Categoria "Resenhas"

Resenha: No Escuro – Elizabeth Haynes

Em 15.12.2016   Categoria: Resenhas

No-EscuroElizabeth Haynes participou do NaNoWriMo e acabou escrevendo o livro No Escuro (claro, na sua primeira versão). Depois da insistência de alguns para que ela enviasse o livro para análise, a história foi lançada, fez um grande sucesso, e tem todos os motivos para isso.

Neste thriller psicológico, conhecemos Catherine, uma mulher que gosta muito de sair com as amigas e se divertir em baladas, passando por vários pubs em uma noite só e aproveitando o que há de melhor na vida. Gosta de conhecer pessoas novas, bebe bastante e acorda no outro dia na cama de algum desconhecido ou com um desconhecido em sua cama, até que conhece Lee, segurança de um dos pubs em que foi numa noite, e acaba iniciando um relacionamento sério com ele: um homem bonito, forte e que mostra se importar com tudo o que ela faz, sendo intenso demais.

Por outro lado, também conhecemos Cathy, ou o que sobrou de Catherine. Cathy está cheia de transtornos obsessivos. Sente necessidade de checar a porta do apartamento sempre seis vezes, tem hora para tomar chá, dias da semana para fazer compras e algo muito forte com o número 6. Tudo é sempre feito 6 vezes. E tudo isso para que ela se sinta segura o suficiente, mesmo sabendo que Lee está preso há uma distância suficientemente segura.

Como os capítulos intercalam o passado com o presente, ficamos tentando descobrir tudo o que aconteceu com Catherine para que ela virasse Cathy. Uma pessoa tão cheia de vida se tornar uma pessoa tão cheia de medos e de regras. Não descobrimos de cara e isso nos leva a perceber que não é apenas a personagem que está no escuro, mas nós também.

Elizabeth consegue conduzir a história maravilhosamente bem, nos deixando saber do essencial nas horas mais certas, nos deixando com vontade de não largar o livro e descobrir o que aconteceu para todas essas coisas se desencadearem. É fácil perceber que o causador de tudo é Lee e já podemos imaginar que a personagem sofreu maus bocados ao lado desta pessoa, mas o mais interessante é ir descobrindo tudo enquanto a autora vai nos dando as informações.

Também há um romance, o que eu achei essencial na história. Cathy não se envolve com qualquer um. Ela conhece um psicólogo, que mora no apartamento de cima e que acaba acompanhando-a, deixando a história sempre mais interessante.

Amei o livro e recomendo a todos que gostam de um bom (ok: ótimo, maravilhoso, perfeito – sim, sim, sim!) thriller psicológico.

No Escuro – Into The Darkest Corner
Páginas: 336 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★★


Resenha: Um dia o amor vai encontrar você – Luiza Mussnich

Em 05.12.2016   Categoria: Resenhas

um-dia-o-amor-vai-encontrar-voce-luiza Recebi um convite pela agência literária Oasys Cultural para conhecer o livro Um dia o amor vai encontrar você, estreia da autora Luiza Mussnich e, como sempre gosto de conhecer livros de autores nacionais, aceitei recebê-lo para conhecer a história.

Quando o pacote chegou, não consegui adivinhar o que era, uma vez que ele não tem o tamanho normal de um livro. Ele é menorzinho, mais estreito e tem capa dura (algo que eu simplesmente amo em livros!). Quando iniciei a leitura me deparei com um livro que não era nem de poesia, nem de contos ou crônicos… Procurei por aí e descobri que o gênero dele se encaixa na categoria de “prosa poética”. Eu não sou muito de poesias porque não tem a ver com o meu “estilo literário”, mas este formato específico me agradou bastante.

Um dia o amor vai encontrar você não é fácil de resenhar pelo simples fato de não desenvolver uma história. Ele traz pensamentos e sentimentos escritos em espécies de pequenos contos, fazendo com que nos aproximemos da autora, conhecendo um pouco sobre a vida dela e tudo que passou ao longo dos anos. Amores, medos, receios, vitórias, saudade, lições de vida e tudo mais.

O livro é dividido em duas partes: Amores no Pé que traz textos mais voltados para a infância (lembranças, brincadeiras, coisas que deixam saudade) e Amores Maduros que traz textos mais adultos, relatando novos amores e dores, maiores desafios e tudo que faz parte do “crescer”.

Além destes textos o livro conta com fotografias feitas por Demian Jacob, fotógrafo carioca, com o intuito de aproximar a escrita da realidade através de imagens. Dá um toque super especial na leitura. A edição em si foi muito bem feita. Como disse, ele possui capa dura e tem um tamanho diferenciado. A fonte utilizada e todos os espaçamentos estão ótimos – e a revisão impecável (não encontrem nenhum erro ortográfico).

