La La Land – Cantando Estações: o filme/musical do momento

Em 30.01.2017   Categoria: Filmes

Há uma semana eu ainda estava de férias #saudade e aproveitei para ir ao cinema em um horário aleatório na segunda feira a fim de não pegar muito cheio e sem gente sem noção (quase deu certo).

Primeiramente precisarei abrir um parênteses: eu tenho um azar em locais divididos com outras pessoas que é de outra dimensão. Quem convive comigo sabe muito bem: quando não tem a opção de escolher os lugares da última fileira no cinema, eu sempre vou sentar na frente de alguém que fique me chutando; em shows eu sempre vou ficar perto de alguém que me empurre, não cale a boca ou qualquer outra coisa que me irrite e me faça brigar; eu sempre pego ou pessoas lentas ou caixas com problemas em supermercados/farmácias, etc.

Sim, é um saco, mas eu queria muito assistir a esse filme e por isso escolhi um horário aleatório. Bem, não deu muito certo porque, infelizmente, tinha um casal de adolescentes que não calou a boca o filme inteiro – o lado bom é que tinha um carinha próximo a mim que ficou mandando os dois ficarem quietos o filme inteiro – então me poupou um pouco de ficar fazendo “shiu” haha. Fica um recado: se você for sair pela primeira vez com uma pessoa, por favor, não vá ao cinema para “se conhecer melhor”. Pode ser difícil acreditar, mas tem gente ali que realmente vai para assistir ao filme.

DE QUALQUER FORMA, deu para assistir ao filme e entender o porquê de ter ganho tantos Globos de Ouro e ter tantas indicações para o Oscar (mais precisamente 14, igualando-se ao Titanic!) – e me vi na obrigação de contar para vocês sobre ele para que possam correr para o cinema e assistir antes do Oscar (será dia 26 de fevereiro)!

la la land - awards
Imagem via: Red Carpet Crash

Para dar aquela introdução básica sobre o enredo do filme: La La Land é um musical que conta a história de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em abrir seu próprio clube de jazz, e de Mia (Emma Stone), aspirante a atriz que não dá sorte em seus testes e audições. Os dois estão buscando seu próprio espaço em uma cidade super competitiva (Los Angeles, obviamente) e, com isso, enfrentando dificuldades para ficarem juntos.

O diretor (e roteirista) do longa é o novato Damien Chazelle (Whiplash). A intuição de Damien era fazer uma homenagem aos grandes musicais do passado – e conseguiu com sucesso. Além de toda a cantoria, as coreografias são fantásticas e são assinadas por ninguém menos que Mandy Moore. Apesar de toda essa homenagem a clássicos e remontagem de cenas, o filme se passa na atualidade – porém com um toque a mais de fantasia.

Mas vamos começar do começo: Mia e Sebastian se esbarram diversas vezes – tipo aquelas coisas loucas de “destino”, sabe? Mas demora alguns esbarrões para eles darem uma chance ao sentimento que pode estar nascendo ali. O filme é dividido em quatro segmentos que representam as estações do ano e é aqui que vem o destaque para a fotografia: ela consegue ser maravilhosa nas quatro estações.

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Para assistir nas telonas: A Garota no Trem

Em 10.11.2016   Categoria: Filmes

Antes de iniciar essa “crítica” já preciso avisar que não li o livro e não tenho a menor ideia se a adaptação foi boa ou ruim – não tenho como opinar sobre isso. A opinião aqui será de alguém que apenas assistiu ao filme, como se não existisse um livro para ser adaptado, ok? Ok (haha).

Durante minha semana na Inglaterra o que mais vi, além de britânicos (er) foram divulgações desse filme. Nos ônibus, trens, metrôs, outdoors e etc; sério, para todo lado tinha alguma coisa falando desse filme – e eu não tinha a menor ideia do que se tratava (muito menos que existia um livro sobre). Cheguei a pensar que o filme era britânico ou que pelo menos tivesse sido filmado por lá, mas nada disso. Filme americano filmado em Nova York e ponto (apesar de que acabei de descobrir que a narrativa do livro se passa em Londres… Faz sentido a divulgação então!).

garota-no-trem-poster Imagem via: Youtube

De qualquer forma, a divulgação toda que vi lá deu certo porque voltei para cá com muita vontade de assistir ao filme – mas ainda não tinha estreado… Enfim, fui ao cinema no último feriado com o noivo e gostei muito. Vi algumas críticas comparando com “Garota Exemplar” (filme que não assisti e livro que não terminei de ler haha), mas não sei muito bem qual a semelhança entre eles (a não ser “garota” no título haha). Nessas críticas encontrei gente falando super bem e gente exalando uma repulsa enorme – sou mais da primeira leva e vou tentar falar um pouco sem spoilers:

A Garota no Trem gira em torno da vida de Rachel Watson (Emily Blunt) que todos os dias anda de trem e fica analisando de seu assento (o mesmo vagão, o mesmo assento, sempre na janela) as casas por onde passa – em particular duas casas: a de um casal aparentemente muito apaixonado e a sua antiga casa, a que ele morou com seu ex-marido, Tom Watson (Justin Theroux) e a que ele continua morando hoje, com sua nova esposa e com uma bebê.

garota-no-trem-rachel-train Imagem via: Adoro Cinema

Rachel conhece a atual esposa de Tom, Anna Watson (Rebecca Ferguson), já que Anna era a amante quando eles estavam casados e sente uma pequena (ou grande) inveja por eles terem conseguido fazer um filho, já que quando casados Rachel tentou várias vezes e de diversas formas e simplesmente não conseguiu. Talvez uma das razões pela qual Tom a deixou?

garota-no-trem-tom-anna Imagem via: Director’s Cut Movies

Rachel não se conforma deles morarem na casa que ela morou, que ela ajudou a mobiliar e decorar… Mas ela presta mais atenção na casa que fica mais para frente; a casa de Megan Hipwell (Haley Bennett não, não é a Jennifer Lawrence) e Scott Hipwell (Luke Evans).

Ela não conhece o casal, mas gosta de imagina-los como um casal perfeito, que se ama muito, que adora fazer sexo em todos os cantos da casa e que têm a vida que ela gostaria de ter. Ela fantasia tudo isso sempre que passa pela casa e inveja bastante a vida de Megan.

garota-no-trem-scott-megan Imagem via: Adoro Cinema

Até o dia em que ela vê, do trem, Megan com um outro homem… Um homem que não é Scott. E aí ela fica louca. Ela desce do trem e perde completamente a noção do que acontece depois. Aliás, Rachel tem muito disso: diversas vezes ela tem alguns “apagões” e esquece o que aconteceu. Muito provavelmente por causa de toda a sua bebedeira… Mas é a partir desse ponto que as coisas começam a ficar interessantes.

Voltando um dia para casa de sua amiga, Cathy (Laura Prepon), em que ela mora já há algum tempo, Rachel se depara com a detetive Riley (Allison Janney maravilhosa), fazendo perguntas sobre Megan que… Sumiu. Exatamente no dia que Rachel resolveu descer do trem no bairro em que Megan mora. E Anna e Tom…

garota-no-trem-detetive-riley Imagem via: Are You Screening?

Duas outras pessoas muito importantes no filme são: o psiquiatra Dr. Kamal Abdic (Edgar Ramirez), com quem Megan se consultava (e durante essas consultas descobrimos um pouco mais sobre ela) e Martha (Lisa Kudrow), uma ex-colega de trabalho de Tom (o ex-marido de Rachel). Não vou falar muito sobre eles para não estragar, mas ambos fazem uma grande diferença na história.

garota-no-trem-dr-kamal-megan Imagem via: Adoro Cinema

Apesar de não lembrar o que aconteceu no dia em que Megan desapareceu, Rachel tenta se aproximar do marido dela, Scott, fingindo ser uma amiga… Talvez para tentar entender porquê Megan estava traindo? Talvez para se sentir importante ajudando alguém? Para ficar perto de sua ex-casa? Olha, tem uma explicação mais ou menos no filme, mas não dá para entender o que a motivou a se “intrometer”, já que ela é uma das suspeitas de ter algo a ver com tudo isso. Li por aí que no livro o relacionamento dela com Scott é um pouco diferente do que se passa no filme, mas não acho tão relevante que tenham mudado no filme, não afetou em nada.

garota-no-trem-scott-rachel Imagem via: Just Jared

Emily Blunt, na minha opinião, atuou muito bem. Conseguiu demonstrar bem como as pessoas que têm “blackouts” se sentem, mostrou o lado dos AA (Alcoólicos Anônimos), a angústia por não ter conseguido realizar o sonho de ser mãe e como o álcool pode mudar e destruir a vida de uma pessoa. Seus momentos de inveja de Megan e até de Anna são compreensíveis, mas dão certa dó. Um ponto negativo é que durante quase uma hora e meia o filme é meio drama e o suspense mesmo só vem nos (33) minutos finais. Pode dar um pouco de sono, mas sério, vale a pena por conta da reviravolta.

garota-no-trem-rachel-drinking Imagem via: Yahoo

O que aconteceu com Megan? Rachel tem algo a ver? Quais são os segredos por trás de todas as personagens que as trazem para o mesmo círculo? Sério, a história fica tensa a partir de um momento inesperado e tudo que você pensou desde o início começa a mudar – acho que essa é a parte legal de um thriller psicológico, não é mesmo?

garota-no-trem-megan Imagem via: Papo de Cinema

O filme foi além do que eu esperava e foi até bom não ter lido o livro, porque aparentemente quem leu não gostou tanto assim. É claro que ele já foi para a lista de leitura porque não me contentei só em ver a história, vou ter que ler também HAHA E eu já quero assistir de novo – ou pelo menos que alguém assista e comente comigo sobre, porque queria compartilhar os sentimentos!

