Resenha: Extraordinário – R. J. Palacio

Em 04.02.2014   Categoria: Resenhas

extraordinário

Como resenhar um livro que o próprio nome já consegue resumi-lo em uma única palavra? A história, o protagonista e seu valor de vida são extremamente extraordinários e o que você sente ao ler tudo o que se passa com August, também é um sentimento extraordinário.

August Pullman (Auggie) é um menino de 10 anos que seria como outro qualquer se não fosse pelo seu rosto desfigurado (disostose bucomaxilofacial) e pela reação que causa nas pessoas quando elas o veem pela primeira vez. Não dá para saber muito bem como é seu rosto, porque ele não descreve, mas conseguimos ter uma ideia porque ele conta as coisas horríveis que já ouviu dos outros.

Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu. Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior.

página 11.

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A vida de Auggie nunca foi fácil, ele já passou por diversas cirurgias e não tem muita coragem de sair na rua – ele tinha até um capacete de astronauta que usava para lá e para cá para se esconder e poder parecer normal, mas ele acabou sumindo. Agora, a vida dele está prestes a mudar porque vai parar de estudar em casa para entrar em uma escola; vai ter que conviver com outras pessoas de sua idade e tentar encarar os olhares preconceituosos e horrorizados todos os dias.

extraordinário

Quando ele vai conhecer a escola, o diretor Sr. Buzanfa pede para que três alunos que serão da mesma turma de Auggie a apresentem, para tentar fazer com que ele se sinta mais à vontade, tendo já alguns amigos antes das aulas começarem. É assim que ele conhece Jack Will, Julian e Charlotte, mas quando as aulas realmente começam, o único que fica perto dele é Jack Will. Ele também conhece Summer, que ao vê-lo sentado sozinho na hora do almoço, resolve conversar com ele e, daí por diante, sentam-se juntos todos os dias, fazendo até lista de quem poderia se sentar com eles.

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Ao longo do livro temos perspectivas diferentes, com partes narradas por sua irmã, Olivia (ou Via), namorado dela, Jack Will, Summer e até Miranda, amiga de Via. Em todas as partes vemos como todos se sentem em relação a Auggie e como eles lidam com o fato dele ser diferente apenas por fora, já que por dentro é um menino incrível, divertido, inteligente e muito amigo.

extraordinário

Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.

página 313.

A história de August não tem nenhum clímax “uau”, porque ela é extraordinária por completo, com todas as frases, piadas e preconceitos descritos ao longo das páginas. É uma lição de vida a todos que julgam as pessoas antes de conhece-las ou que acabam dizendo algo que pode magoar os outros sem ao menos perceber. Extraordinário é um livro obrigatório, um livro que vai te fazer rir, chorar e repensar em alguns de seus atos. Recomendadíssimo!

Extraordinário – Wonder
Páginas: 320 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★★


Resenha: Eu Me Chamo Antônio – Pedro Gabriel

Em 21.01.2014   Categoria: Resenhas

eu me chamo antônio

Essa será minha primeira resenha de um livro mais ilustrado do que escrito e vai ser ter bastante foto, porque só assim para mostrar pra vocês o trabalho maravilhoso do Pedro Gabriel.

Antes de juntar sua coletânea de guardanapos em um livro, Pedro publicava seus poemas, escritos enquanto estava em bares, restaurantes ou divagando sobre a vida, no Facebook e recebia vários compartilhamentos. Ele criou uma página com o mesmo título do livro, Eu Me Chamo Antônio e hoje tem mais de 528 mil pessoas curtindo, comentando e compartilhando os poemas dele.

Acredito que foi uma ótima ideia ter colocado alguns de seus guardanapos em um livro e compartilhar com mais pessoas fora do “mundo virtual”. Imagino como deve ter sido difícil escolher apenas alguns no meio de tantos que ele deve ter guardado – e que já postou no Facebook.

eu me chamo antônio

O livro está dividido em dez capítulos intitulados: à primeira vista, encantado, atire, fragilidade brutalidade, retirada, coragem, acorda, “futuro, apresente-se”, liberdade e desperte; em cada um há uma compilação de poemas ligados ao título (ou pelo menos foi a forma que ele encontrou para dar temas aos seus pensamentos).

