Meus 10 episódios preferidos de Doctor Who (Parte 1)

Em 19.11.2015   Categoria: TV

Acho incrível a facilidade que tenho parar falar sobre seriados, mas a falta de habilidade que eu tenho de falar sobre o meu favorito. Sempre que chega a hora de eu escrever sobre Doctor Who, acabo travando. Existem tantas coisas para falar sobre a série que fico sem saber por onde começar, o que pontuar, o que mostrar, o que deixar em aberto etc.

doctor who

Sempre penso que é muito mais fácil conversar sobre a série com quem já a conhece e trocar ideias e teorias sobre tudo o que acontece do que ter que explicar a grandiosidade da série pra alguém que nunca assistiu ou sequer ouviu falar sobre ela – come on, guys! Doctor Who! TARDIS! Todo o tempo e espaço!

Foi por causa disso que quando olhei pra tela em branco do Word e comecei a escrever algo sobre a série, me veio à cabeça a ideia de falar sobre meus 10 episódios (5 neste post e 5 num próximo, já que eu sempre acabo escrevendo mais do que o esperado) preferidos de Doctor Who (um para cada temporada e um entre todos os especiais já lançados).

1. The Empty Child

Foi mais ou menos aqui que meu amor pela série começou. Bem, na verdade foi em um episódio antes deste, mas foi a partir de The Empty Child que eu realmente entendi o que Doctor Who poderia (PODE) e tinha (TEM) para me oferecer como alguém viciada em seriados.

Este foi o primeiro episódio escrito por Steven Moffat, o atual showrunner da série. Eu prestei bastante atenção nisso porque minha melhor amiga, pessoa com um gosto extremamente parecido com o meu, me disse para reparar, já que os episódios que ele escrevia acabavam sempre por se tornar os preferidos dela.

Neste episódio reparei que DW não ia apenas me mostrar universos distantes, alienígenas que pareciam árvores (ou que viravam manequins), a terra repleta de gatos-humanos ou uma volta em algum tempo do passado para ver e conhecer algum nome já famoso (como Shakespeare, por exemplo), mas que a série também me faria roer as unhas de medo e ansiedade. Torcendo para que o Doctor conseguisse resolver toda a situação e deixar todo mundo feliz e contente no final.

A história deste se passa na época da segunda guerra mundial, e nós nos deparamos com um menino solitário procurando por sua mãe, clamando por ela, fazendo o possível para que possa estar nos braços dela novamente. E o Doctor (Christopher Ecclestone, nesta temporada) entra aqui, fazendo o possível para ajudar.

There isn’t a little boy who wouldn’t tear the world apart to save his mummy. And this little boy can. ~ Não existe um garotinho que não iria virar o mundo do avesso para salvar sua mamãe. E este garotinho pode.

É um bom episódio, por exemplo, para mostrar para uma pessoa que nunca assistiu a série e convencê-la, a partir daí, que vale a pena passar pelos primeiros episódios, passar por toda a primeira temporada e se envolver totalmente com a série.

 

2. The Girl in the Fireplace

França pré revolucionária dentro de uma nave espacial. É este o contexto no qual nos encontramos na companhia do 10º Doutor (meu preferido, David Tennant!), Rose (minha companion preferida, Billie Piper) e Mickey (the idiot, Noel Clarke) no maravilhoso The Girl in the Fireplace, também de autoria do Moffat – já disse que esse homem é um gênio?

Ver o Doctor se envolvendo com uma pessoa de forma tão intensa também foi algo novo para a série. Algo que me deixou sem saber como me sentir, mas que hoje eu consigo compreender. Madame de Pompadour (Sophia Myles) foi uma personagem chave para este episódio de qualquer forma.

Este é o episódio que eu normalmente escolho pra mostrar pra alguém que eu quero que veja Doctor Who. Dá pra entender que ele é um alienígena, que ele é um Senhor do Tempo, que ele é super hiper mega inteligente, sabe disso, e faz o possível pra mostrar isso pra quem estiver por perto, dá dicas de alimentação (fala sério, sempre leve uma banana para uma festa!), mostra que se importa com crianças com medo do que existe sob suas camas, e ainda faz a gente morrer de rir e de chorar, tudo isso em 45 minutos. Dá pra conquistar fácil o coração de uma pessoa que nunca assistiu DW!

3. Blink

Eu juro que não quis, nem quero, fazer deste post uma indicação total de episódios escritos pelo Moffat, mas, novamente, este é de sua autoria. E, me desculpem por não tentar mostrar outros episódios por aqui, mas tenho que seguir meu coração. Acredito que qualquer outro whovian (fã de Doctor Who) vai concordar comigo quanto à minha escolha de melhor episódio da 3ª temporada. Blink é simplesmente fantástico!

