Categoria "Resenhas"

Resenha: Muncle Trogg: o menor gigante do mundo – Janet Foxley

Em 02.02.2017   Categoria: Resenhas

muncle trogg - menor gigante do mundo Minha primeira resenha do ano será de um livro infantil que estava criando pó na estante desde 2014, simplesmente porque eu compro livro demais e acabo deixando vários de lado. Nenhum motivo aparente me levou a deixar Muncle Trogg tanto tempo lá, mas graças ao desafio de leitura do Livros em Série, finalmente tive a oportunidade de lê-lo.
O tema do mês de janeiro era exatamente sobre ler algo parado há muito tempo na estante e, como fui viajar, queria algo leve durante os passeios – Muncle Trogg, o eleito!

Muncle Trogg – o menor gigante do mundo é o primeiro livro da série (infelizmente só dois, de três, foram lançados no Brasil até o momento) e nos traz a história do mundo dos gigantes – mais especificamente de Muncle, o gigante mais baixinho da comunidade. Seus pais e irmãos têm a estatura comum de um gigante, porém algo aconteceu com Muncle e ele não cresceu nadinha. Obviamente que isto é motivo de zoação na escola e na própria casa, o que faz com que ele nem frequente muitas aulas e não tenha ideia de como arranjará emprego se seguir nesse ritmo.

A família dos Trogg é composta por Muncle, seu irmão mais novo, Gritt, sua irmã mais nova, Flubb, seu e sua . Os Trogg são bem pobres e Pá possui três empregos para tentar trazer algo para a mesa todos os dias – não é fácil saciar a fome de um gigante!

Uma coisa que você precisa saber sobre este mundo dos gigantes é o medo que eles têm dos Pequenotes (aka: nós, humanos). Há uma lenda de que os Pequenotes possuem dons de mágica e podem destruir todos os gigantes – então eles vivem em um local afastado chamado Monte das Lamentações. Só que Muncle é fascinado pelos Pequenotes e tem até um esconderijo secreto que acaba levando para a vila deles.

Inclusive, a matéria de estudos sobre Pequenotes é uma das únicas em que Muncle se dá bem. E é durante uma excursão para o Museu Real com a turma da escola que ele conhece o senhor Biblos, o Sábio Homem do Conselho do Rei, o mais esperto entre todos os gigantes. É ao ver Muncle que Biblos pede a ele que vista algumas roupas que pertenciam aos Pequenotes, e que hoje ficam no museu, para que a turma tenha uma ideia mais concreta de como eles são.

Muncle acaba ficando ainda mais fascinado pelos Pequenotes e, em uma conversa com Biblos, decide que durante o aniversário do Rei ele irá realizar uma performance como se fosse um verdadeiro Pequenote. Com isto, ele fica com as roupas do museu – com o dever de cuidar muito bem delas e aproveita para dar uma escapada para a vila de Pequenotes próxima ao Monte. Porém, assim que ele encontra com a primeira Pequenote, Emily, ele não consegue deixar de reparar que eles não têm nada a ver com o que ensinam na escola – muito menos são parecidos com ele, apesar da altura.

Como ele não pode contar para ninguém dessa sua descoberta, Muncle continua vagando invisivelmente pela rotina dos gigantes; até que sua vida finalmente começa a fazer sentido. Gritt, durante uma aula, acaba perdendo Snarg, o dragão (propriedade da escola), e Muncle precisa usar a sua inteligência para recuperá-lo e fazer com que seu irmão não seja expulso.

É exatamente durante seu contato com Snarg que ele começa a perceber quão especial e inteligente ele é e que sua altura não pode diminuí-lo perante a comunidade. Contrariando a tudo e a todos, Muncle será a peça essencial para livrar os gigantes de uma invasão de Pequenotes e será recompensado com um cargo muito importante, junto à família Real.

Muncle nos mostra que não tem problema algum ser diferente; muito pelo contrário! Você pode até se destacar perante aos demais e se dar muito bem.

A história “não termina” e deixa espaço para o próximo volume (que pretendo não demorar muito para ler). Estou curiosa para saber o desenrolar da história e se Muncle continuará ajudando os gigantes com a sua sabedoria. E é claro que quero rever os Pequenotes, acredito que Muncle tenha algum plano para fazer com que eles vivam juntos – ou algo nessa linha.

