Resenha: Bridget Jones: No limite da razão – Helen Fielding

Em 14.11.2016   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

bridget-jones-no-limite-da-razao Bridget Jones: no limite da razão é o segundo livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, assim como o primeiro, também já ganhou adaptação cinematográfica. O livro segue o mesmo formato: uma espécie de diário em que Bridget Jones, nossa protagonista, relata sobre os acontecimentos dos seus dias e continua preocupada com seu peso, a quantidade de cigarros que fuma e as bebidas alcoólicas que consome. A diferença é que agora ela tem um namorado. Pois é, o charmoso Mark Darcy agora é o companheiro de quase todas as noites de Bridget, viva!

Ela está radiante e adorando ter um namorado, porém ela continua encucando com tudo que acontece e ouve demais os “conselhos” das amigas e dos livros de auto-ajuda. Confesso que pulei metade dessas partes porque enjoa demais ler o mesmo discurso diversas vezes – parece que as amigas dela não querem vê-la feliz e ficam colocando uma pulga atrás da orelha da Bridget todo santo dia. Olha, não é fácil ter amigas assim, viu? Ainda mais quando elas falam uma coisa e agem de forma contrária.

A carreira de Bridget também não está lá grandes coisas e não consigo entender como ela aguenta um chefe daqueles. A boa notícia é que ela acaba conseguindo uma entrevista com um de seus atores favoritos (ou na verdade um de seus personagens favoritos), Colin Firth, que fez o papel de Mr. Darcy (Orgulho e Preconceito). Esta entrevista é uma das poucas passagens engraçadas do livro.

O que me incomoda um pouco é que alguns acontecimentos são meio irreais (mesmo que obviamente seja uma ficção) e não dá para levar tudo na base da risada, tem que haver um pouco de bom senso também. Claro que grande parcela de culpa desses acontecimentos é da própria Bridget, mas alguns são desnecessários para o andamento da história e poderiam poupar algumas boas páginas (ou serem substituídas por algo relevante). Se você ler de forma bem leve, acho que consegue passar por cima desses detalhes e encarar como apenas um chick lit.

Na resenha do primeiro livro comentei que eu ainda não havia assistido aos filmes e, como a vida tem dessas de coincidências (ou destino), um dia após finalizar a leitura encontrei o filme na TV 10 minutos após seu início e resolvi assistir. Encontrei várias semelhanças entre os dois, porém achei o filme um pouco mais engraçadinho do que o livro – além de ter Colin Firth e Hugh Grant (o que eleva consideravelmente as impressões sobre, né).

O segundo filme começou logo após o término do primeiro, mas eu sinceramente não consegui assistir nem até a metade – infelizmente o mesmo aconteceu com o livro. Da página 100 em diante eu fui arrastando a leitura – isso porque eu não gosto de abandonar livros, senão talvez o teria feito, mas cheguei até o fim. Claro que o problema pode ser comigo, por isso não leve minha opinião 100% a sério; você pode adorar o estilo tanto do livro quanto do filme, mas, pra mim, não funcionou.

Minha dica para continuar lendo a série é a mesma que dei na resenha do primeiro livro: se você ainda não conhece a história, leia sem as altas expectativas que os comentários e a “fama” por aí fizeram você criar, acredito que seja mais aconselhável e talvez você aproveite melhor a história.

Apesar de não ter nenhuma empatia com a Bridget ou com os enredos, quero ler os demais livros para finalizar a série e ver se alguma coisa melhora no meio do caminho. Nunca se sabe, né?

Bridget Jones: No limite da razão – Bridget Jones: The Edge of Reason
Páginas: 400 Editora: Paralela Nota: ★★★☆☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.