Lua de mel: como escolhemos o(s) nosso(s) destino(s) (e quais foram)

Casamento, Viagens • 22.10.2018  

Uma das melhores partes do casamento é definitivamente o que vem depois: a lua de mel! Principalmente se você conseguir se organizar para fazer uma viagem legal, como foi o nosso caso.

honeymoon
Imagem via: Holiday Factory

Desde que fechamos a data da nossa festa, já estávamos pensando para onde iríamos. Como casamos na época da Copa, muitos países da Europa estavam fora de cogitação; nós também não queríamos ir para os EUA ou ficar “só” relaxando em algum resort por Cancún, Punta Cana ou algo assim; nós também não queríamos gastar milhões com algum hotel no Brasil sendo que com a mesma grana poderíamos conhecer algo mais diferente fora do país. Foi aí que começamos a pesquisar sobre a África do Sul.

Por ser um destino um pouco inusitado, foi bem difícil encontrar dicas concretas ou conseguir que alguma agência de viagem montasse um pacote do jeito que queríamos. Foi aí que resolvi colocar em prática um pouco da minha experiência com viagens para montarmos tudo sozinhos, do jeito e no tempo que queríamos.

O então noivo (na época) queria um lugar diferente e que fosse “animado”, nada de ficar deitado o dia todo sem fazer nada, ele queria conhecer diversos lugares e culturas. Como eu queria passar ao menos os primeiros dias descansando, pra desacelerar de toda a correria que foi preparar a festa de casamento e lidar com as obras do apartamento, pesquisei bastante sobre as Ilhas Maurício (que na verdade é uma ilha só, rs) e sobre Seychelles; já que elas ficam bem próximas à África e daria para fazer um “combinado”.

Seychelles é simplesmente maravilhosa e com altos resorts de luxo, mas tanto a hospedagem e a passagem estavam acima do nosso budget. Foi então que pesquisei mais a fundo sobre Maurício e me apaixonei por cada foto, cada comentário e cada cantinho da ilha! Me assustei um pouco com os valores – não por serem altos, mas sim super acessíveis e coloquei na cabeça que iríamos passar por lá nem que fosse por 2 dias!


Imagem via: Travel + Leisure

Sério, como não se apaixonar por um lugar depois de ver uma foto igual essa aí acima? Impossível! Depois de mostrar as fotos das praias e os valores dos hotéis para o noivo, ele aceitou dar uma “passadinha” por lá e eu iniciei o roteiro Ilhas Maurício + África do Sul.

Um dos problemas que encontrei foi a falta de informações/dicas, principalmente em sites brasileiros, então minha base maior foi o TripAdvisor. Eu abri diversos tópicos para que o pessoal local ou pessoas que já visitaram Maurício me ajudassem a escolher o melhor lado da ilha, dessem dicas de hotéis e até regimes de pensão. Para a parte da África do Sul já encontrei mais dicas em blogs brasileiros, mas ainda assim acessei bastante o Trip.

Outro problema que enfrentamos foi a estação do ano: inverno. Como iríamos para um lugar com praias e piscinas correndo o risco de não aproveitar nada? Foi em um dos fóruns que deram a dica de que a melhor região da ilha para esta época era o norte, pois é o que venta menos, tem menos índice de chuva e não estaria frio. Foi a escolha certa! Pegamos um resort à noroeste e não pegamos frio, nem muito vento e um pouquinho de nada de chuva.