Apesar de não haver muito a participação do próprio Doutor (aqui ainda o David Tennant), mas sim de acompanhar a vida de uma mulher de quem nunca ouvimos falar, aos poucos vamos entendendo os motivos para que este episódio tenha sido todo feito desta forma. E o mais legal é que as coisas vão se encaixando aos pouquinhos, te deixando completamente boquiaberto no final (ok, durante todo o episódio).

Além disso, tenho que dizer logo: depois deste episódio, você nunca mais vai ver uma estátua com os mesmos olhos (assista ao vídeo que eu coloquei aqui em cima, sério. Vale a pena e você vai me entender).

4. Silence in the Library

A quarta temporada de Doctor Who é cheia de episódios bem legais (assim como toda a série, gente, não é só essa temporada). A Donna (Catherine Tate) é uma companion extremamente engraçada e que acabou por me conquistar de um jeito que eu jamais imaginei que fosse.

Exatamente neste episódio, acabamos por nos ver numa biblioteca. A maior biblioteca que vocês podem imaginar! Sério! Pra qualquer fã de livro, assistir a este episódio é abrir a boca de paixão no início e de cagar de medo do meio pro final. Pois é… Steven Moffat faz isso com a gente (caramba, só falei de episódio do cara até agora, mas não me julguem).

Books. People never really stop loving books. Fifty-first century. By now you’ve got holovids, direct-to-brain downloads, fiction mist. But you need the smell. The smell of books. ~ Livros. As pessoas nunca deixarão de amar livros. Século 51. Agora vocês têm holovídeos, downloads diretamente para o cérebro, névoa fictícia. Mas vocês precisam do cheiro. O cheiro dos livros.

Além disso, é exatamente neste episódio que nós acabamos por conhecer uma das personagens mais importantes de toda a série, mas falar sobre ela seria andar um pouquinho pra frente demais e contar spoilers pra vocês. Então vou acabar por aqui mesmo.

5. Vincent and the Doctor

Finalmente, pra acabar este post, meu episódio preferido da 5ª temporada de Doctor Who é este: Vincent and the Doctor, de autoria de Richard Curtis (BATAM PALMAS, escolhi algo que não fosse do Moffat). E tenho que admitir que jamais imaginei que fosse gostar tanto assim. Primeiro que não sou fã de arte, segundo que jamais me interessei muito por Van Gogh. Mas aqui, tudo mudou.

The way I see it, every life is a pile of good things and bad things. Hey. The good things don’t always soften the bad things, but vice versa, the bad things don’t necessarily spoil the good things or make them unimportant. ~ Do jeito que eu vejo, a vida é uma pilha de coisas boas e coisas ruins. As coisas boas nem sempre aliviam as ruins, mas vice versa, as coisas ruins não necessariamente estragam as coisas boas ou fazem com que elas não tenham importância.

Ver o mundo pelos olhos do artista foi algo incrível e emocionante. O episódio não é apenas mais um com monstros e o Doctor (aqui já entra o Matt Smith, gente) lá, pronto pra salvar o mundo. Não! Aqui foi mostrado uma pessoa da história, que fez seu nome – mesmo que isso tenha acontecido apenas depois de sua morte – e que tinha sentimentos.

O episódio é bem melancólico, mas ao mesmo tempo me fez rir pra caramba. Isso tudo se deve, claro à maravilhosa atuação de Matt Smith como o 11º Doctor, aquele por quem todos tomam uma simpatia desde a primeira cena, logo depois de sua regeneração – mas isso é coisa pra alguns episódios antes deste, então nem vou entrar no assunto.

Além disso, preciso dizer que a escolha de Tony Turran para fazer o papel de Vincent Van Gogh foi simplesmente genial, já que o cara realmente lembra bastante do pintor, pelo que temos hoje de seus auto-retratos.


  • Clay

    Em 19.11.2015

    Finalmente conheci uma pessoa que elogiou o Moffat! Não que eu faria o mesmo, porque vivo em uma relação de amor e ódio com ele hauhauhuah. Eu adorei sua seleção, acho Blink um episódio meio wibbly wobbly rs <3. Vincent é muito amor, toda vez que eu assisto choro (e muito)..

    Whovians <3

    [Responder]

    Babi Lorentz:

    Ultimamente o Moffat tem me feito passar umas raivinhas, viu? Tenho que confessar, rs. Mas gosto bastante da maior parte das coisas que o cara faz, então não tinha como não elogiar.
    Então somos duas, Clay! Toda vez que assisto Vincent, sinto um olho na minha lágrima. Aquele final é incrível <3

    [Responder]

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