Posts de Juh Claro

Resenha: Bridget Jones: Louca pelo garoto – Helen Fielding

Em 02.03.2017   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” NEM “BRIDGET JONES: NO LIMITE DA RAZÃO” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

Bridget Jones: Louca pelo garoto é o terceiro livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, apesar de ter sido lançado antes de O bebê de Bridget Jones (resenha em breve), ele é o 4º (e teoricamente último) livro da série. Ele se passa 14 anos após o nascimento do primeiro filho dela e, por isso, acho que é mais interessante ler na ordem cronológica da história do que pela ordem de lançamento.

Neste “último livro” vemos Bridget sofrendo muito após a perda de seu marido, Mark Darcy. Viúva e mãe de duas crianças, Billy e Mabel, ela tenta seguir a vida de forma infeliz e desmotivada. Ela não quer ter mais nenhum relacionamento amoroso, não sabe como fará para criar as duas crianças sozinha e não consegue se concentrar em seu novo trabalho de modo algum.

Bridget tenta escrever um roteiro para enviar a alguns conhecidos para tentar virar uma peça ou até um filme, mas, como de costume, sempre começa a divagar sobre outras coisas quando senta para tentar se concentrar e termina o dia sem ao menos ter escrito uma linha. É em um de seus devaneios que ela resolve entrar para a era tecnológica e criar uma conta no tal do Twitter. Mesmo sem entender muito bem como funciona a rede social, ela tentar encontrar maneiras para ganhar seguidores e tentar ultrapassar a Lady Gaga.

É no meio desses seguidores aleatórios que ela acaba conhecendo um garotão, Roxter e resolve se encontrar com ele. Eis que o encontro dá super certo e eles iniciam um relacionamento delicioso, sem envolver as crianças para não deixar a coisa íntima demais. Ela finalmente está se “livrando” da virgindade que readquiriu após a morte de Mark e tem adorado tudo isso.

Além do novo namorado e o bom relacionamento com os seus amigos, a história de Bridget, As folhas no cabelo dele, foi escolhida para ser transformada em roteiro de cinema! Sua mãe largou um pouco do seu pé por estar morando em uma casa de repouso junto com sua amiga, Una e Bridget finalmente está seguindo uma boa dieta e voltando a ter o peso pré-gravidez!

Mas quando a vida está boa demais, alguma coisa precisa acontecer para mudar tudo, não é mesmo? Isso acontece de forma totalmente natural, mas atinge Bridget de forma avassaladora e nos faz duvidar um pouco se ela conseguirá sair dessa novamente.

“TERÇA-FEIRA, 1O DE JANEIRO DE 2013

21h15 Tomei uma decisão. Vou mudar completamente. Este ano, não vou fazer nenhuma resolução de Ano-Novo, vou me concentrar em ser grata por ser como sou. Resoluções de Ano-Novo implicam expressar insatisfação com o status quo em vez de gratidão budista.

21h20 Na verdade, talvez eu faça algumas minirresoluções, mais ou menos como o miniguarda-roupa que em breve vou ter.”

O ponto alto dessa história é a participação das crianças (Mabel tem ótimas tiradas) e a evolução de Bridget, mesmo após os 50 anos, de entrar para o mundo online. Finalmente o enredo conseguiu tirar algumas risadas de mim e a leitura fluiu muito bem, mesmo com algumas partes meio cansativas de “oh céus, oh vida”, típico de Jones.

Este é o único livro que até o momento não teve adaptação cinematográfica e, sinceramente, acho que nem irá. Não dá para afirmar que este é o último livro da série pois a autora pode muito bem continuar a história e lançar quantos mais ela quiser (mas na minha opinião, já deu rs).

Este foi o melhor dos quatro, na minha opinião. A Bridget está bem mais madura, mas continua sendo desastrada e avoada, é menos dependente de homens e mostra-se mais dona de si ao invés de levar em consideração apenas o que os outros falam. Acredito que a convivência com o Mark tenha tornado Bridget uma pessoa melhor e que, mesmo sem ele, ela finalmente aprendeu a tomar conta de si mesma e a seguir em frente. Ainda bem que a série “terminou” de uma forma boa, sem me deixar totalmente decepcionada com a escritora ou a personagem.

Apesar de ser o “maior” livro de todos – em quantidade de páginas, foi o que eu li em menos tempo. E apesar de não ter sido o último escrito pela Helen, na minha opinião foi a melhor escrita entre todos. Parece até uma outra pessoa escrevendo, sério!

Bridget Jones: Louca pelo garoto – Bridget Jones: Mad about the boy
Páginas: 432 Editora: Companhia das Letras Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


O que ouvir (e dançar) no carnaval 2017

Em 23.02.2017   Categoria: Música

Ano passado fiz um post bem parecido e quis repetir a dose esse ano. O carnaval 2017 já está aí e, apesar de várias músicas já estarem tocando nos bloquinhos, festas e tudo mais, nunca é demais destacar algumas, né?

