[BEDA] Resenha: A melodia feroz – Victoria Schwab

Em 02.08.2017   Categoria: BEDA, Resenhas

a melodia feroz A melodia feroz é o primeiro livro da duologia Monstros da violência da autora norte americana Victoria Schwab. A história é uma mistura de distopia e ficção e, como não podia deixar de ser, nos deparamos com os Estados Unidos pós colapso político/econômico.

Para se reconstruir, o país foi dividido em dez territórios independentes. O mais imponente e temido é Veracidade (ou Cidade V), composto por humanos e monstros (originados da violência) e dividido em dois lados: o Norte, controlado por Callum Harker, que fez com que todos os monstros “deste lado” sejam sua propriedade; e o Sul, comandado por Henry Flynn, que faz de tudo para manter seu povo sob proteção e tentando manter a “paz” para que não exista uma nova guerra.

Antes de qualquer coisa, precisamos nos situar no mundo dos monstros. Existem três tipos deles: os corsais – que surgem de atos violentos não letais, e perseguem pessoas na escuridão e nos becos escuros e são comedores de carne e ossos, os malchais – que nascem dos homicídios e são pálidos e se alimentam de sangue (quase vampiros) – estes existem em maior quantidade e são controlados por Callum Harker e os sunais – que surgem dos crimes mais hediondos e, apesar de serem muito parecidos com os humanos fisicamente, são os mais temidos dos monstros; além de serem raros.

A narrativa é em terceira pessoa, porém dividida entre dois pontos de vista: Kate Harker e August Flynn. Kate é filha de Callum e sonha em seguir os passos do pai como líder respeitado e temido. August é filho adotivo de Henry e também quer seguir os passos dele, mantendo a paz na cidade. A diferença entre eles é que August é, nada mais, nada menos, do que um sunai. Sim, o tipo mais raro dos monstros. E pior: ninguém sabe da existência de um terceiro sunai… Pelo menos até agora.

August recebe a missão de vigiar Kate em sua nova escola, já que agora ela está de volta à Cidade V e pode causar algum problema desnecessário que resulte no fim da trégua entre os dois lados. August aceita a missão porque poderá, finalmente, sair de casa e aprender a conviver ao lado e como um humano. Ah, sim, August não gosta nem um pouco de ser um monstro e ele luta todos os dias contra isso, apesar de saber que nada poderá fazer com que ele deixe de ser essa criatura tão temida.

Ele tenta se encaixar no mundo humano durante as horas que passa no colégio, até inicia uma quase amizade com um dos garotos do seu ano. Kate já não faz questão alguma de colecionar amigos, o que ela quer é que a respeitem ao saberem quem ela é (ou melhor, quem seu pai é) e que consiga não ser expulsa de mais uma escola, já que agora ela finalmente conseguiu voltar para a cidade. O inevitável acontece e os dois acabam se aproximando (mas nada de pensar em aproximação romântica, pois não tem nada de romance nesse livro!), mas nem tudo é mil maravilhas e alguns problemas vão colocar as habilidades de August e a sabedoria de Kate à prova.

Não vou mentir que demorei bastante para gostar da história e também das personagens. O enredo começa a fluir quase na metade do livro e as divisões da cidade, os tipos de monstros e etc, são muito confusos e não tão bem explicados, então torna a leitura um pouco pesada, já que você tenta entender tudo o que está acontecendo para ligar um ponto no outro. Além disso, não deu para entender muito bem como surgiram os sunais e o porquê “real” da divisão entre Norte/Sul. Espero que estes pontos sejam explicados de alguma forma no próximo livro e que façam sentido.

As personagens “secundárias” também não foram muito bem desenvolvidas, apesar de não alterar tanto a história, algumas delas poderiam ser mais trabalhadas para que fizessem sentido ao longo da trama. No geral o livro é bom, mas acabei achando bem confuso e isso impediu que eu curtisse mais o desenrolar da história.

O segundo (e último) livro, Our Dark Duet (Nosso dueto sombrio, em tradução livre) foi lançado no início de junho no exterior. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

A melodia feroz – This savage song
Páginas: 384 Editora: Seguinte Nota: ★★★★☆

 

*DICA: Antes de comprar sua edição de A melodia feroz, acesse o site Cupom Válido e verifique se tem algum cupom disponível para comprar na sua loja virtual favorita! Logo na página inicial você pode encontrar a loja que deseja comprar o livro e verificar as opções de cupons disponíveis. Será gerado um código (normalmente formado por letras e números) e você poderá copiá-lo e depois colar no campo de “cupom de desconto” da loja (em algumas lojas é possível aplicar o desconto no carrinho de compras ou na tela de pagamento).

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.

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[BEDA] Blog Everyday in August: post todos os dias do mês!

Em 01.08.2017   Categoria: BEDA

Em um lapso resolvi entrar na onda do tal do BEDA. Tirei férias e viajei em julho e voltei com vontade de postar tudo que vi durante a viagem. Juntei a vontade com a falta de atualização há quase dois meses e pensei: “Por que não tentar participar do BEDA pela primeira e provavelmente última vez?”, seria um jeito fácil de falar tudo o que eu quero de uma vez, já que eu sempre enrolo para postar coisas de viagens. Além disso tenho algumas resenhas de livros encalhadas, posts sobre casamento, reforma de apartamento e tudo mais que anda acontecendo nesse momento maluco da minha vida. Por que não juntar tudo no mês mais desgostoso do ano? Quem sabe assim agosto vai perdendo essa característica nada favorável?