Destaque para a diagramação e as ilustrações que dão um toque a mais para a leitura. Diversas páginas trazem figuras dos gigantes, dragões e das comidas estranhas que são descritas durante a história. Com certeza o público alvo (diria algo em torno de 7 a 11 anos) irá se divertir com todas essas distrações que complementam o livro.

Muncle Trogg: O menor gigante do mundo – Muncle Trogg
Páginas: 224 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★☆


Resenha: Até eu te Encontrar – Graciela Mayrink

Em 26.01.2017   Categoria: Resenhas

até eu te encontrar Até eu te Encontrar é o livro de estreia da Graciela Mayrink. Eu já havia lido o livro anteriormente, mas depois do lançamento dele pela Editora Novo Conceito, não resisti. Precisei reler a história de Flávia e Luigi.

Flávia se muda para Viçosa para estudar na UFV e, lá, começa a descobrir muitas coisas sobre seu passado e sobre sua família. Por ter perdido os pais bem nova, foi criada pelos tios, portanto, apesar de saber quem são seus pais, não sabe nem metade da história que envolve a sua mãe. E é em Viçosa, ao conhecer sua vizinha, Sônia, que começa a desvendar um pouquinho desses mistérios.

Flávia faz vários amigos, mora sozinha, sai bastante com as pessoas que acaba conhecendo nessa nova cidade e vê sua vida virando de pernas pro ar.

O que eu acho super interessante em Até eu te Encontrar é o fato de Graciela colocar vários personagens na história e saber trabalhar com todos eles, dando a devida importância para cada um e explicando tudo sobre eles, sem deixar pontas soltas ao final da leitura. O ambiente universitário brasileiro também é mostrado de forma fiel (já que Graciela foi aluna da Universidade Federal de Viçosa), o que é um grande diferencial na história.

Ao começar a reler, também consegui tirar uma conclusão: sem saber o que era new adult, Graciela construiu um livro que se enquadra direitinho neste gênero. Flávia, ao entrar na Universidade, passa a descobrir quem ela é e passa a entender um pouco mais sobre sua vida, o que são características fortes em romances new adults.

Eu sou simplesmente apaixonada pela história de Até eu te encontrar. Graciela fez com que cada personagem entrasse na hora correta da história. Felipe, Lauren, Gustavo, Sônia, Carla, Luigi e vários outros, aparecem exatamente no momento em que precisam aparecer e assim constroem esta história.

Amo este livro e não há maneira melhor para terminar esta resenha a não ser dizendo que vocês também precisam ler e ficar assim, louquinhos por Até eu te Encontrar.

Páginas: 384 Editora: Novo Conceito Nota: ★★★★★


Resenha: Quase um romance – Megan Maxwell

Em 19.12.2016   Categoria: Resenhas

Se você tem entre 18 e 25 anos com certeza já leu ao menos uma fanfiction na sua vida, certo? Quase um romance poderia muito bem ser uma fanfic, uma vez que tem todos os elementos básicos de uma história escrita por “fã”: a protagonista se apaixona por alguém famoso, há diversas cenas de ciúmes e segredos, passagens com cenas “quentes” e por aí vai.
Eu não imaginava que este livro seguiria essa linha – tanto pela capa quanto pelo primeiro parágrafo da sinopse (isso serve para eu aprender a ler a sinopse inteira nas próximas vezes) e, para mim, foi um ponto negativo, já que li diversas fanfics muito bem escritas e essa história não chegou nem aos pés da maioria delas. De qualquer forma, vou tentar ser imparcial.

Conhecemos Rebecca, a protagonista da história, em um momento delicado (perda dos pais e fim de um relacionamento), mas sua vida está prestes a mudar: ela encontra um cachorrinho na rua dentro de uma caixa de pizza, tentando se alimentar, e resolve levá-lo para casa – não que vá ficar com ele, mas não pode deixa-lo ali; no dia seguinte ligaria para que o controle de animais o buscasse. Pelo menos este era o plano inicial, antes de Angela, uma amável senhora que ajudava a limpar a pouca sujeira da casa de Rebecca (e que a conhecia desde pequena), convencê-la de que o filhotinho seria uma ótima companhia e prometendo ajudá-la a cuidar de tudo enquanto estivesse trabalhando.

