele começa a perceber quão especial e inteligente ele é e que sua altura não pode diminuí-lo perante a comunidade. Contrariando a tudo e a todos, Muncle será a peça essencial para livrar os gigantes de uma invasão de Pequenotes e será recompensado com um cargo muito importante, junto à família Real.

Muncle nos mostra que não tem problema algum ser diferente; muito pelo contrário! Você pode até se destacar perante aos demais e se dar muito bem.

A história “não termina” e deixa espaço para o próximo volume (que pretendo não demorar muito para ler). Estou curiosa para saber o desenrolar da história e se Muncle continuará ajudando os gigantes com a sua sabedoria. E é claro que quero rever os Pequenotes, acredito que Muncle tenha algum plano para fazer com que eles vivam juntos – ou algo nessa linha.

Destaque para a diagramação e as ilustrações que dão um toque a mais para a leitura. Diversas páginas trazem figuras dos gigantes, dragões e das comidas estranhas que são descritas durante a história. Com certeza o público alvo (diria algo em torno de 7 a 11 anos) irá se divertir com todas essas distrações que complementam o livro.

Muncle Trogg: O menor gigante do mundo – Muncle Trogg
Páginas: 224 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★☆


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