Crítica: Comer, Rezar e Amar

Em 27.10.2010   Categoria: Filmes

Para diferenciar resenhas de livros e de filmes, sempre que for de livro usarei “resenha” e de filme “crítica”.


Comer, Rezar e Amar (Eat, Pray, Love)
Gênero: Drama/Romance
Direção: Ryan Murphy
Distribuição: Sony Pictures
Ano: 2010
Duração: 134 minutos
Sinopse: Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida.
Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert said a zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.

 

Fiquei com medo de fazer essa crítica porque achava que era a única com essa opinião – não que isso interfira tanto assim, já que cada um tem o seu gosto e o seu ponto de vista, mas enfim -, mas depois de ler críticas em diversos sites, percebi que não fui a única a sair desapontada da sala de cinema.

Clichê. É o que você vai falar assim que os créditos começarem a subir na tela. Vou confessar que não li o livro, então não posso comparar a adaptação à obra, mas vi que foi bem fiel – ou seja, nunca leria esse livro porque simplesmente morreria de tédio.

Elizabeth Gilbert (ou Liz) é uma jornalista e escritora, recém-casada, que faz uma viagem até Bali para se consultar com Ketut Liyer, um vidente de 96 anos que, ao ler sua mão, descobre que ela terá um relacionamento curto e outro longo, mas não pode falar quando. Também afirma que ela voltará a visitá-lo mais tarde.

Voltando aos EUA, Liz resolve se divorciar do marido e partir para uma aventura, sendo a primeira delas o relacionamento com David, mais jovem que ela, aspirante a ator. Ainda sem saber o que quer da vida, Liz resolve terminar o namoro e partir para outra aventura: ficar 4 meses fora do país.
Sua primeira parada é na Itália: comer. É só isso que ela faz. Comer, comer, comer e conhecer algumas pessoas que a ensinam um pouco sobre a cultura italiana (nada que todos já não saibam). Depois Liz segue para Índia: rezar. Lá ela conhece Richard, que a ajuda em relação às orações e sobre o “eu interior”. A parte mais tocante (eu chorei) do filme acontece na Índia, quando Richard conta a Liz o porquê de ter ido até lá.
Depois de acreditar que ela já ficou tempo suficiente na Índia, volta a Bali, como Ketut disse que aconteceria.

Após visitar Ketut e fazê-lo relembrar-se dela, Liz fica hospedada em em uma pequena cidade, Ubud: amar. E aí começa a rotina “comer, rezar e amar”. Enquanto passeava de bicicleta, ela é atropela por Felipe ao som de “Samba da Benção” de Bebel Gilberto. Sim, Felipe é brasileiro, mas o Javier Bardem não conseguiu interpretar muito bem seu personagem.
Liz acorda todos os dias e come, reza e passa um tempo com Felipe, até se apaixonar.

Nesse meio tempo conhece Wayan Nuriasih, a curandeira da cidade que vive com sua filha Tutti, em uma situação bem precária. No final da história, Liz a presenteia com uma arrecadação que conseguiu com seus amigos, mudando a vida da curandeira.

Como Liz não consegue decidir o que fazer da vida (apesar de ter passado por toda essa experiência), decide terminar o relacionamento com o brasileiro e a história começa a te levar para um outro lado, acreditando que o final é totalmente outro do que você foi construindo em sua cabeça durante o filme. Mas não, ela volta atrás e é tudo bem clichê.
E fim, é isso.
 

Foram longos 134 minutos de filme que não passavam de maneira alguma, que pareciam 300 minutos de um filme chato e parado. Não acontece nada de interessante, nada que te faça acordar durante as cenas monótonas (talvez os italianos gritando e na hora que começa a tocar a música em português).
Como eu não sou ligada à religião, mais da metade do filme foi totalmente insignificante para mim e talvez por isso não tenha me agradado tanto. Mas em um geral, ao se tratar de Julia Roberts, achava que o filme seria magnífico, mas me decepcionei. Será um filme de Sessão da Tarde…
Muitos vão com sede ao pote pelo livro ser uma autobiografia da escritora, é quase como um diário de bordo. Mas bem entediante.

Ainda bem que eu fui com o meu namorado assistir, não perdi totalmente meu tempo.

Minha nota: 6.
Visite o site oficial: Comer, Rezar e Amar – Sony Pictures


  • Carolina

    Em 27.10.2010

    Confesso que nunca tive vontade de ler o livro porque na primeira vez que vi o trailer do filme só faltei dormir (sim, no trailer, reflita!). Aai, esse filme parece ser tão chato e monótono que eu perdi a coragem de ler o livro. Minha mãe e minha irmã leram e disseram que é bom, mas sei lá, ainda assim não tenho vontade.

    xx

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    Jessica:

    Tudo é uma questão de pontos de vista, claro, mas eu acabei de assistir o filme e também achei entediante.achei a personagem muito indecisa do que realmente quer da vida,que tem homens maravilhosos que passam pela vida dela, mas nunca está satisfeita com nada. Ela busca, busca, busca uma coisa pra vida dela, que honestamente sempre esteve ali, foi só ela querer agarrar com as mãos.

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  • Nina Kretzmann

    Em 27.10.2010

    Eu diria o contrário ,é uma espécie de comédia romântica, nem da pra esperar altas emoções, eu assisti o filme e adorei, adoraria ler o livro também mas é um tipo de filme calminho mesmo, bunitinho e tal.
    Pra mim ele segiu os padrões do que eu esperava, adoro a cultura indiana, as roupas e todo o cenário é maravilhoso.

    Que tal visitarem meu blog??

    http://atokadanina.blogspot.com/

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