Resenha: Simplesmente Ana – Marina Carvalho

Em 09.02.2017   Categoria: Resenhas

Simplesmente Ana é o primeiro livro de Marina Carvalho. Foi este livro que fez com que vários leitores percebessem que queriam ler qualquer outra coisa que a autora escrevesse. Eu me senti assim, apesar de ter lido anteriormente Ela é uma Fera!, Marina Carvalho me conquistou por causa de sua narrativa fácil e envolvente, característica que observei nas duas obras.

Simplesmente Ana tem uma história bem parecida com a de O Diário da Princesa, mas mesmo tendo todas as suas semelhanças, não te deixa com vontade de largar o livro. Pelo contrário: só te deixa com ainda mais vontade de ler e descobrir o que pode acontecer na história.

Ana está na faculdade de Direito e mora em BH com a mãe. Certo dia ela recebe uma mensagem de um homem no seu Facebook dizendo que acha que ele é o seu pai. Essa mensagem está em inglês e a deixa intrigada, então ela resolve responder. Essa resposta vai ser capaz de mudar toda a sua história: passado, presente e futuro.

Ana é filha do rei da Krósvia. E é para este país que ela vai, para conhecer seu povo, sua casa, seus costumes, sua família. É para lá que ela vai para se tornar princesa. Apesar de ter um relacionamento no Brasil, com Arthur, a garota não se deixa ficar presa por aqui por causa disso. Conversa com ele e eles entram num consenso de que só resolveriam a situação do relacionamento quando ela voltasse. Eles não estavam namorando mesmo, apenas se conhecendo. A atitude e a fala de Arthur me fizeram pensar que ele pudesse ser um cara legal, mas depois que Ana chega na Krósvia… Ele para de dar atenção.

É por causa desta atenção não recebida de Arthur que Ana acaba se envolvendo um pouco mais que o necessário com Alex. Alex é filho da mulher que foi esposa do pai de Ana. Eles são irmãos por causa disso, mesmo que não tenham o mesmo sangue. Mas Alex é lindo, inteligente… E mesmo que desconfie que Ana tenha inventado essa história de ser filha do rei, ainda é a personificação de Jared Padalecki, o Sam de Supernatural e o Dean de Gilmore Girls (por mais que eu, como leitora, só consiga enxergá-lo como Sean Faris por causa da linda pinta acima da boca).

Eu me apaixonei por todos os detalhes da história. Fiquei louca com todos os personagens, fiquei sonhando com a Krósvia e com tudo o que acontecia com Ana. A personagem me conquistou e Marina Carvalho ganhou meu coração de leitora, me deixando ainda mais curiosa pelo que vem pela frente. E por mais que este livro termine bem fechadinho, tenho certeza de que Marina vai fazer algo ainda mais interessante no segundo, deixando todas nós, fãs deste livro, louquinhas por mais Alex, por mais Ana e por mais Krósvia!

Simplesmente Ana
Páginas: 304 Editora: Novo Conceito Nota: ★★★★★


Tubaína Bar: um bar retrô especializado em refrigerantes

Em 06.02.2017   Categoria: Dicas, Restaurantes

Quem gosta de refrigerante e nunca tomou Tubaína deve ser de outro planeta (ou país, aí é perdoável), mas a boa notícia é que dá para você correr atrás desse prejuízo e visitar o Tubaína Bar, um bar retrô especializado em refrigerantes artesanais e comidinhas bem brasileiras muito bem localizado em São Paulo.

A dica desse bar escondidinho no meio da Rua Haddock Lobo foi de um amigo da época da faculdade. Queríamos fazer um reencontro do pessoal (o que não deu certo, mas a culpa não é nossa) e, como ele queria evitar os famigerados pubs da região da Avenida Paulista, sugeriu algo mais brasileiro e alternativo.

Ao chegar lá pedimos duas porções de entrada: um “kit festa” que traz 12 unidades de salgadinhos de festas infantis (coxinha, risole, kibe, etc) e mandiopã. É isso mesmo: mandiopã, aquele salgadinho mágico que triplica de tamanho e quantidade depois que é frito no óleo (porém fica super sequinho!). Se você não conhece, meu amigo, você não teve infância, é sério! Vá experimentar agora (vende em alguns supermercados também).

O kit festa vem em um potinho antigo de guardar sal e os salgadinhos são bem feitos (queria que tivesse vindo mais coxinhas do que kibes – já que eu não como carne vermelha, mas estava ótimo). Nota 8/10.

E esta aqui é a porção de mandiopã (acabou em segundos porque somos esfomeados demais). Nota 9,5/10.

Como o próprio nome do bar diz e como já comentei no início do post, uma das especialidades da casa são os refrigerantes artesanais. Desde a Tubaína mais tradicional até o guaraná Arco-Íris, passando por refrigerantes de limão, uva, laranja e tudo mais. Porém a pessoa que vos escreve não está tomando refrigerante há mais de dois anos e, mesmo sendo muito tentador (porque além dos refris tinha diversos drinks alcoólicos feitos também com refrigerante), consegui manter meu foco e pedi algo “refri-free”.


Foto tirada pela Biia.

