Volta das férias, volta do blog!

Em 28.01.2016   Categoria: Blog

OLAR, QUERIDOS! Como estão? Andei meio sumida, sem posts agendados e etc, porque estava de férias e acabei nem pegando o note para escrever/postar algo. Peço desculpas por não ter nem avisado, eu achava que ia conseguir parar um tempinho para escrever uma resenha ou outra, mas não deu, não haha

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Imagem via: Pexels

Enfim, estou de volta das férias do trabalho e, junto com elas, o blog volta à ativa também. Pretendo continuar esse ano com o mesmo ritmo do ano passado, com 2 posts por semana, mas tudo dependerá de como será a rotina no trabalho e também como serão as colaborações da Babi e da Jeh :)

Estou voltando também a escrever no meu blog e da Steh, o Não Vale Desistir, então para quem quiser ver como foram as minhas férias, eu comecei uma série de posts lá mesmo!

Por enquanto é só isso, estou tentando deixar alguns posts na manga, então semana que vem tudo deve voltar à programação normal! Ah, se quiserem deixar sugestões para esse ano, podem falar aí nos comentários, porque serão muito bem vindas! ;)

Baci :*


Resenha: Férias! – Marian Keyes

Em 10.01.2012   Categoria: Resenhas

Férias! – Rachel’s Holiday
Autora: Marian Keyes
Editora: Edições BestBolso (original da Bertrand Brasil)
Páginas: 545
Nota: ♥♥♥♥♥

Sinopse: Rachel Walsh, personagem principal de Férias!, é irmã de Claire e, após perder o emprego em Nova York, ser deixada pelo namorado Luke Costello e quase morrer de overdose, é obrigada pelo pai a se internar em uma clínica para dependentes químicos na Irlanda. Pensando que iria para um spa curtir férias, Rachel se revolta quando descobre que está internada em um centro de realibitação, e se recusa a admitir que tem sérios problemas, afinal, “não era magra o bastante para ser uma toxicômana”. Ela precisará atravessar uma intensa jornada até reconhecer seus erros e reconquistar as pessoas que mais ama.
 

 

A rainha dos chick-lits (na minha opinião) ataca mais uma vez.

Férias! é o segundo livro da família Walsh (o primeiro é Melancia, já resenhado aqui) e tem como protagonista a irmã do meio, Rachel Walsh.

Rachel vive em Nova York dividindo um apartamento com Brigit – isso quando não está no apartamento do Luke Tesão Costello, seu “namorado”, mas isso está prestes a mudar.

Rachel vai parar no hospital após ingerir uma quantidade absurda de comprimidos para dormir e ter uma overdose. Sua irmã Margaret e seu marido Paul voaram de Chicago até Nova York para levá-la até a Irlanda, onde seus pais disseram que ela ficaria internada em uma clínica para se recuperar das drogas, afirmando que ela é uma toxicômana.

Rachel tenta ver com outros olhos, pensando como será bom tirar umas férias, ficar em um spa, fazer academia, sauna… Conhecer artistas! Pelo menos era o que dizia tudo que ela tinha lido sobre o Claustro. Até chegar lá e perceber que era uma clínica de reabilitação que tinha na programação: terapia em grupo, reuniões de AA (Alcoólicos Anônimos), NA (Narcóticos Anônimos) e CCA (Comedores Compulsivos Anônimos), chá, chá, chá, jogos às noites de Sábado e visitas de parentes/colegas/etc aos Domingos. E o pior de tudo: o mínimo que ela deve ficar na clínica são três semanas.

Ao longo do livro vemos Rachel negando a todo momento ser viciada em drogas, dizendo a todos que só estava lá para agradar aos pais, ouvindo histórias de outros internos e os flashbacks – que são os mais importantes, onde podemos perceber nas entrelinhas que Rachel é, sim, uma toxicômana.

O mais interessante do livro são os flashbacks, já que no Claustro não temos muitas emoções – tirando quando a Josephine, terapeuta do grupo de Rachel, resolve espremer até o caroço um dos pacientes.

Ao decorrer das terapias, Rachel sente-se bem por não ter sido a “escolhida” do dia e acha que está passando por despercebida – até o dia em que Josephine pede à ela que escreva a história da vida dela, respondendo algumas perguntas. Parece fácil, mas ela não consegue.

A questão é que Josephine tenta pegar lá do fundo alguma razão pela pessoa ter começado a se drogar, beber ou comer compulsivamente – desde a infância até a atualidade, com as atitudes e pensamentos de cada um, e é a partir disso que Rachel começa a perceber que talvez tenha mesmo algum vício.

Ela só se dá realmente conta de que é uma toxicômana quando Luke e Brigit voam até a Irlanda para participar da terapia em grupo como seus OIEs – “Outro Importante Envolvido”, contando experiências com ela e seu vício.

Após receber alta do Claustro (dois meses depois), Rachel tem que passar um ano sem relacionamentos com o sexo oposto, sem frequentar bares e, claro, sem se drogar. Só assim que ela vai realmente perceber como era uma dependente e vai mudar. Mas Chris, sua paixonite de quando estava internada, a chama para sair e ela tem sua primeira recaída… Será que ela vai largar tudo de novo ou tentar se recuperar de vez para, então, recuperar as pessoas que ela ama?

O final é bem previsível e eu já tinha noção do que aconteceria por ter um “spoiler” em “Tem Alguém Aí?”, já que é um livro escrito depois do que aconteceu em “Férias!”.

Não sei se todos sabem, mas essa é quase uma autobiografia da Marian, que era alcoólatra e também foi para uma clínica de reabilitação – onde começou a escrever alguns contos e provavelmente foi daí que saíram seus livros; então acho que isso foi um “bônus” para eu ter gostado tanto assim do livro – ele é real.

Recomendadíssimo!

“- Eu me sinto ótima – disse, escandindo as palavras. – Sou felicíssima, a não ser por algumas coisas na minha vida que precisam ser mudadas…
Por exemplo, todas – o pensamento se impôs à consciência. Minha vida amorosa, minha carreira, meu peso, minhas finanças, meu rosto, meu corpo, meus dentes. Meu passado. Meu presente. Meu futuro. Mas, tirando isso…
– Pense na hipótese de escrever a história da sua vida – sugeriu Chris. – Que mal pode fazer?
– Tá – concordei, a contragosto.
– Com o questionário do seu ex-namorado, já são coisas para você pensar – Deu-me um breve sorriso e foi embora.
Confusa, fiquei olhando para ele enquanto se afastava. Não conseguia entender o que estava se passando. Quer dizer, ele se sentia atraído por mim ou não?”