Resenha: Cordeluna – Élia Barceló

Em 29.01.2013   Categoria: Livros, Parceiros

Cordeluna
Autora: Élia Barceló
Editora: Biruta
Páginas: 310
Nota: ★★★☆☆

Sinopse: Mil anos atrás, uma história de amor foi interrompida pela desgraça e uma maldição. Um poder tão maligno que tinha conseguido dominar seus espíritos geração após geração. E enquanto isso, os apaixonados esperam… condenados a se reencontrar e voltar a se perder por culpa do ciúme e do ódio. O cavaleiro e a dama. O guerreiro e a donzela. Até que talvez um dia, talvez em nossa época, séculos depois, um poder superior e benigno consiga pôr um fim ao malefício. Apaixonante novela que combina história e fantasia, amor e maldade, bruxaria e religião, criada pela escritora Élia Barceló, conhecida como a “Dama Negra” da literatura espanhola, ganhadora em duas oportunidades do Prêmio Edebé de Romance Juvenil.
A história se passa na Idade Média e é muito bem retratada no livro, que destaca costumes e valores da época. As sangrentas guerras entre muçulmanos e cristãos pela expansão e posse de seus domínios. No posfácio, a editora explica os diferentes períodos da História e descreve a fascinante personalidade de El Cid.
 

 

Como comentei na primeira resenha que li, no blog da Gabi (organizadora do Book Tour), a história me lembrou um pouco Julieta Imortal – e, realmente, depois de ler, continuo com a mesma opinião. Quase a mesma, na verdade.

Cordeluna relata a história de amor de um casal que viveu no século XI, Sancho, guerreiro de El Cid e Guiomar, condessa de Peñalba, que teve vários obstáculos em seu romance; não só por todas as diferenças óbvias, mas principalmente por conta da madrasta de Guiomar, Brianda, que também se encantou por Sancho e, ao descobrir que ele havia resistido aos seus “encantos” e tinha colocado os olhos em Guiomar, ficou enfurecida.

A história é intercalada com um romance entre jovens, só que do século XXI, Sérgio e Glória, que se conheceram em meio a um grupo de jovens que viajam até o mosteiro para contracenar a história de El Cid. Ambos se apaixonam à primeira vista e sentem algo estranho que não conseguem explicar, mas no fundo sabem que nasceram um para o outro – coisas clichês para eles, mas fazer o quê? O problema é que eles também terão um obstáculo: Bárbara, uma das professoras, está caidinha por Sérgio e, ao ver que ele resiste à ela e está sempre atrás de Glória, não fica nada contente.

“Nossa, Juh, olha esses nomes, como são parecidos!”, pois é, as iniciais são as mesmas e isso é o que mais me fez achar que a história era parecida com Julieta Imortal. Não estava enganada, apesar de Cordeluna ser mais profundo e carregar uma história que sobreviveu por mil anos.

O livro conta com muitos personagens, como Laín, Régula, padre Juan, dom Rodrigo, Bibiana e muitos outros no século XI. E Quique, Tina, Andrés, Sibila, Tomás, Neves, Bernadino e outros no século XXI. Cada um com seu papel importante para o desenvolvimento e principalmente desfecho da história.

Ah, sim, Cordeluna é o nome da espada que Sancho ganhou de seu pai, mas não é uma espada qualquer. Ela tem, digamos, uma “magia”, nem boa, nem ruim, somente certa.

Élia Barceló conseguiu colocar em suas páginas toda a repercussão que era um romance naquela época – ou que pelo menos podemos imaginar que era, e trazer um pouco dele para o século atual, que falta um pouco disso, mas que ainda pode existir. Os capítulos alternados não atrapalharam de modo algum e muito menos a escrita que, embora um pouco difícil (no século XI), era bem “entendível”.

Mas (sempre tem um “mas” quando não dou 5 estrelas), não consegui me conectar com n-a-d-a na história. Demorei 20 dias para ler e não consegui ‘pegar no embalo’ em momento algum. Achei cansativo e detalhista demais. Quase desisti de ler e passei para a próxima pessoa da lista do Book Tour, mas resolvi que leria até o final para saber o que aconteceria – apesar de muito previsível. Não me arrependo da leitura, mas não é um livro que eu leria novamente.


  • Cris

    Em 29.01.2013

    Preciso confessar que a sinopse desse me interessou muito mais do que a de Julieta Imortal rs Agora estou afim de ler os dois! Beijos! =**

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  • Bruna Maranhão

    Em 29.01.2013

    Esse livro parece ser interessante, eu adoro essas historias que envolve o passado e o presente ao mesmo tempo. E de certa forma também me lembrei de Julieta Imortal e também de Georgina Kincaid, não sei por quê.
    Ótima resenha
    Beijinhos

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  • Carolina

    Em 29.01.2013

    Esse definitivamente não é pra mim. Essa coisa de amor de mil anos atrás não consegue me atrair.
    A única coisa que chamou minha atenção foi o nome do livro :x

    Beeeijo!

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  • Gabi

    Em 29.01.2013

    Oi Juh!
    É, o final é previsível, mas eu também não consigo largar sem “saber” o que acontece. Que bom que você achou a história interessante e que não se arrepende da leitura, só é uma pena que não tenha conseguido se conectar com ela.
    Obrigada por ter participado, por ter sido persistente e por ter postado resenha, hihi!
    Beijos.

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  • Babi Lorentz

    Em 29.01.2013

    Poxinha, Juh :(
    Acho que até desanimei um pouquinho com esse livro.
    Mas gostei do resumo que você fez, então ainda tenho esperanças de que vou gostar.
    Beijos!

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