Categoria "Pessoal"

Sobre trabalhar na cidade grande

Pessoal • 15.10.2014  

Lembram daquele desenho, “Sheep na cidade grande”? Pois bem, há 1 mês minha rotina mudou quase que drasticamente e eu virei uma ovelhinha do interior tentando me virar na cidade grande.

Ok, isso foi um tanto quanto dramático e exagerado, mas é um jeito de explicar sobre esse último mês e tudo o que aconteceu de diferente.

Dia 15 de Outubro mudei de área na empresa em que eu trabalho. Até aí, nada de muito uau. O problema é que eu precisaria sair do meu cantinho em São Bernardo para ir trabalhar na pqp em São Paulo. Foram 5 anos e 5 meses indo para um prédio bem pertinho de casa (10 minutos de carro), sentando na mesma mesa, vendo as mesmas pessoas, almoçando nos mesmo lugares, aprendendo coisas novas, reforçando outras e vivendo um dia após o outro. Aí eu saí da área de Tecnologia e fui para a de Projetos, em outro prédio, com outras pessoas, almoçando em outros lugares super caros, aprendendo muita coisa e, o mais importante: a 2 horas de casa.

Não vou dizer que não estava ansiosa/animada/assustada para a mudança, porque seria mentira. Mas eu confesso que achava que seria um pouco mais fácil de me adaptar – e não está sendo nada disso. Sinceramente, o maior problema é a distância. Eu não fico todos os dias no prédio de Santo Amaro, na verdade, estou ficando mais no centro do que lá, mas mesmo assim preciso pegar transporte público e essa é a parte mais cansativa.

Sair de casa, andar até o ponto de ônibus, ficar em pé até o terminal para pegar o metrô/ficar em pé até pegar o outro ônibus, andar mais um pouquinho e repetir tudo isso na hora de voltar pra casa cansa muito, muito mesmo. O trabalho em si também é um pouco cansativo, principalmente agora no início que ainda estou aprendendo muita coisa, mas acho que o que pega é o deslocamento. Logo me acostumo, eu sei, mas no momento só consigo pensar na minha cama e em dormir, dormir e dormir. Pois é.

Aproveitando o gancho, essa é a razão pela falta de posts (até que nem taaanta assim, mas poderia estar melhor, né?) e falta de retorno de comentários/visitas nos blogs de vocês. Eu simplesmente não tenho mais tempinho nenhum para isso no horário de trabalho e quando chego em casa o que eu menos quero é ver a tela do meu computador. Vocês entendem, não é? Então, até eu me organizar e me acostumar com essa rotina doida, eu volto a visitar todos e a fazer posts legais :) Ok?

Bem, queria só fazer uma conclusão: após um mês pegando transporte público quase todos os dias, eu consegui chegar à conclusão que o problema são as pessoas. Exatamente minha gente! O transporte em São Paulo não é ruim, não é caro, não está caindo aos pedaços e não é tao cheio assim (salvo alguns dias de atraso no metrô e etc, mas não é nada insuportável não!).

O problema são os usuários, a ignorância que reina na maioria deles e a falta de desodorante. É uma pressa sem fim e uma falta de educação desnecessária que eu sinceramente fico sem palavras. Sem contar a total falta de interação, né? Cada um no seu celular, livro, fone e etc. Ninguém olha pra ninguém e a vida segue. Bem, eu é que não vou mudar isso, ainda estou aprendendo a lidar com a cidade grande e seus costumes.

Mas são novas experiências, sei que será ótimo para a minha carreira e quem sabe eu não me encontro aqui e consigo seguir os meus planos do futuro? Sei que é cansativo trabalhar em São Paulo, mas é uma outra perspectiva do mundo. E olha que eu nem mudei de empresa, só de área e mesmo assim está sendo outra coisa pra mim. Estou gostando, at least :)


Como eu me saí no Projeto “101 Coisas em 1001 dias”

Pessoal • 29.09.2014  

Ontem, 28 de Setembro, foi o último dia do projeto 101 Coisas em 1001 dias e resolvi fazer um balancete das coisas que consegui cumprir, das que não consegui e das que ainda quero cumprir (sim, vou fazer a fase 2!).