Havia pedido uma caipirinha de morango, limão siciliano e mangericão, porém, o morango estava em falta e precisei trocar para uma caipirinha três limões (lima da pérsia, limão siciliano e limão taiti). Com opções de cachaça a sakê, acabei escolhendo a vodca mesmo. Nota 8/10.

Como não dá para ir em um lugar desses e ficar só nas porções, todos resolvemos pedir sanduíches. Eu não como carne vermelha (como já disse lá em cima) e esse é um dos destaques do bar: tem opções vegetarianas e veganas também! Fiquei em dúvida entre duas opções vegetarianas e optei pelo “Mineirinho”.

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Resenha: Muncle Trogg: o menor gigante do mundo – Janet Foxley

Em 02.02.2017   Categoria: Resenhas

muncle trogg - menor gigante do mundo Minha primeira resenha do ano será de um livro infantil que estava criando pó na estante desde 2014, simplesmente porque eu compro livro demais e acabo deixando vários de lado. Nenhum motivo aparente me levou a deixar Muncle Trogg tanto tempo lá, mas graças ao desafio de leitura do Livros em Série, finalmente tive a oportunidade de lê-lo.
O tema do mês de janeiro era exatamente sobre ler algo parado há muito tempo na estante e, como fui viajar, queria algo leve durante os passeios – Muncle Trogg, o eleito!

Muncle Trogg – o menor gigante do mundo é o primeiro livro da série (infelizmente só dois, de três, foram lançados no Brasil até o momento) e nos traz a história do mundo dos gigantes – mais especificamente de Muncle, o gigante mais baixinho da comunidade. Seus pais e irmãos têm a estatura comum de um gigante, porém algo aconteceu com Muncle e ele não cresceu nadinha. Obviamente que isto é motivo de zoação na escola e na própria casa, o que faz com que ele nem frequente muitas aulas e não tenha ideia de como arranjará emprego se seguir nesse ritmo.

A família dos Trogg é composta por Muncle, seu irmão mais novo, Gritt, sua irmã mais nova, Flubb, seu e sua . Os Trogg são bem pobres e Pá possui três empregos para tentar trazer algo para a mesa todos os dias – não é fácil saciar a fome de um gigante!

Uma coisa que você precisa saber sobre este mundo dos gigantes é o medo que eles têm dos Pequenotes (aka: nós, humanos). Há uma lenda de que os Pequenotes possuem dons de mágica e podem destruir todos os gigantes – então eles vivem em um local afastado chamado Monte das Lamentações. Só que Muncle é fascinado pelos Pequenotes e tem até um esconderijo secreto que acaba levando para a vila deles.

Inclusive, a matéria de estudos sobre Pequenotes é uma das únicas em que Muncle se dá bem. E é durante uma excursão para o Museu Real com a turma da escola que ele conhece o senhor Biblos, o Sábio Homem do Conselho do Rei, o mais esperto entre todos os gigantes. É ao ver Muncle que Biblos pede a ele que vista algumas roupas que pertenciam aos Pequenotes, e que hoje ficam no museu, para que a turma tenha uma ideia mais concreta de como eles são.

Muncle acaba ficando ainda mais fascinado pelos Pequenotes e, em uma conversa com Biblos, decide que durante o aniversário do Rei ele irá realizar uma performance como se fosse um verdadeiro Pequenote. Com isto, ele fica com as roupas do museu – com o dever de cuidar muito bem delas e aproveita para dar uma escapada para a vila de Pequenotes próxima ao Monte. Porém, assim que ele encontra com a primeira Pequenote, Emily, ele não consegue deixar de reparar que eles não têm nada a ver com o que ensinam na escola – muito menos são parecidos com ele, apesar da altura.

Como ele não pode contar para ninguém dessa sua descoberta, Muncle continua vagando invisivelmente pela rotina dos gigantes; até que sua vida finalmente começa a fazer sentido. Gritt, durante uma aula, acaba perdendo Snarg, o dragão (propriedade da escola), e Muncle precisa usar a sua inteligência para recuperá-lo e fazer com que seu irmão não seja expulso.

É exatamente durante seu contato com Snarg que ele começa a perceber quão especial e inteligente ele é e que sua altura não pode diminuí-lo perante a comunidade. Contrariando a tudo e a todos, Muncle será a peça essencial para livrar os gigantes de uma invasão de Pequenotes e será recompensado com um cargo muito importante, junto à família Real.

Muncle nos mostra que não tem problema algum ser diferente; muito pelo contrário! Você pode até se destacar perante aos demais e se dar muito bem.

A história “não termina” e deixa espaço para o próximo volume (que pretendo não demorar muito para ler). Estou curiosa para saber o desenrolar da história e se Muncle continuará ajudando os gigantes com a sua sabedoria. E é claro que quero rever os Pequenotes, acredito que Muncle tenha algum plano para fazer com que eles vivam juntos – ou algo nessa linha.

Destaque para a diagramação e as ilustrações que dão um toque a mais para a leitura. Diversas páginas trazem figuras dos gigantes, dragões e das comidas estranhas que são descritas durante a história. Com certeza o público alvo (diria algo em torno de 7 a 11 anos) irá se divertir com todas essas distrações que complementam o livro.

Muncle Trogg: O menor gigante do mundo – Muncle Trogg
Páginas: 224 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★☆


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