Tubaína Bar: um bar retrô especializado em refrigerantes

Em 06.02.2017   Categoria: Dicas, Restaurantes

Quem gosta de refrigerante e nunca tomou Tubaína deve ser de outro planeta (ou país, aí é perdoável), mas a boa notícia é que dá para você correr atrás desse prejuízo e visitar o Tubaína Bar, um bar retrô especializado em refrigerantes artesanais e comidinhas bem brasileiras muito bem localizado em São Paulo.

A dica desse bar escondidinho no meio da Rua Haddock Lobo foi de um amigo da época da faculdade. Queríamos fazer um reencontro do pessoal (o que não deu certo, mas a culpa não é nossa) e, como ele queria evitar os famigerados pubs da região da Avenida Paulista, sugeriu algo mais brasileiro e alternativo.

Ao chegar lá pedimos duas porções de entrada: um “kit festa” que traz 12 unidades de salgadinhos de festas infantis (coxinha, risole, kibe, etc) e mandiopã. É isso mesmo: mandiopã, aquele salgadinho mágico que triplica de tamanho e quantidade depois que é frito no óleo (porém fica super sequinho!). Se você não conhece, meu amigo, você não teve infância, é sério! Vá experimentar agora (vende em alguns supermercados também).

O kit festa vem em um potinho antigo de guardar sal e os salgadinhos são bem feitos (queria que tivesse vindo mais coxinhas do que kibes – já que eu não como carne vermelha, mas estava ótimo). Nota 8/10.

E esta aqui é a porção de mandiopã (acabou em segundos porque somos esfomeados demais). Nota 9,5/10.

Como o próprio nome do bar diz e como já comentei no início do post, uma das especialidades da casa são os refrigerantes artesanais. Desde a Tubaína mais tradicional até o guaraná Arco-Íris, passando por refrigerantes de limão, uva, laranja e tudo mais. Porém a pessoa que vos escreve não está tomando refrigerante há mais de dois anos e, mesmo sendo muito tentador (porque além dos refris tinha diversos drinks alcoólicos feitos também com refrigerante), consegui manter meu foco e pedi algo “refri-free”.


Foto tirada pela Biia.

Havia pedido uma caipirinha de morango, limão siciliano e mangericão, porém, o morango estava em falta e precisei trocar para uma caipirinha três limões (lima da pérsia, limão siciliano e limão taiti). Com opções de cachaça a sakê, acabei escolhendo a vodca mesmo. Nota 8/10.

Como não dá para ir em um lugar desses e ficar só nas porções, todos resolvemos pedir sanduíches. Eu não como carne vermelha (como já disse lá em cima) e esse é um dos destaques do bar: tem opções vegetarianas e veganas também! Fiquei em dúvida entre duas opções vegetarianas e optei pelo “Mineirinho”.

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Resenha: Muncle Trogg: o menor gigante do mundo – Janet Foxley

Em 02.02.2017   Categoria: Resenhas

muncle trogg - menor gigante do mundo Minha primeira resenha do ano será de um livro infantil que estava criando pó na estante desde 2014, simplesmente porque eu compro livro demais e acabo deixando vários de lado. Nenhum motivo aparente me levou a deixar Muncle Trogg tanto tempo lá, mas graças ao desafio de leitura do Livros em Série, finalmente tive a oportunidade de lê-lo.
O tema do mês de janeiro era exatamente sobre ler algo parado há muito tempo na estante e, como fui viajar, queria algo leve durante os passeios – Muncle Trogg, o eleito!

Muncle Trogg – o menor gigante do mundo é o primeiro livro da série (infelizmente só dois, de três, foram lançados no Brasil até o momento) e nos traz a história do mundo dos gigantes – mais especificamente de Muncle, o gigante mais baixinho da comunidade. Seus pais e irmãos têm a estatura comum de um gigante, porém algo aconteceu com Muncle e ele não cresceu nadinha. Obviamente que isto é motivo de zoação na escola e na própria casa, o que faz com que ele nem frequente muitas aulas e não tenha ideia de como arranjará emprego se seguir nesse ritmo.

A família dos Trogg é composta por Muncle, seu irmão mais novo, Gritt, sua irmã mais nova, Flubb, seu e sua . Os Trogg são bem pobres e Pá possui três empregos para tentar trazer algo para a mesa todos os dias – não é fácil saciar a fome de um gigante!

Uma coisa que você precisa saber sobre este mundo dos gigantes é o medo que eles têm dos Pequenotes (aka: nós, humanos). Há uma lenda de que os Pequenotes possuem dons de mágica e podem destruir todos os gigantes – então eles vivem em um local afastado chamado Monte das Lamentações. Só que Muncle é fascinado pelos Pequenotes e tem até um esconderijo secreto que acaba levando para a vila deles.

Inclusive, a matéria de estudos sobre Pequenotes é uma das únicas em que Muncle se dá bem. E é durante uma excursão para o Museu Real com a turma da escola que ele conhece o senhor Biblos, o Sábio Homem do Conselho do Rei, o mais esperto entre todos os gigantes. É ao ver Muncle que Biblos pede a ele que vista algumas roupas que pertenciam aos Pequenotes, e que hoje ficam no museu, para que a turma tenha uma ideia mais concreta de como eles são.

