Resenha: Um Mundo Brilhante – T. Greenwood

Em 27.03.2012   Categoria: Parceiros, Resenhas

Um Mundo Brilhante – This Glittering World
Autora: T. Greenwood
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336
Nota: ★★★☆☆

Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

 

Confesso que estava com medo de ler esse livro por conta de toda a polêmica e divergência de opiniões que li em várias resenhas. Posso dizer que o livro é morno. Não é o melhor livro do ano, mas está longe de ser o pior.

Um Mundo Brilhante nos conta a história de Ben Bailey que, como está escrito na sinopse, um não belo dia encontra um jovem índio navajo todo ensanguentado deitado em sua porta e grita pela sua noiva, Sara, que é enfermeira, para ver se ele ainda está vivo. Eles chamam a âmbulancia e, pronto, o livro poderia acabar por aí e Ben e Sara seguiram suas vidas normalmente.

Mas Ben é curioso, enxerido, metido a detetive, insistente e egoista e quer saber o que aconteceu com o garoto, começando quando ele resolve ir até o hospital para ver como ele está. Lá ele acaba conhecendo a irmã do garoto, Shadi Begay, que lhe conta algumas coisas sobre a vida deles e que afirma que ele está em coma e que tem pouquíssimas chances de sobreviver.

Já dá pra imaginar o que vai acontecer pelo restante do livro? Ben se vê perdido entre um amor que não é mais o mesmo pela sua noiva, que está sendo enrolada por Ben não querer se casar (mesmo com a pressão dos pais), um mistério policial em suas mãos (que não deveria estar) envolvendo o navajo e a forte ligação que ele criou com Shadi.

Em meio a pressões comuns da nossa vida, Greenwood tentou descrever o que se passa na cabeça de Ben em relação à sua vida rotineira, um encontro inesperado, a pressão dos sogros, a triste vida de um professor de História e barman às noites e o amor. Ela poderia ter trabalhado muito melhor tudo isso ou não ter colocado tantos problemas no meio da história. Achei que teve muita coisa pra pouca história e não me simpatizei com nenhum personagem, a não ser a Maude – cachorrinha de Ben e Sara, porque é a única que não é egoísta ou burra.

Eu esperava uma história mais emocionante, tanto pelo nome quanto pelo que falavam que é uma “lição de vida”… Não sei qual foi a lição, talvez: “não se meta onde não deve”, porque de resto, não quero nada igual na minha vida não.

O lado bom de tudo isso é que a capa é linda e vai deixar minha estante brilhante, haha.


  • Flavinha

    Em 27.03.2012

    Putz… mais um livro que pelo jeito não vou ler, vi a resenha da Babi tb, não gosto de livros insossos… Não em atraiu nem pela capa, apesar de ser toda brilhante =(

    Beijinhos

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  • Babi Lorentz

    Em 27.03.2012

    Hihii, eu tomei tanta raiva do livro, Juh, que nem quis mais que ele brilhasse na minha estante, tanto que coloquei o livro pra troca no skoob – e sem dó.
    Não gostei do livro. Pra mim ele foi mais do que morno.
    Beijão

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  • Stephanie Barbosa

    Em 27.03.2012

    Eu li a sinopse e fiquei super empolgada. Mas, com a sua resenha já desanimei hahahaha eu estava esperando o mesmo que você – apesar do cara ser a verdadeira fifi, por que né? Vai ficar fuçando na vida do cara.

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  • Gladys Sena

    Em 27.03.2012

    Nossa li uma resenha recentemente desse livro e foi totalmente diferente da sua.
    Os livros possuem esse poder, cada pessoa desenvolve uma critica diferente do mesmo texto…

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  • Deise

    Em 27.03.2012

    Desculpem-me os spoilers!
    Ainda bem que não precisei comprar o livro. No começo, a leitura parecia que iria desenrolar em algo realmente forte, esperei ação policial, esperei mudança nas atitudes de Ben, esperei coragem dele e dignidade ao falar tudo à (coitada) da personagem principal, sua esposa, Sara. Nada disso ocorreu. Infelizmente, a apatia reina no livro, a dualidade do caráter de Ben que por um lado ajuda, por outro destroi. A autora ainda nos “incentiva” à falta de esperança. Como assim?!
    Tentando extrair algo de bom… leva-nos à reflexão da vida nua e crua como ela pode ser, como viver uma ilusão lhe corroi por dentro e os resultados drásticos da mentira e fraqueza de caráter.

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