[BEDA] Viagem: bate e volta em Budapeste, Hungria

Em 23.08.2017   Categoria: BEDA, Viagens

My house in Budapest, my-my hidden treasure chest… Golden grand piano, my beautiful Castillo. Uh, u-uh, uh…

Como não pensar em George Ezra ao falar em Budapeste, né? HAHA É bom começar o post animada porque essa viagem foi tensa. Nós compramos os bilhetes de trem um dia antes pela internet, reservamos lugares em cabine (não tinha nos vagões “normais”) e chegamos antes na estação para embarcar sem problemas. Acontece que tiveram muitos problemas e eu sinceramente não entendi até agora por que. Tinha muita, mas muita gente mesmo, e muita gente sem saber o que fazer. Quando consegui chegar em nossa cabine – foi muito difícil porque tinha mil pessoas no corredor com malas enormes, tinha gente em nossos lugares. Tive que brigar um pouquinho para explicar que nós havíamos reservado (e pago) aqueles lugares e depois de muito custo as pessoas saíram e nos deixaram sentar. Olha, ainda bem que foi só um bate e volta e só levamos uma mochila, porque se estivéssemos com malas, acho que teríamos ido no corredor em pé – como muita gente precisou fazer. Uma vez lá dentro da cabine, a paz reinou e pudemos curtir a viagem.

budapeste hungria

A paisagem de todas as viagens de trem pela Europa é sempre linda e eu não me cansei de tirar foto em todos os trechos que fizemos. Eu não consigo não ficar impressionada com tanta beleza ali do lado e meu pai até fez um registro meu admirando tudo HAHA

Admirando a paisagem Budapeste

Mas tem como não admirar, gente?

Trem - paisagem de girassois

 

Depois de mais ou menos duas horas e meia de viagem, chegamos a Budapeste. A saída do trem também não foi nada fácil e a estação estava uma loucura.

Trem Viena - Budapeste
A zona para descer do trem

estação trem Budapeste
Estação de trem ainda no caos – estação principal de Budapeste, Keleti.

Mas conseguimos sair de lá e atravessar a rua para roubar WIFI na Starbucks HAHA Pausa aqui para mostrar que o barista húngaro conseguiu entender meu nome de primeira – fica a dica baristas americanos! HAHAHA A letra é meio feia, mas está escrito Juliana certinho:

Starbucks em Budapeste

Já que o barista era legal, pedi algumas dicas e juntei com as dicas que peguei com minha amiga Bruna (beijos, Duda❤) e saímos para conhecer a cidade.
Como vocês bem já sabem, não alugamos carro e em Budapeste nem de transporte público andamos, então foi tudo na sola mesmo. Como tínhamos pouco tempo na cidade (a passagem de trem de volta a Viena era para as 6 da tarde), tivemos que selecionar bem os lugares que visitaríamos para tentar aproveitar ao máximo.

Nossa primeira parada foi na Praça dos Heróis ou Hősök tere. Atravessemos o parque da cidade e ao final da avenida Andrássy chegamos à praça. Lá vemos o Memorial do Milênio, homenagem aos fundadores da Hungria e, no alto da coluna está o Arcanjo Gabriel. Sinceramente? Nada demais, mas vale o passeio pelo parque.

Budapeste praça dos heróis

Saindo da praça seguimos por todinhas a avenida Andrássy que é maravilhosa, com diversos restaurantes, lojas, mercadinhos, hotéis, alguns museus, como a Casa do Terror (que não visitamos, mas vi diversos sites indicando. Eu não entraria nem se estivesse com mais tempo, sinceramente). Foi uma caminhada longa, porém não sentimos muito porque o clima estava super agradável e tinha um caminho de árvores para fazer sombra.

Budapeste - avenida Andrássy

Ao longo da Andrássy passamos também pela Ópera Estatal Húngara, Grande Sinagoga de Budapeste e a Basílica de Santo Estevão. Até chegarmos ao final dela à beira do Rio Danúbio (que separa Buda de Peste).
Foi aí que decidimos parar para almoçar em um restaurante que encontrei a dica após digitar a clássica frase no Google: “onde comer em Budapeste” HAHA A indicação foi de um blog sobre o restaurante/bar Kiosk. É um local bem alternativo e o ambiente é super legal. Apesar de não ter muitas opções na hora do almoço, o que pedimos estava tudo muito bom. A seleção de músicas que rolou enquanto estávamos lá também estava ótima. À noite rola até baladinha e deve ser muito bem frequentado – se seguir o mesmo estilo do pessoal do dia haha

Budapeste Kiosk
Decoração do bar muito fofa.

Budapeste Kiosk - Risoto
Meu prato: risoto de espinafre com queijo fresco cortado na hora. Maravilhoso.

Budapeste Kiosk banheiros
Melhor parte: indicações dos toiletes com aquela frase feminista haha

Saindo do restaurante andamos rumo à ponte mais famosa da cidade, a Ponte das Correntes ou Széchenyi Lánchíd. Esta foi a primeira ponte construída para ligar as duas cidades Buda e Peste, mas foi praticamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída algum tempo depois. Ela é linda e enorme.

Budapeste - ponte das correntes

Agora do lado de Buda nossa intenção era visitar o castelo e o Bastião dos Pescadores, porém a fila para o funicular estava muito grande e ainda queríamos passar pelo Parlamento, então não deu para ver praticamente nada deste lado. Andamos até chegar em frente ao Parlamento para poder tirar uma foto de praticamente ele inteiro (só do outro lado mesmo pra conseguir isso).

Parlamento de Budapeste

Nós seguimos até a próxima ponte para chegar perto do Parlamento, mas visitamos apenas por fora. De qualquer forma, é possível fazer um tour por dentro, mas fique de olho nas datas e disponibilidades fazendo um agendamento online. Descemos pelos “fundos” até as margens do rio para visitarmos o memorial “Sapatos às margens do Danúbio” ou
Cipők a Duna-parton. O memorial foi construído em 16 de abril de 2005 em memória às vítimas assassinadas no Danúbio pelos militantes da Cruz de Flecha, no período de 1944 a 1945. Muitos judeus foram postos em fila e fuzilados e os corpos caíram no rio e foram levados pela corrente. Dizem que na época os sapatos eram artigos valiosos, então eles eram obrigados a retirá-los antes do extermínio.

Budapeste Memorial sapatos

Não é um memorial imponente como o de Berlim, por exemplo, mas a energia é muito triste e te faz pensar em tudo que aconteceu naquela época e como o ser humano pode ser tão horrível e cruel por simplesmente não ser “igual” aos outros e sentir-se superior.

Enfim… Esta foi nossa última parada até voltarmos pela avenida Andrássy inteirinha praticamente correndo para chegar a tempo à estação Keleti e voltarmos à Viena.

Nossa próxima parada será Praga e estou louca para contar a vocês sobre a minha cidade favorita!

beda


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