Bem, tem um final de semana prolongado chegando e, se você estiver a fim de dar uma passadinha no cinema, dê uma chance à Garota no Trem :)

Vou deixar o trailer aqui para vocês assistirem antes e depois do filme. Você vai entrar na sessão imaginando algo e vai sair entendendo algo bem diferente (confie em mim):


Para Assistir nas Telonas: Capitão América 3: Guerra Civil

Em 16.05.2016   Categoria: Filmes

Apesar de eu ter ido à pré estreia desse filme maravilhoso, eu enrolei um pouco para fazer essa “crítica” porque queria assistir novamente antes… Fui na quarta-feira (11) e consegui prestar atenção em detalhes que na primeira vez não percebi, já que a ansiedade e animação eram maiores que a concentração haha

Captain America Civil War
Imagem via: Disney Tourist Blog

Capitão América 3: Guerra Civil é mais uma obra prima da Marvel e até o momento o meu filme favorito de super herói. É óbvio que o Capitão América ser o meu herói favorito ajudou muito nessa “eleição”, mas vamos ao que importa…

Para contextualizar aqueles que não conhecem a história toda: Capitão América 3 não é a continuação perfeita de Capitão América 2 e sim de Vingadores: A Era de Ultron (o 2º filme da série). Um dos pontos positivos da Marvel (na minha opinião) é esse intercalado de histórias, que quase te obrigam a ter assistido todos os filmes lançados para compreender o universo todo. Então, se você não assistiu Vingadores 2, não vá ainda ao cinema, pois você vai perder diversas informações (inclusive não saberá o objetivo de algumas personagens que têm sua primeira aparição somente em Vingadores).

Apesar de eu nunca ter lido as histórias em quadrinhos da Marvel (um ponto que quero mudar assim que terminar meu MBA haha), pesquisei bastante sobre a Guerra Civil antes de ir à pré estreia. Não podia sentar ao lado de pessoas viciadas no universo todo sem ao menos saber um pouco do que apareceria na tela. Algumas coisas não foram totalmente fieis aos quadrinhos, mas acredito que para realizar uma adaptação cinematográfica, alguns pontos têm que ficar pra trás ou simplesmente serem interpretados de uma maneira diferente. Sempre que há uma adaptação para o cinema aparecem modificações.

Tudo começa em Lagos, uma cidade da Nigéria em que o Capitão América/Steve Rogers (Chris Evans) conseguiu rastrear a presença de Ossos Cruzados/Brock Rumlow (Frank Grillo) e levou alguns dos Vingadores para ajudar a caçá-lo e descobrir o que ele quer na cidade. Durante a perseguição toda, Rumlow e Rogers se enfrentam e Rumlow aproveita para comentar sobre Bucky, o velho amigo do Steve, e faz com que ele perca a concentração e não perceba que ele tem um explosivo em sua armadura… Para evitar que os dois explodam juntos, a Feiticeira Escarlate/Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) tenta conter a explosão e joga Rumlow para o alto, mas acaba acertando um prédio que possuía pessoas dentro…

Com esse evento, o rei de Wakanda, T’Chaka (John Kani), faz um pronunciamento sobre o ocorrido e menciona que os Vingadores não podem continuar agindo sem supervisão… É aí que Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) aparece no QG dos Vingadores com a companhia do Secretário do Estado para propor a assinatura do Tratado de Sokovia, que tem como objetivo colocar as ações dos Vingadores sob o controle da ONU, que será quem decidirá onde, quando e como eles devem agir.

Obviamente é assim que se dá a divisão de lados entre Steve e Tony, já que eles não têm a mesma opinião… Com os “times” divididos entre a favor e contra o Tratado, é durante um ataque à conferência da assinatura oficial da lei que a batalha tem início: o acusado de ter realizado o ataque é ninguém mais, ninguém menos que o Soldado Invernal/Bucky Barnes (Sebastian Stan). Com o intuito do governo de encontrá-lo para finalmente prendê-lo, Steve fará de tudo para defender o amigo e entender o que realmente aconteceu, já que acredita que seja apenas um engano…

 

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