Resenha: Estilhaça-me – Tahereh Mafi

Em 25.09.2012   Categoria: Resenhas

Estilhaça-me – Shatter Me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Nota: ★★★★★

Sinopse: Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar.
Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.

Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.

Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.
 
 

 

Romance e distopia juntos, se for uma escrita bem desenvolvida, não tem como ser um livro ruim. E Tahereh conseguiu torna-lo um ótimo livro com todo o suspense, romance, um pouco de comédia, aventura e muita crítica.

Estilhaça-me nos traz a terrível história de Juliette, uma garota que está presa em uma espécie de manicômio, enviada pelos seus próprios pais, por não poder tocar em ninguém sem que algo terrível aconteça, como por exemplo a morte de alguém… A morte de um garotinho na frente de várias pessoas…

Juliette está há quase um ano trancada sozinha em uma cela escura, com uma cama horrível e com uma roupa tão desgastada que parece mais um saco de farinha. Mas um belo dia alguém entra em sua cela, um garoto, alguém que ela acha que conhece, mas tenta não ficar pensando nisso. Ela tenta ensina-lo a “sobreviver” na cela, como comer, tomar banho e etc e evita sempre olhar muito para ele, responder às suas perguntas e fica o mais longe possível, já que ele não pode tocá-la – ninguém pode.

Vemos o tempo todo Juliette pensando no seu passado, em como seus pais a desprezaram assim que perceberam que não podiam mais pegá-la no colo e lembrando de sua infância, lembrando que não tinha amigos, que era sozinha. Algo “engraçado” do livro que só me toquei depois, são as palavras riscadas o tempo todo e a repetição de palavras; e também a falta de vírgulas, mas adorei isso, fez até minha leitura fluir mais. É um jeito diferente de escrita e talvez muitas pessoas não se acostumem, mas para mim foi bom.

O garoto que entrou na cela de Juliette é Adam Kent, um soldado do Restabelecimento que tem o dever de levá-la até Warner, o “chefe”. Ele ficou encantado ao saber do “dom” de Juliette e quer usá-lo a seu favor contra os rebeldes. Mas Juliette prefere morrer ao ajudar alguém tão horrível – é aí que Adam entra e confirma ser quem Juliette desconfiava.

Inevitável a comparação com Jogos Vorazes: romance, distopia, rebeldia e etc, porém é um ótimo livro e estou louca pela continuação da trilogia. Ia comentar que adoraria que o livro virasse filme, mas acabei de ler que a Fox comprou os direitos. Aí sim!

Recomendadíssimo!

Dica: Promoção em breve.


  • Babi Lorentz

    Em 25.09.2012

    Olha só, acho isso engraçado. Pra mim, não funcionou a escrita. Senti falta das vírgulas, mas percebi, com o tempo, que isso mostra o desenvolvimento da personagem. Como ela era e no que ela foi se tornando e adorei isso.

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