BEDA: Blog Everyday in August = Postar todos os dias de agosto (ou de abril, o que você preferir). São 31 posts em 31 dias. Diz a lenda que isso começou no Youtube, mas lá se chama VEDA (*Vlog…) e aí, alguém que não gosta/não tem paciência e etc de mexer com vídeos, migrou para os blogs e nasceu o BEDA.

Sendo bem sincera eu não sei se conseguirei montar os 31 posts, mas vou me esforçar para tentar ao menos chegar perto disso. É óbvio que eu já estou tentando dar um migué fazendo o primeiro post apenas como aviso/explicação e, com isso, ganho um dia para pensar no que fazer nos outros 30, mas #vamoquevamo.

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Estou procurando blogs que participarão do BEDA esse ano para ver se encontro motivação e forças para enfrentar essa loucura HAHA Então, se você for participar, comente nesse post e aproveite para deixar o link do seu blog pra eu te acompanhar também!
Agora, se você ainda está em dúvida por estar pensando em como se organizar, tenho uma boa dica que inclui calendário/planilha e tudo mais para tentar não enlouquecer nesse mês – está lá no blog Apto 401, corre pra baixar! Depois volte aqui e também me fale se resolveu aderir!

Por hoje é só essa introdução básica mesmo, amanhã começa a festa! Conto com você para me acompanhar o restante do mês? ‘Bora pegar uma garrafa de café e preparar tudo pra entrar na onda! 💚

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Resenha: Tudo o que nunca contei – Celeste Ng

Em 08.06.2017   Categoria: Resenhas

tudo o que nunca contei “Lydia está morta. Mas eles ainda não sabem disso. Dia 3 de maio de 1977, seis e meia da manhã, ninguém sabe nada a não ser por este fato inofensivo: Lydia está atrasada para o café da manhã.”

É com esta frase que iniciamos a leitura de Tudo o que nunca contei e conhecemos a família Lee. Estamos em Ohio, Estados Unidos, em uma época de grande segregação racial: 1977. A família Lee é composta por Marilyn (americana), James (americano, porém filho de pais chineses), Nath (o filho mais velho), Lydia (a filha favorita) e Hannah (a filha-invisível).

Como você provavelmente já sabe, nesta época a sociedade era bem machista e racista. As mulheres eram criadas com a intenção de serem boas esposas e mães, somente os homens eram vistos com bons olhos no trabalho e famílias com misturas de “raças” sofriam um grande preconceito. Apesar disso, Marilyn sempre quis desviar do futuro que a mãe queria para ela: nada de encontrar um marido rico, ficar em casa cozinhando ovos de todos os jeitos ou ser uma boa mãe para seus quinhentos filhos. Ela queria ser médica e iria estudar e ralar para isso.

Bem, ao menos era o que ela pensava, até conhecer James, seu professor. A paixão foi tão instantânea que Marilyn acabou engravidando e casando-se com James – enfrentando todos os preconceitos e rejeições, inclusive de sua mãe. Precisando cuidar de uma criança, Marilyn acabou deixando os estudos de lado e passou a ser “dona de casa”. Logo em seguida veio Lydia e, com o falecimento da mãe de Marilyn, ela voltou a pensar em muitas coisas do passado que ela acabou deixando para trás para conviver com a sua família.

A narrativa não segue uma linha do tempo, em uma página estamos vendo o desenrolar do mistério da morte de Lydia e na seguinte somos jogados de volta ao passado para entender como tudo começou – o que ajuda a desvendar os segredos e sentimentos de Lydia, mesmo quando ela ainda não era nem nascida. Acontecimentos do passado são relatados por todos os integrantes da família, de James a Hannah, e vamos montando um quebra-cabeça para conhecer a história de Lydia, que não teve a chance de se apresentar para o leitor.

Fica muito clara a obsessão de James e, principalmente, de Marilyn sobre a Lydia. A mãe quer que a filha seja o que ela não conseguiu ser, que seja diferente dos padrões, inteligente, tenha uma carreira e seja a melhor de todos. James quer que ela seja popular, para provar que não importa se é americano puro, sino-americano ou o que quer que seja – ele sabe que ela é uma menina doce e sua ascendência não será um empecilho para todos gostarem dela.

Mas livros de presente, notas máximas nas provas e telefonemas falsos dos amigos não fazem com que Lydia se sinta feliz e enturmada. Jack, colega de classe e vizinho, até tenta entrar na vida dela, mas precisa ter muito cuidado ao se aproximar com Nath por perto. Jack é um caso de amor e ódio, em momentos você o admira e em outros tem vontade de dar uns bons tapas, mas ele tem um papel muito importante na história toda. Aliás, será que ele poderia estar envolvido com o incidente da morte de Lydia?

O lado “policial” da trama não é muito explorado, uma vez que a intenção aqui é mostrar realmente o lado familiar – então não espere nenhum thriller ou mistério policial, porque não é nada disso. O livro é totalmente voltado para o drama familiar, a influência de escolhas e o quanto as aparências nem sempre são o que parece.

Tudo o que nunca contei – Everything I never told you
Páginas: 304 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


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