Confesso que uma coisa que não gostei muito foi da capa: muito simples e pouco chamativa. Há fotografias ao longo do livro muito mais interessantes do que a que foi escolhida para ser a “carta de apresentação”, mas isso não atrapalha em nada a leitura, obviamente.

Se você nunca leu algo deste gênero, dê uma chance a Um dia o amor vai encontrar você. É uma leitura rápida e leve que fará com que você se identifique em diversas páginas. Ou você lerá em “uma sentada só” ou vai querer ler apenas um “conto” por dia, para não terminar o livro de uma só vez.

Um dia o amor vai encontrar você
Páginas: 116 Editora: ID Cultural Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela agência literária Oasys Cultural como cortesia para o blog.


Resenha: Bridget Jones: No limite da razão – Helen Fielding

Em 14.11.2016   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

bridget-jones-no-limite-da-razao Bridget Jones: no limite da razão é o segundo livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, assim como o primeiro, também já ganhou adaptação cinematográfica. O livro segue o mesmo formato: uma espécie de diário em que Bridget Jones, nossa protagonista, relata sobre os acontecimentos dos seus dias e continua preocupada com seu peso, a quantidade de cigarros que fuma e as bebidas alcoólicas que consome. A diferença é que agora ela tem um namorado. Pois é, o charmoso Mark Darcy agora é o companheiro de quase todas as noites de Bridget, viva!

Ela está radiante e adorando ter um namorado, porém ela continua encucando com tudo que acontece e ouve demais os “conselhos” das amigas e dos livros de auto-ajuda. Confesso que pulei metade dessas partes porque enjoa demais ler o mesmo discurso diversas vezes – parece que as amigas dela não querem vê-la feliz e ficam colocando uma pulga atrás da orelha da Bridget todo santo dia. Olha, não é fácil ter amigas assim, viu? Ainda mais quando elas falam uma coisa e agem de forma contrária.

A carreira de Bridget também não está lá grandes coisas e não consigo entender como ela aguenta um chefe daqueles. A boa notícia é que ela acaba conseguindo uma entrevista com um de seus atores favoritos (ou na verdade um de seus personagens favoritos), Colin Firth, que fez o papel de Mr. Darcy (Orgulho e Preconceito). Esta entrevista é uma das poucas passagens engraçadas do livro.

O que me incomoda um pouco é que alguns acontecimentos são meio irreais (mesmo que obviamente seja uma ficção) e não dá para levar tudo na base da risada, tem que haver um pouco de bom senso também. Claro que grande parcela de culpa desses acontecimentos é da própria Bridget, mas alguns são desnecessários para o andamento da história e poderiam poupar algumas boas páginas (ou serem substituídas por algo relevante). Se você ler de forma bem leve, acho que consegue passar por cima desses detalhes e encarar como apenas um chick lit.

Na resenha do primeiro livro comentei que eu ainda não havia assistido aos filmes e, como a vida tem dessas de coincidências (ou destino), um dia após finalizar a leitura encontrei o filme na TV 10 minutos após seu início e resolvi assistir. Encontrei várias semelhanças entre os dois, porém achei o filme um pouco mais engraçadinho do que o livro – além de ter Colin Firth e Hugh Grant (o que eleva consideravelmente as impressões sobre, né).

O segundo filme começou logo após o término do primeiro, mas eu sinceramente não consegui assistir nem até a metade – infelizmente o mesmo aconteceu com o livro. Da página 100 em diante eu fui arrastando a leitura – isso porque eu não gosto de abandonar livros, senão talvez o teria feito, mas cheguei até o fim. Claro que o problema pode ser comigo, por isso não leve minha opinião 100% a sério; você pode adorar o estilo tanto do livro quanto do filme, mas, pra mim, não funcionou.

Minha dica para continuar lendo a série é a mesma que dei na resenha do primeiro livro: se você ainda não conhece a história, leia sem as altas expectativas que os comentários e a “fama” por aí fizeram você criar, acredito que seja mais aconselhável e talvez você aproveite melhor a história.

Apesar de não ter nenhuma empatia com a Bridget ou com os enredos, quero ler os demais livros para finalizar a série e ver se alguma coisa melhora no meio do caminho. Nunca se sabe, né?

Bridget Jones: No limite da razão – Bridget Jones: The Edge of Reason
Páginas: 400 Editora: Paralela Nota: ★★★☆☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


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