101 coisas em 1001 dias

Eu iniciei o projeto no dia 1º de Janeiro de 2012 e os 1001 dias passaram v-o-a-n-d-o. Muita coisa eu deixei pra depois e acabei não cumprindo a maioria delas; eu confesso que achei que seria mais fácil e que eu me dedicaria mais… Mas tudo bem, não é a primeira e nem a última coisa que eu prometo e não cumpro (beijos, dietas).

Vamos ver como eu me saí muito mal?

Primeiramente, os itens cancelados ao longo do projeto:

» Ler todos os livros da estante [que entraram até hoje (01/01/12 – faltam 40)]
Eu perdi totalmente a conta de quantos livros entraram na minha estante depois disso… Hoje em dia tenho mais de 200 livros não lidos, então… Item cancelado :/

» Entrar para o time de vôlei da facul
Fui ao teste e não passei na seletiva :/

» Comprar um GPS
Pra quê GPS se temos o Waze maravilhoso?

» Retocar as luzes a cada três ou quatro meses
Fui bem até, mas ano passado desisti de fazer e a última vez que retoquei foi em Agosto do ano passado. Então, cancelado.

Itens em andamento:

» Fazer mais um cruzeiro
Não fiz durante o projeto, mas já estou com um marcado para Dezembro, então tá meio valendo, né?

» Viajar “sozinha” com o Gui

Em consequência de fazer o cruzeiro, viajarei só com o Gui pela primeira vez <3

De tudo isso, consegui concluir 42, cancelei 4, estou com 2 “em andamento” e não consegui cumprir 53. Achei muito, por isso resolvi fazer a 2ª “fase”; só ainda não decidi se farei agora ou deixarei para Janeiro…

E vocês, participam ou já participaram desse projeto? Se saíram melhor do que eu? Têm dicas? Me faaaaalem!


#StopTheBeautyMadness e a falta de aceitação

Pessoal • 19.09.2014  

Eu estou escrevendo essa observação antes de começar a pensar no post, mas já aviso: vai ficar grande.

Antes de mais nada, se a hashtag #StopTheBeautyMadness é uma novidade para você, já preciso adiantar que você não é desse mundo ou que as pessoas que você tem nas redes sociais e postaram foto sem maquiagem e não acrescentaram essa hashtag, não sabem nada sobre o porquê da campanha e participaram pra receber likes. Esse não é o intuito desse post, como tudo aqui no blog. O intuito dele é desabafar um pouco e participar da blogagem coletiva do mês do Rotaroots.

#stopthebeautymadness

Se você realmente não sabe qual é o objetivo da campanha, vou copiar do site resumir: a campanha foi criada pela escritora norte-americana, Robin Rice, e ela a resume com: “Estamos aqui para criar uma nova cultura em torno de beleza”. A intenção é fazer com que as mulheres se sintam bem sem precisarem se preocupar com os padrões de beleza impostos pela própria sociedade “mídia”. Aceitar-se.

Mas e quando você simplesmente não consegue? Quando você participa da campanha, mas não consegue se identificar 100% com ela? Quando você lê mil posts sobre isso, com todo mundo afirmando que não se preocupa com “a sociedade” e com os padrões de beleza, mas você não acredita? É, é sobre esse lado que eu vou falar.

A minha ~história de gordinha~ vocês já conhecem e eu não vou ficar repetindo aqui sobre como foi a minha infância e etc. Eu realmente não ligo nem um pouco sobre não estar na moda, usar jeans, camiseta e tênis todos dias (agora não mais porque tenho que ir de social no trabalho ~cry) e não ligo em não usar maquiagem (não tenho paciência e muito menos habilidade). Mas quando as pessoas mexem com o meu peso, com a minha estrutura corporal, quando falam que minhas coxas são grandes ou que tem uma dobrinha saindo da calça e eu estou horrível naquela roupa porque está marcando minhas ~gordurinhas~, aí, amigos, é onde a coisa pega.
É nessa parte que eu não consigo ligar o interruptor do “foda-se” e seguir a vida como se isso não me atingisse, porque, surprise surprise, atinge. E eu aposto que atinge a muitas, mesmo às que fizeram posts dizendo que não… No fundo, quando você chega em casa e lembra de algo que falaram pra você, você chora. Aí você quer se afogar nas mágoas, tomar 1 litro de sorvete, comer todas as barras de chocolate do mundo porque você está gorda – e aí você engorda ainda mais.