Desde o início do mês a consultoria esportiva que fica no meu condomínio iniciou uma aula de Ritmos (aka: axé/funk/sertanejo) e a professora tem dado algumas músicas “prometidas” do carnaval para o pessoal começar a ensaiar as coreografias e não fazer feio por aí.

carnaval 2017
Imagem via: Site de Curiosidades

Pensando mais na coreografia do que na música em si, selecionei algumas que eu tenho escutado e dançado bastante e acredito que tocarão o feriado inteiro, não importa em qual lugar do Brasil você vá passar o carnaval. Então para já aproveitar e aprender a coreografia, seguem alguns vídeos da Cia. Daniel Saboya que eu acompanho e gosto bastante:

Olha a Explosão – Mc Kevinho

Taquitá – Claudia Leitte

Sou Eu – Ludmilla

Eu não sou muito fã da Ludmilla, mas essa música até que vai. Sei duas coreografias diferentes e gosto das duas HAHA A da aula da zumba é bem parecida com essa aqui.

Malbec – Henrique e Diego ft. Dennis

E Essa Boca Aí? – Bruninho e Davi ft. Luan Santana

continue lendo


Resenha: Três coisas sobre você – Julie Buxbaum

Em 16.02.2017   Categoria: Resenhas

três coisas sobre você Após ler mil e uma resenhas desse livro, baixado no Kindle e tentado começar diversas vezes, finalmente li Três coisas sobre você. Foi o meu primeiro livro lido em 2017 e não poderia ter pedido por uma história mais leve para iniciar a leitura do ano.

Conhecemos Jessie Holmes, uma garota de 16 anos que perdeu a sua mãe para o câncer há 735 dias e, como se isso não fosse muita coisa, precisa lidar com a mudança de cidade, casa e escola. Seu pai se casou com Rachel, uma pessoa muito rica e resolveu que seria uma boa ideia se mudarem para a casa dela em Los Angeles. O que Jessie não esperava era encontrar uma mansão, Theo, seu novo “irmão” que não poderia ser mais indiferente com a existência dela e Wood Valley, a escola lotada de “filhinhos de papai” e meninas maldosas que ela começaria a frequentar.

Além de tudo não é nada fácil ficar longe de sua melhor amiga, Scarlet, principalmente quando Jessie começa a sofrer bullying por aquele típico grupinho de “meninas malvadas” e não tem a quem recorrer para pedir um pouco de ajuda. Até que um e-mail surge em sua caixa de entrada de um tal de “Alguém Ninguém” (AN). Ele aparece para dar algumas dicas de sobrevivência na Wood Valley à Jessie, como quem evitar, com quem falar e etc.

É por meio dessas dicas que Jessie tenta iniciar uma amizade com Adriana – que dá super certo e, para complementar o grupinho, torna-se amiga também de Agnes – e, juntas, conseguem fazer com que Jessie enfrente melhor um dia após o outro. Além das duas Jessie consegue um emprego em uma livraria pequena da cidade (Atenção, Lombadas!) e divide alguns horários com Liam, o filho da dona da livraria, parte da banda da escola e paixão platônica de Dri.

Além de Liam, Jessie começa a ter contato com Ethan por conta de um trabalho em dupla que a professora fez questão de passar e coloca-la com ele. Não que Ethan seja uma pessoa ruim, o problema é que ele é super popular, todas as garotas babam por ele e sequer um olhar amigável foi trocado entre os dois. Mas Jessie insiste em tentar quebrar o gelo e acaba descobrindo uma pessoa muita divertida e ótima companhia para os cafés no período da tarde.

Jessie divide seus dias entre a realidade e o mundo virtual com a troca de mensagens com AN e tenta lidar com a curiosidade de saber quem é essa pessoa misteriosa. Como ele insiste em não se encontrarem, começam a ficar mais íntimos através da brincadeira “três coisas”, em que trocam três curiosidades sobre eles para o outro. Mas uma hora esse mistério todo precisa acabar, né?

“AN: vou lhe dizer mais três coisas:
(1) gosto de música, livros e videogames mais do que de pessoas. elas me deixam sem jeito.
(2) quando era pequeno, eu dormia com um cobertor que eu chamava… espera aí… de Cobertor, e tudo bem, ótimo, eu durmo com ele até hoje.
(3) há um ano eu era uma pessoa totalmente diferente.

Torna-se bem óbvio quem está por trás desse “codinome”, porém a forma que descobrimos juntos com Jessie é bem engraçada e deu um ar mais divertido para a revelação do que um simples encontro “às escuras”. É bem legal acompanhar o crescimento da personagem e a construção do enredo ao redor dela. Aquelas crises e problemas de adolescente são bem retratados e a leitura segue bem leve durante o livro todo.

Este livro não é para todos, mas se você tiver entre 14 e 17 anos, acho que gostará bastante do que irá encontrar pelas páginas. Eu mesma gostei (com 26 anos haha) e recomendo se você estiver procurando algo bem leve para ler de uma só vez.

Três coisas sobre você – Tell me three things
Páginas: 288 Editora: Arqueiro Nota: ★★★★☆


Página 4 de 2611 ...12345678... 261Próximo