eu me chamo antônio

Algo que achei extremamente necessário e importante foi o “glossário” no final do livro, com todas os escritos dele, porque, confesso, uns quatro ou cinco eu não consegui decifrar. Ele até colocou no início do livro um aviso: Admito. Às vezes, bebo além da conta e minha letra acaba perdendo um pouquinho de sobriedade também. Por isso, coloquei no final do livro a legenda de todos os meus escritos.

eu me chamo antônio

A minha poesia favorita estava escondida na última página do livro. Mas não tinha como ser outra a escolhida, já que essa fala de livros e leitura:

eu me chamo antônio

Ao final do livro tem um guardanapo em branco para o leitor escrever a sua poesia também e compartilhar nas redes sociais utilizando a hashtag #livrodoantonio. Eu tentei escrever algo, mas não consegui, então vou mostrar só como é a página com o guardanapo em branco:

eu me chamo antônio

Eu Me Chamo Antônio
Páginas: 192 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★★


Resenha: Bela Maldade – Rebecca James

Em 17.09.2013   Categoria: Resenhas

Bela Maldade – Beautiful Malice
Autora: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Páginas: 302
Nota: ★★★★★

Sinopse: Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…
 
 
 

Eu sinceramente não sei o que escrever nessa resenha, mas vou tentar…

Em “Bela Maldade” conhecemos Katherine Patterson (ou Katie Boydell), uma garota que mudou não só de nome, mas de vida. Saiu de Sidney para morar com sua tia Vivien, mudou de colégio, deixou de ser popular e quer deixar seu trágico passado para trás. Katherine não tem amigos em seu novo colégio, até que Alice Parrie a convida para sua festa de aniversário e a partir de então elas viram melhores amigas.

A história é narrada em primeira pessoa e os capítulos são alternados em três diferentes momentos da vida de Katherine: presente, a época “feliz” de sua vida até a morte de sua irmã, Rachel, e o passado não tão distante em que conheceu Alice. No começo fiquei um pouco perdida, confesso, e achei meio chato ter pequenos spoilers logo nos primeiros capítulos, mas isso não fez com que minha leitura fosse menos proveitosa, pelo contrário, fez com que eu quisesse desvendar os mistérios” o mais rápido possível: e foi por isso que eu li esse livro em 3 dias.

Katherine fica muito feliz por ter uma nova amiga – e um novo amigo, Robbie, o “cachorrinho” de Alice. Os três constroem uma amizade que na visão de Katherine é perfeita (mesmo que não contem os seus maiores segredos uns para os outros), até o dia em que eles esbarram com um ex de Alice, que está jantando com outra menina, Philippa e ela fica perturbada, mostrando a todos uma personalidade que Katherine não consegue engolir. Philippa tenta abrir os olhos de Katherine, mas ela está convicta que é só um dia ruim… Pois bem, não é.

Quando Katherine percebe que deveria ter excluído Alice de sua vida, ela percebe que ela não é uma amiga que tolera ser ignorada e que está preparada para ser mais cruel do que nunca, dando a cada dia mais certeza à Katherine que ela não deveria ter aceitado aquele convite para sua festa de aniversário e não deveria ter deixado Alice entrar em sua vida.

As partes mais tensas do livro são quando Katie está contando tudo que aconteceu antes e durante a morte de sua irmã. Engoli praticamente todos esses capítulos, querendo que terminasse logo, porque é horrível. Só queria saber da “vida atual” dela, que parece estar melhor do que qualquer outra época de sua vida, mesmo que ela tenha perdido várias pessoas pelo caminho – apesar de que algumas até foram para o seu bem.

Um personagem que surge no meio do livro e é incrível é o irmão de Philippa, Mick, que me encantou em todos momentos e que é quase como um salva vidas para Katherine. Apesar de ter gostado muito de Robbie, fiquei feliz que Katherine permitiu-se ser amiga de Philippa e Mick, porque ambos só desejam o bem dela.

Eu AMEI esse livro, então, para variar, não consigo escrever uma resenha à altura, prefiro que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões. Muita gente não gostou, mas eu até marquei como favorito no Skoob. Adorei a construção de todos os personagens e como todas as histórias se ligam de alguma forma – apesar de ter percebido muita coisa logo no início do livro.


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