Resenha: Como Treinar o Seu Dragão – Cressida Cowell

Em 10.09.2014   Categoria: Resenhas

comotreinarseudragao Como Treinar o Seu Dragão é um livro que eu estava querendo ler há muito tempo, mas nunca tinha me deparado com uma promoção muito boa como a que eu encontrei há alguns meses. Acabei comprando logo 4 títulos de uma vez (esse, Como Ser Um Pirata, Como Falar Dragonês e Como Treinar O Seu Viking) e passei na frente de quase todos os meus livros para não deixar minha ressaca literária voltar.

Muita gente conhece a história por conta do filme (que eu tive a sorte de assistir pela TV no dia seguinte ao que eu terminei de ler o livro), mas eles não são muito parecidos não. Ambos são muito bons, mas o filme conseguiu ser um pouquinho melhor por conta da ação e romance acrescentado a ele. Mas não estou aqui para falar do filme e sim do livro.

Soluço é um garoto meio desajeitado e não tem muitas características de um viking, mas ele é filho de Stoico, líder da tribo, e ele tem que provar que merecer ser o herdeiro. Suas não habilidades são colocadas à prova junto às dos demais garotos da tribo no dia em que eles têm que ir ao Rochedo do Dragão Selvagem para capturar seus dragões e treiná-los. Quem não conseguir capturar algum dragão, será exilado da tribo.

Os dragões estão dormindo nessa época do ano (inverno), mas todo cuidado é pouco e os meninos têm que se esforçar para não fazer nada de errado lá dentro para não acordar nenhum deles e conseguirem sair cada um com o seu dragão. Apesar de ter achado que algo daria muito errado para Soluço e ter certeza de que ele não conseguiria nenhum dragão, ele acaba conseguindo, mas quando sai de lá e olha para o que tem dentro de sua cesta, fica desapontado: é o menor dragão que ele já viu na vida.

A vantagem ou não de Soluço é que ele fala dragonês, então consegue se comunicar com seu dragão, Banguela e forçá-lo a obedecê-lo. Sim, o apelido é por conta da falta de dentes do dragão. Conseguem entender todo o trauma de Soluço? Além de ter o menor dragão do mundo, ele ainda é banguela!

O livro é totalmente voltado para o público infantil, mas eu adorei, de verdade. Ele é repleto de ilustrações feitas pelo próprio Soluço, tem referências aos vikings “reais” e à mitologia nórdica. Apesar de ter criado uma expectativa muito alta antes de ler, gostei do que encontrei e quero poder ler o restante da série em breve, intercalando com as minhas outras leituras, já que essa é bem leve.

Como Treinar o Seu Dragão – How to Train Your Dragon
Páginas: 224 Editora: Intrínseca Nota: ★★★★★


Resenha: Will & Will – John Green & David Levithan

Em 03.09.2014   Categoria: Resenhas

Will & Will Esse livro caiu em minhas mãos na época certa, porém errada também. Errada porque estava naquela ressaca literária de três meses e nada, nem John Green(!!!), estava conseguindo me tirar disso. Mas veio na época certa porque eu decidir ler depois de um acontecimento pessoal que me balançou muito e me deixou perdida – e esperava encontrar a resposta nesse livro. Posso dizer que aconteceu em partes, porque esse livro é incrível. O resto eu vou ter que aprender no meu dia-a-dia mesmo.

Will & Will, para quem ainda não conhece, é dividido em duas partes/histórias de dois meninos chamados Will Grayson, que, por ironia do destino, acabam se conhecendo lá pela metade da história. O “primeiro” Will é um garoto que tem um melhor amigo gay, Tiny Cooper e essa parte é sobre amizade. Will e Tiny não têm nada a ver, enquanto Will é reservado, quieto e todo confuso, Tiny é espontâneo, fala mais do que deveria e distribui amor a mil ventos. Além de Tiny, Will tem uma amiga, Jane, que ele não sabe se é só amiga ou se aquele sentimento lá no fundo quer dizer alguma coisa a mais.

O “segundo” Will Grayson é um jovem depressivo, sem muitos amigos e apaixonado. Apaixonado por um menino chamado Isaac, que ele só conhece virtualmente. Além de Isaac – que ninguém sabe sobre, ele tem uma amiga chamada Maura que secretamente ou não é apaixonada por ele – essa é uma história de amor.