Falando em trabalho, Rebecca é advogada em uma empresa exportadora de tecidos e dedica muito do seu tempo a isso. Apesar de em momento algum da sinopse mencionar o lado profissional dela, é neste ambiente que passarão muitos fatos importantes para a história. É lá que conhecemos Ricardo (colega) e Cavanillas (chefe); o chefe deles é uma pessoa arrogante e super machista e desde a sua primeira aparição já não fui com a cara/jeito dele. Ele defende Ricardo o tempo todo e só reconhece o trabalho dele, sendo que Rebecca é muito mais competente. Os dois são importantes para o “clímax” da história, que, obviamente, não vou descrever aqui.

A história dá um salto básico de quatro anos após o encontro com o filhote de cachorro, que acabou sendo nomeada de Pizza, uma vez que Rebecca descobriu que era fêmea e achou o nome muito significativo. Estamos no final de ano, a época preferida de Rebecca, já que seu irmão, Kevin, vai visita-la. Kevin é super divertido e dá para entender porque Rebecca fica tão chateada por morar longe dele e também de sua irmã, Donna (outra palhaça!).

Para receber bem o irmão, Rebecca sai em busca de um presente para ele e fica encantada com uma jaqueta de couro marrom que está exposta na vitrine. É perfeita! Pena que um homem acaba sendo mais rápido que ela e pega a última peça para provar…

“— Acho que não é do seu tamanho. Nem do seu estilo.
O homem se virou, sem ter certeza de que era com ele que falavam. Olhou surpreso para Rebeca e perguntou, com um sorriso:
— Por que acha isso?
“E agora? O que eu faço?”, pensou ela, aflita.
— É que… essa cor não combina com seu tom de pele. E vai ficar pequena. De longe se vê.”

Não precisa ser nenhum vidente para adivinhar o que rola nas entrelinhas dessa conversa, né? Como estamos falando de uma ficção, não seria nenhum absurdo dizer que eles se esbarram diversas vezes e iniciam uma amizade por conta de Lorena, filha de Paul (o “homem da jaqueta”), já que em um de seus encontros ela acaba se apaixonando por Pizza.

Paul se encanta com Rebecca e até anota a placa do carro dela (alerta de psicopata!!!) para descobrir mais sobre a moça e é assim que eles vão se encontrando. Paul a ajuda quando Carla, sua melhor amiga, acaba sendo internada e precisa cuidar de sua filha, Noelia (que é sua afilhada). Rebecca se encanta por ele também ao ver todo o jeito que ele leva para cuidar de bebês/crianças.

Paul é uma graça, mas o que Rebecca estranha é todos os olhares que ele recebe, principalmente de meninos adolescentes, quando eles estão em locais públicos: até descobrir que ele é piloto de MotoGP. Como ele vive viajando por conta dos torneios mundiais, eles ficam um bom tempo sem se ver, o que faz com que acabem sentindo a falta um do outro.

O inevitável acaba acontecendo e eles se envolvem. Beijos, noites de sexo e tudo mais. O problema é que Rebecca guarda alguns segredos que não pode compartilhar com ninguém, muito menos com Paul. Obviamente que esse tipo de coisa nunca dá certo e acaba estragando o que eles têm por ela ser insegura e um tanto quanto burrinha. Paul também não ajuda em nada, já que despeja uma antiga mágoa em cima dela, sem mais, nem menos.

É nesse ponto que a história fica um pouquinho interessante, quando entra o clímax. Rola um pouco de suspense, intriga na família, pessoas do passado que reaparecem, assuntos inacabados são encerrados e tudo mais. O livro flui razoavelmente bem neste ponto – consegui ler tudo de uma vez até chegar ao fim, mas, para não criar expectativas erradas: nada de muito emocionante acontece.

A leitura é bem despretensiosa, não há “lição de vida”, nenhum super envolvimento com as personagens e nada de suspiros ou tensão demais. É uma leitura leve e sem sal, para passar o tempo e nada mais. Não conheço outros livros da autora, então não posso generalizar, mas já vi algumas resenhas com a mesma opinião que a minha, que descrevi no início: é uma fanfiction, mas daquelas fraquinhas que não agregam em muita coisa.

Resumindo: não é um livro que entraria para a minha lista de recomendação e, a partir dele, eu não leria nenhum outro título da autora.

Quase um Romance – Casi una Novela
Páginas: 232 Editora: Suma de Letras Nota: ★★★☆☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


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