Resenha: A Culpa é das Estrelas – John Green

Em 22.01.2013   Categoria: Resenhas

A Culpa é das Estrelas – The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Nota: ★★★★★

Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
 
 

 

Meu 2013 literário não poderia ter começado melhor. Não tenho a menor ideia de como fazer essa resenha, porque nunca conseguirei descrever todas as emoções que mexeram comigo durante a leitura de pequenas 288 páginas, mas vou tentar passar o que senti.

A Culpa é das Estrelas é narrado em primeira pessoa pela protagonista Hazel Grace, uma garota de 16 anos diagnosticada com câncer terminal e apaixonada por livros. Seu livro favorito foi escrito por Peter van Houten, “Uma Aflição Imperial” (ambos fictícios), que conta a história de uma menina que também tem câncer, Anna, e que “acaba” sem um final, o que deixa Hazel furiosa e cheia de perguntas que deseja fazer um dia a Peter – já que nenhuma de suas cartas foi respondida.

Hazel tenta sobreviver “contra” o câncer graças a um remédio chamado Falanxifor (remédio também inventado por Green) e um cilindro de oxigênio que vai onde ela for. Ela não tem muitos amigos, fora seus pais, mas divide um pouco de suas dores com o pessoal do Grupo de Apoio, como Isaac. Hazel não gosta desses encontros, mas vai até lá para agradar seus pais.

E é em um desses dias que ela não está nem um pouco a fim de ir até o encontro que ela acaba conhecendo Augustus Waters, amigo de Isaac, que pediu para ir ao encontro para ver se era tão ruim quanto ele falava.
Hazel e Augustus começam a se aproximar assim que ele a convida para assistir ao filme V de Vingança em sua casa, já que ela nunca assistiu e “Gus” precisa mostrar como ela é a cara da atriz Natalie Portman (só que não!).

Hazel apresenta, depois de muita custa, “Uma Aflição Imperial” para Gus – apesar de não querer dividir com ninguém sua leitura favorita (posso até dizer que é o mesmo que estou sentindo enquanto escrevo essa resenha) e ele empresta para ela seu livro favorito, Counterinsurgence – O Preço do Alvorecer, que é sobre seu videogame favorito. Eles combinam de se ligar quando terminarem de ler os livros.

E então o livro começa a girar em torno da história de “UAI” e do romance que nasce entre Hazel e Gus – além de todos os problemas que eles e as pessoas que estão em volta passam. Isaac sofre por causa do seu câncer e as consequências que ele traz e ambos se unem para dar o apoio necessário a ele.

Se eu for escrever sobre tudo um pouco, vou ficar aqui escrevendo a semana inteira, então só digo uma coisa a vocês: LEIAM A-G-O-R-A! Você, que está com o livro na sua fila de leitura, passe-o na frente de TODOS. E você, que ainda não comprou, compre AGORA e já comece a ler na livraria!

Esse foi o melhor livro que li em 2013 (apesar de só ter lido 2) e acho MUITO difícil algum bater o recorde. John Green, estou apaixonada por você e por essa capa azul maravilhosa.

PS: Sim, chorei, apesar de ter achado que choraria mais.
PS 2: A resenha não chegou a ser 1/10 do que é o livro. Tentei, mas não rolou.


  • Babi Lorentz

    Em 22.01.2013

    Adorei!! Vi que você gostou muito mais do livro do que eu gostei e fiquei muito feliz por isso. Acho o John Green um mestre e percebi o que todo mundo falava sobre o livro quando li. Infelizmente, estava com as expectativas nas alturas e acabei me decepcionando um pouquinho. =/ Uma pena.
    De qualquer forma, adorei o Isaac. Achei que ele foi o personagem mais interessante da história. As tiradas sarcásticas, a comédia um pouco negra… Adorei!
    Beijos.

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  • Isa

    Em 22.01.2013

    Que bom que escolhi certo ao te dar de amigo secreto! Hahahaha
    Eu me apaixonei pelo livro também e, a única coisa que foi ao contrário do que eu esperava, era que eu choraria, mas acabei não chorando. Porém isso não tirou meu encanto pelo livro e acho que a história deixa na gente a mesma sensação que o UAI deixa na Hazel, aquela coisa de saber o que aconteceu depois com todos os personagens, mesmo aqueles que não tiveram tanto destaque. E ok, chega, senão vou ficar comentando desse livro lindo pra sempre hahaha

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  • Jeh Asato

    Em 22.01.2013

    Oi Juh!!!
    Nem me fale em quanto esse livro é bom porque eu me apaixonei!!! Antes de ser lançado no Brasil, muitas leitores comentavam positivamente sobre o livro mas eu tinha a sensação de que seria filosófico e que eu poderia não entender coisa alguma. Fiquei com medo mas arrisquei. E como eu amei esse livro!
    No começo achei que Hazel seria retardada, sabe? Daquelas dramáticas ou heróicas demais, mas ela não é nem um e nem outro, isso me encantou totalmente! E Gus é um nerd super fofo, eu adoraria conhecê-lo!
    Depois que li o livro, fiquei alguns dias em luto. Dirigia nas ruas super pensativa, ficava cabisbaixa e meu namorado perguntava: “- O que foi Jeh? ” e eu toda melancólica respondia “- Ah amor, é muito injusto o que aconteceu no ACEDE”… e explicava pra ele… Hahahah! Acho que ele pensa que eu sou louca, sei lá!!

    Beijos!

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  • May

    Em 22.01.2013

    Oi Juh!

    Fiquei com o mesmo sentimento que você ao ler esse livro! Pretendo relê-lo em 2013, porque ele foi realente muito, muito, muito bom! Fiquei com as mesmas perguntas da Hazel quando acabei o livro, hahahaha!

    Beijinhos,
    May :*

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  • Mari Alencar

    Em 22.01.2013

    Juh, sei bem o que você sentiu em relação ao livro, apesar de ser meio superficial dizer que senti a mesma coisa, pois esse é o tipo de livro que você tem uma relação tão pessoal e única. O livro foi um dos meus preferidos de 2012 e talvez seja um dos meus preferidos para a vida inteira. Dá um ciúmes de fato, mas acho que é bom compartilharmos aquilo que nos é caro, e como esse livro disse muito para mim, digo para todos que leiam e as respostas às leituras são sempre positivas (ainda bem). Por fim, adorei sua resenha, pois você expressou seus sentimentos em relação ao livro e na minha opinião essa é a melhor resenha que se pode fazer dele, já que John Green é único e não tem como apontar técnicas e estilos pois simplesmente é inexplicável. :)

    beijão!

    Mari – http://leitorete.blogspot.com

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  • Camille

    Em 22.01.2013

    Sua resenha foi uma das mais animadoras que eu li para o livro. Quando o assunto é câncer, eu fico com o pé atrás para ler. Não que seja ruim, de forma alguma, mas perdi uma pessoa muito – MUITO – importante por causa da doença, e era por isso que eu sequer queria comprar o livro. Tenho ele desde a Bienal, mas ainda estou com muito medo de pegar e chorar o livro inteiro. Ainda mais vendo que todo mundo chorou tanto… Todavia, sua resenha, por ser mais simples que outras, me fez pensar melhor e, quem sabe, eu não passo ele à frente de outro? Uma hora vou ter que encarar, né? :P

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