Apesar de todo o lance homossexual que rola durante todo o livro, não é exatamente nisso que os autores focam, não é essa a moral da história. Um livro que me agradou muito e me lembrou o que é retratado em Will & Will, é As Vantagens de Ser Invisível, em que a essência é a amizade e viver a vida com novas experiências. Acho que posso dizer a mesma coisa desse, em que o essencial é a amizade, não importando se é uma amizade nova, uma amizade colorida ou uma amizade homossexual.

O que mais me fez gostar do livro foi a naturalidade de como a história foi escrita, com um assunto tão polêmico para alguns, eles conseguiram retratar o dia-a-dia ideal de adolescentes descobrindo as coisas da vida, o dia-a-dia ideal de compreensão de amigos, familiares e pessoas sobre algo que está cada vez mais presente em nossas vidas, ao nosso redor, mas que infelizmente está difícil de ser lidado de uma vez por todas. Eu tenho certeza que todo e cada homossexual sonha com uma vida normal, com as pessoas ao seu redor aceitando como elas são e podendo viver a vida delas sem se preocupar com mais nada.

Eu acredito nesse lado da história, nessa lição de vida que os autores quiseram dar através de um livro incrível e que todos deveriam ler também. Um livro sem preconceitos, sem finais previsíveis, repleto de risadas, lágrimas escorrendo e citações para guardar para sempre.

Will & Will – Will Grayson, Will Grayson
Páginas: 352 Editora: Galera Record Nota: ★★★★★


Resenha: Dias Melhores Pra Sempre – Maurício Gomyde

Em 03.06.2014   Categoria: Resenhas

Ratos Dias Melhores Pra Sempre é o quarto romance do Maurício Gomyde e também o quarto livro que leio do autor. Muitas pessoas elegeram esse como o melhor entre todos, mas eu ainda fiquei com um pé atrás pelo fato da história já ter sido narrada em vários outros livros que li. Meu favorito ainda é Ainda Não Te Disse Nada; mas “Dias Melhores” não fica pra trás não, também é um ótimo livro. Com certeza a escrita do Maurício melhorou muito pela experiência que ele foi tendo durante seus outros lançamentos, mas não perdeu a essência e naturalidade da fluidez da leitura.

Conhecemos Bruno, Micaela, Karina e Dante, quatro grandes amigos e estudantes de Medicina que acabam formando uma Famiglia, pelo tamanho do carinho e preocupação que um tem pelo outro e aquele sentimento de que nada pode separá-los. O livro é escrito em uma “desordem” cronológica e ficamos sabendo uma parte do futuro deles antes de conhecermos o passado. Primeiro entendemos toda a relação dos quatro amigos para depois sabermos como eles acabaram formando esse grupo tão unido.

Bruno, protagonista da história, é um garoto que tinha tudo e era apaixonado pelo surf, até o momento em que, em uma viagem ao Havaí, é atacado por um tubarão e acaba tendo sua perna amputada. É a partir daí que começam as “lições de vida”, sobre como reiniciar a vida, largar seu hobby favorito e tentar conviver com a aceitação (ou não) das pessoas ao seu redor. E então conhecemos Micaela. Mica é a garota invisível do curso de Medicina, a “nerd”, a garota que estava no aeroporto segurando uma faixa de “bem vindo de volta” para o Bruno, sem nem ao menos conhecê-lo. Com o passar dos anos, Bruno vê em Mica uma pessoa incrível e doce e consegue enxergá-la além das aparências. Além disso, ele vê nela esperança, uma forma de continuar a viver mesmo perdendo as coisas mais importantes para ele…

Tudo seria lindo e maravilhoso se o livro acabasse e você, já que você com certeza já desenhou todo o final na sua cabeça; mas não. Um trágico acontecimento separa toda a alegria dos quatro amigos do que a vida pode trazer de mais duro e difícil para pessoas tão queridas… Mas que, com todo o amor e carinho que a Famiglia tem, os problemas podem ser contornados e tudo acabar bem.

Acredito que, apesar das partes clichês, o livro poderia ter sido um pouco melhor desenvolvido e as histórias “individuais” mais exploradas. Alguns passagens foram muito rápidas e poderiam ter sido mais detalhadas para enriquecer ainda mais a narrativa. Esse é o único ponto negativo (além da parte do clichê), então o livro é altamente recomendado, principalmente a quem ainda tem muito preconceito para com os autores nacionais. O Maurício tem uma escrita excelente e consegue construir histórias maravilhosas como se tivesse vivido cada uma delas.

Dias Melhores Pra Sempre
Páginas: 230 Editora: Porto71 Nota: ★★★★☆


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