Muncle acaba ficando ainda mais fascinado pelos Pequenotes e, em uma conversa com Biblos, decide que durante o aniversário do Rei ele irá realizar uma performance como se fosse um verdadeiro Pequenote. Com isto, ele fica com as roupas do museu – com o dever de cuidar muito bem delas e aproveita para dar uma escapada para a vila de Pequenotes próxima ao Monte. Porém, assim que ele encontra com a primeira Pequenote, Emily, ele não consegue deixar de reparar que eles não têm nada a ver com o que ensinam na escola – muito menos são parecidos com ele, apesar da altura.

Como ele não pode contar para ninguém dessa sua descoberta, Muncle continua vagando invisivelmente pela rotina dos gigantes; até que sua vida finalmente começa a fazer sentido. Gritt, durante uma aula, acaba perdendo Snarg, o dragão (propriedade da escola), e Muncle precisa usar a sua inteligência para recuperá-lo e fazer com que seu irmão não seja expulso.

É exatamente durante seu contato com Snarg que ele começa a perceber quão especial e inteligente ele é e que sua altura não pode diminuí-lo perante a comunidade. Contrariando a tudo e a todos, Muncle será a peça essencial para livrar os gigantes de uma invasão de Pequenotes e será recompensado com um cargo muito importante, junto à família Real.

Muncle nos mostra que não tem problema algum ser diferente; muito pelo contrário! Você pode até se destacar perante aos demais e se dar muito bem.

A história “não termina” e deixa espaço para o próximo volume (que pretendo não demorar muito para ler). Estou curiosa para saber o desenrolar da história e se Muncle continuará ajudando os gigantes com a sua sabedoria. E é claro que quero rever os Pequenotes, acredito que Muncle tenha algum plano para fazer com que eles vivam juntos – ou algo nessa linha.

Destaque para a diagramação e as ilustrações que dão um toque a mais para a leitura. Diversas páginas trazem figuras dos gigantes, dragões e das comidas estranhas que são descritas durante a história. Com certeza o público alvo (diria algo em torno de 7 a 11 anos) irá se divertir com todas essas distrações que complementam o livro.

Muncle Trogg: O menor gigante do mundo – Muncle Trogg
Páginas: 224 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★☆


La La Land – Cantando Estações: o filme/musical do momento

Em 30.01.2017   Categoria: Filmes

Há uma semana eu ainda estava de férias #saudade e aproveitei para ir ao cinema em um horário aleatório na segunda feira a fim de não pegar muito cheio e sem gente sem noção (quase deu certo).

Primeiramente precisarei abrir um parênteses: eu tenho um azar em locais divididos com outras pessoas que é de outra dimensão. Quem convive comigo sabe muito bem: quando não tem a opção de escolher os lugares da última fileira no cinema, eu sempre vou sentar na frente de alguém que fique me chutando; em shows eu sempre vou ficar perto de alguém que me empurre, não cale a boca ou qualquer outra coisa que me irrite e me faça brigar; eu sempre pego ou pessoas lentas ou caixas com problemas em supermercados/farmácias, etc.

Sim, é um saco, mas eu queria muito assistir a esse filme e por isso escolhi um horário aleatório. Bem, não deu muito certo porque, infelizmente, tinha um casal de adolescentes que não calou a boca o filme inteiro – o lado bom é que tinha um carinha próximo a mim que ficou mandando os dois ficarem quietos o filme inteiro – então me poupou um pouco de ficar fazendo “shiu” haha. Fica um recado: se você for sair pela primeira vez com uma pessoa, por favor, não vá ao cinema para “se conhecer melhor”. Pode ser difícil acreditar, mas tem gente ali que realmente vai para assistir ao filme.

DE QUALQUER FORMA, deu para assistir ao filme e entender o porquê de ter ganho tantos Globos de Ouro e ter tantas indicações para o Oscar (mais precisamente 14, igualando-se ao Titanic!) – e me vi na obrigação de contar para vocês sobre ele para que possam correr para o cinema e assistir antes do Oscar (será dia 26 de fevereiro)!

la la land - awards
Imagem via: Red Carpet Crash

Para dar aquela introdução básica sobre o enredo do filme: La La Land é um musical que conta a história de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em abrir seu próprio clube de jazz, e de Mia (Emma Stone), aspirante a atriz que não dá sorte em seus testes e audições. Os dois estão buscando seu próprio espaço em uma cidade super competitiva (Los Angeles, obviamente) e, com isso, enfrentando dificuldades para ficarem juntos.

O diretor (e roteirista) do longa é o novato Damien Chazelle (Whiplash). A intuição de Damien era fazer uma homenagem aos grandes musicais do passado – e conseguiu com sucesso. Além de toda a cantoria, as coreografias são fantásticas e são assinadas por ninguém menos que Mandy Moore. Apesar de toda essa homenagem a clássicos e remontagem de cenas, o filme se passa na atualidade – porém com um toque a mais de fantasia.

Mas vamos começar do começo: Mia e Sebastian se esbarram diversas vezes – tipo aquelas coisas loucas de “destino”, sabe? Mas demora alguns esbarrões para eles darem uma chance ao sentimento que pode estar nascendo ali. O filme é dividido em quatro segmentos que representam as estações do ano e é aqui que vem o destaque para a fotografia: ela consegue ser maravilhosa nas quatro estações.

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