Escolhida a região, pesquisei as melhores datas de saída, trânsito e retorno e fechei as passagens para a ilha e para a África com o pessoal da SNEW Travel (eu sempre consulto eles antes de fechar qualquer coisa!). Com as datas marcadas de ida e volta, já poderia montar melhor o nosso roteiro, que ficou assim:

Saída do Brasil: 18/06 (dois dias depois do casamento)
Chegada em Maurício: 19/06
Saída de Maurício: 23/06
Chegada em Port Elizabeth: 23/06
Saída de Cape Town: 04/07
Chegada em São Paulo: 04/07

A parte das passagens foi a única que fechei com uma “agência”; todos os hotéis, passeios, aluguel de carro, restaurantes e etc, fiz por conta através da internet. Eu prefiro assim para não precisar ficar presa com datas ou horários e deu super certo. A única coisa que errei um pouco foi não contar com o fuso horário. Perdemos um dia todinho para chegar no hotel em Maurício e que não foi compensado no final porque demoramos para entrar no fuso e perdemos algumas horas simplesmente por conta do sono. Eu teria colocado um ou dois dias a mais por lá para poder ter aproveitado melhor o hotel!

Fechada a parte da ilha, era hora de definir o que fazer na África do Sul, já que o país tem mil e uma opções, cidades, praias e atividades diferentes para serem feitas. Resolvemos seguir com a Garden Route (ou Rota Jardim), que eu vou detalhar bem melhor em um próximo post, mas já adianto que é uma rota pela costa da África que oficialmente inicia em Storms River e vai até Mossel Bay (ou vice-versa, dependendo de onde você quer começar haha). Na realidade nós iniciamos em Port Elizabeth e terminamos em Cape Town, mas a rota oficial é bem menor.

garden route
Imagem via: bookmundi

Definida a “entrada” e “saída”, partimos para a decisão de quais cidades seriam nosso “dormitório” e quantos dias passaríamos em cada uma delas. Por ser inverno, não aproveitamos nenhuma praia e infelizmente pegamos alguns dias de chuva e de tempinho bem feio, mas não estragou o passeio! Andávamos na chuva mesmo, no vento mesmo (eita país pra ventar, hein!) e tudo estava lindo; afinal, estávamos de férias, em lua de mel e em um país novo e conhecendo coisas novas e vendo paisagens maravilhosas, não tinha como ser ruim de jeito nenhum!

Nós fizemos a Garden Route de carro; resolvemos arriscar alugar um carro e andar na mão inglesa mesmo e deu tudo certo (com exceção de duas multas que chegaram este mês hahaha), não nos arrependemos nem um pouco! Bem melhor do que ficar dependendo de táxi, vans, ônibus ou sei lá qual outro meio de transporte teria por lá. A única dica é tomar muito cuidado ao dirigir e não achar em momento algum que você esta dominando, pois terá que pensar em dobro caso precise fazer alguma manobra muito rapidamente.

Definidas as cidades, passeios, hotéis e tempo em cada lugar, foi só montar uma planilha (adooooro planilhas!) e seguir o plano! Imprimi todos os papeis necessários, separamos os passaportes, arrumamos as malas e partimos para a lua de mel mais maravilhosa; muito além do que eu poderia imaginar! Não teve nenhum arrependimento muito grande, nenhuma cidade feia ou que não valesse a pena conhecer; a única coisa que reclamamos foi: pouco tempo para tanta coisa! Mas nem todos os dias do ano seriam suficientes para conhecer esse país maravilhoso.

Eu acho que isso acontece em qualquer viagem, seja ela um passeio em família, uma viagem sozinha ou a lua de mel. Os dias nunca são suficientes e sempre fica um gostinho de “quero mais”, não é? Não sei vocês, mas sempre que eu volto de algum lugar que eu gostei muito, eu já fico fazendo planos para “quando eu voltar”. Mas falando sobre lua de mel, a minha maior dica é: escolham um destino que agrade aos dois, verifiquem certinho os dias que podem viajar e se programem bem para aproveitar tudo que o lugar tem a oferecer. E o mais importante: façam tudo juntos, não briguem e aproveitem!

honeymoon juntos
Imagem via: The Wedding Gallery

Dito isso, encerro aqui a primeira parte sobre a lua de mel! Vou separar os próximos posts por cidade ou conjuntinho de cidades para dar um overview e dicas sobre cada uma! Se quiserem saber algo específico de algum ponto da nossa viagem, já adiantem nos comentários deste post para eu tentar incluir nos próximos!