Tem dias que eu consigo superar, de verdade. Consigo ouvir dos familiares e amigos que, quotando o post da Patty, “você ficaria linda se emagrecesse” ou “você tem um rosto lindo, arrasaria magra” ou qualquer outra coisa nesse nível. Eu tento levar pro lado do “é pro seu bem” e vou lá me matar em dietas e academia.

Não, eu não sou dessas que aceita que está fora do peso e não, eu não me sinto bem assim. Eu estaria mentindo se dissesse que estou tentando mudar por mim e para mim e só por isso, mas o olhar dos outros tem uma grande parcela de culpa nessa minha preocupação toda sim.

O problema é quando as pessoas fazem isso pra realmente te atingir ou se sentirem superiores. Tem gente que tem prazer em jogar na sua cara os seus defeitos, quando elas não os têm (os mesmos, né, porque todo mundo tem defeito). E é exatamente por conta dessas pessoas que a cada dia mais pessoas estão neuróticas e os casos de bulimia, anorexia e depressão aumentam sem parar.
Imagina só o quão desocupada e sem graça a vida da pessoa deve ser para ela se preocupar com a sua aparência sendo que isso não muda absolutamente nada para ela?

Eu tentei queria realmente fazer um post super apoiando a campanha e me identificando com ela. Mas acho que eu preciso de um choque maior, de umas puxadas de orelha e de alguns elogios de verdade para ver se acordo pra vida e começo a deixar tudo de lado… Ou não! E se eu quiser emagrecer para me sentir bem e fazer com que as pessoas parem de falar que eu ficaria bonita se fosse magra? E se eu quiser mostrar para os outros que quando eu quero, eu consigo? E se eu precisar disso pra me motivar e atingir meu objetivos?

Eu já não sei mais se esse post está fazendo sentido hahaha Mas o que eu quero dizer é que tudo bem você querer se enquadrar aos padrões de beleza. Tudo bem se você quiser sair maquiada. Tudo bem se você quiser fazer a dieta da lua (come tudo, menos a lua), desde que seja pra você. Eu tento cada dia falar isso pra mim mesma. Me olhar no espelho e repetir: estou fazendo isso, estou me esforçando, para me sentir bem. Para poder sair por aí sem me preocupar com gordurinhas fora da calça ou em ficar “colocando a barriga pra dentro e o peito pra fora”. Quero fazer com que eu me dedique mais aos meus projetos pessoais para conseguir seguir com outros me sentindo bem comigo mesma. Quero acabar com essa loucura da beleza, mas só depois que eu me sentir bem; só depois que eu conseguir me aceitar. Porque se eu não me amar, quem vai? A sociedade é que não, não é mesmo?

Eu admiro muito quem consegue passar por cima de tudo isso e se sentir bem, não se preocupar com o manequim do dia e nem ao escutar uma “cantada” na rua no nível de “que gordinha linda”. Mas desculpem, eu não consigo. Eu não consigo levantar a cabeça e continuar o meu dia se assim que virar a esquina ouvir alguma coisa desse tipo, ao invés de um “bom dia”. Mas com tantos posts lindos sobre esse assunto, com tantas visões diferentes, eu estou realmente tentando mudar para conseguir, num próximo post, mostrar pra vocês que eu não tenho vergonha de mim, do meu corpo ou do meu peso para sair por aí, tirar qualquer tipo de foto e publicar no Facebook.

Eu prometo a mim mesma que vou conseguir fazer isso, podem aguardar :)

Esse post faz parte da blogagem coletiva de Setembro do Rotaroots.
Para ler os demais posts coletivos clique aqui e, se quiser participar, inscreva-se no Rotation.


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