Resenha: Fogo contra fogo – Jenny Han & Siobhan Vivian

Em 23.03.2017   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “OLHO POR OLHO” NEM “DENTE POR DENTE” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

fogo contra fogo Preciso iniciar essa resenha avisando que eu li o segundo livro da trilogia, Dente por dente, em 2014 e, naturalmente, esqueci muita coisa. Tive que reler os últimos capítulos antes de iniciar este último livro. É muito ruim quando você começa a ler uma série ou qualquer história que tenha sequência e a editora demora tanto para lançar a continuação. Você acaba lendo outros livros entre eles e acaba esquecendo uma coisa ou outra, né? Bem, agora que os três livros já foram lançados, você pode ler tudo de uma vez.

Em Fogo contra fogo estamos logo de cara no funeral de Rennie. Após tudo o que aconteceu na festa de Ano Novo, o clima na Ilha Jar não é nada bom. Lillia e Reeve estão tentando esconder o sentimento que sentem um pelo outro, além de certa vergonha por terem ficado juntos quando não deveriam nem pensar nisso. Kat está se sentindo mais sozinha que nunca e ninguém parece notar que a morte de Rennie também a afetou. E onde está Mary nesse meio todo?

O final do segundo livro deixou claro que havia algo estranho e sobrenatural com Mary, mas não tivemos muitas explicações. Não sei se posso falar exatamente o que é, ainda não consegui definir se isso seria um spoiler ou não, então vou preferir deixar em aberto aqui também. O que não mudou foi a sede de vingança de Mary por Reeve. E assim que ela descobre o envolvimento de Lillia com ele, Mary fica possessa. Mais louca ainda para fazer com que Reeve pague por tudo que fez ela passar.

O que vemos nesse terceiro volume é uma Lillia ainda fraca demais, uma evolução incrível de Kat e uma Mary cada vez mais cega pelas consequências de seus atos de vingança. Ok, dá para entender que Reeve foi bem maldoso com ela e trouxe consequências terríveis, mas a forma com que Mary dá sequência aos seus planos, sem nem se importar com suas amigas, é um pouco exagerada.

É complicado julgarmos Lillia pelas suas decisões em relação ao seus sentimentos. Ela não tem “culpa” por sentir-se atraída por Reeve, mas tem a consciência pesada por, de certa forma, ter traído Rennie. Confesso que não gostava de Reeve até ver como ele pode sim tratar bem uma menina. Pelo menos é o que faz com Lillia, sempre a agradando e surpreendendo com suas atitudes.

Do outro lado temos Kat mais tranquila, sem se enroscar com ninguém. Aliás, muito pelo contrário: ela se mostra uma ótima amiga para Alex Lind, ajudando-o com sua inscrição para a universidade de música e dando diversas dicas. Ela até resolve ir para a pré viagem de formatura no barco do tio dele com diversas pessoas que ela nunca imaginou que um dia trocaria uma palavra. Ela é a minha personagem favorita e foi muito bom ver toda essa evolução dela. É uma personagem bem forte (o oposto de Lillia).

É Kat também a responsável por desvendar a maior parte do mistério de Mary e fazer com que elas façam tudo que for possível para evitar catástrofes maiores. Estou me coçando para não contar melhor o que acontece, mas não quero estragar nem um pouco, então vou deixar para vocês.

Ao contrário do segundo livro, a revisão desse está impecável (ainda bem, né). Dá até para perdoar um pouquinho a editora por ter demorado três anos para publicar a finalização; com certeza receberam algumas reclamações. A formatação é ótima, o papel é amarelado e o tamanho da fonte é ideal pois não cansa nem um pouco – é o mesmo padrão da trilogia inteira (desde a capa até a fonte usada para os novos capítulos).

Aquele resumo básico: se você leu o primeiro e segundo livros, com certeza tem que ser o terceiro para encontrar diversas respostas de questões que foram ficando no ar ao longo da história. Se você estiver no colégio, essa trilogia se enquadrará melhor na sua lista de leituras pois tem muitos pontos “colegiais”. Eu li rapidamente os três, porém se tivesse lido há uns 10 anos, teria gostado mais.

Fogo contra fogo – Fire with fire
Páginas: 352 Editora: Novo Conceito Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


Resenha: O bebê de Bridget Jones: Os diários – Helen Fielding

Em 16.03.2017   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” NEM “BRIDGET JONES: NO LIMITE DA RAZÃO” E NEM “BRIDGET JONES: LOUCA PELO GAROTO” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

O bebê de Bridget Jones: Os diários é o quarto livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, assim como o primeiro e o segundo, também já ganhou adaptação cinematográfica. Na verdade, o filme acabou saindo antes do livro, o que é um tanto quanto estranho para os fãs da série literária. O livro muda um pouco o formato em relação aos outros dois, uma vez que ela está escrevendo um diário para seu filho ler quando ficar mais velho. Ela diz que vai entregar este e os outros diários que ela escreveu ao longo dos anos para ele entender um pouco da vida maluca dela.

Não estranhe que eu esteja resenhando o quarto livro antes do terceiro. Não esqueci dele não! Acontece que, estranhamente, o terceiro livro, “Bridget Jones: Louca pelo garoto”, se passa no futuro, com Bridget aos 50 anos, já com filhos e tudo mais. Acredito que, se a autora tivesse pensado antes na história deste aqui (que pelo jeito só foi publicado por conta do filme), ela teria lançado na ordem “correta”. O que estou querendo dizer é que não importa a ordem de leitura entre o terceiro e quarto livros, OK?

Bridget viveu diversas situações nos anos que se passaram. Ela quase casou com Mark Darcy, quase se envolveu novamente com Daniel Cleaver e quase se livrou de seu chefe-machista, Richard Flinch. Encontramos nossa protagonista a caminho do batizado de Molly, a filha mais nova de Magda, que será sua nova afilhada – e afilhada também de Mark. Ela não o vê há cinco anos e não sabe se está preparada para este “evento”, mas tenta encarar como apenas mais um batizado (aparentemente ela tem uma grande coleção de afilhados).

É óbvio que tudo era lindo na teoria, mas quando ouviu comentários sobre Mark estar divorciado, aquela “chama adormecida” reacendeu, uma coisa levou à outra e, de repente, lá estavam eles novamente na cama, como se nada tivesse mudado nos últimos cinco anos. Pena que Mark não quis levar adiante e voltamos à Bridget rejeitada e velha demais para seguir em um relacionamento. Ou será que não?

Como o destino gosta de brincar com os sentimentos das pessoas, Bridget acaba cruzando com Daniel em uma festa de premiação e, assim como aconteceu com Mark, uma coisa levou à outra e, de repente, lá estavam eles novamente na cama.

Já dá para imaginar a zona, não é? Bridget obviamente descobre que está grávida e fica louca sem saber quem pode ser o pai. Daniel teria capacidade de seguir com um comprometimento desses? Bridget conseguiria criar um filho junto de seu ex-chefe galinha e irresponsável? E Mark? Ele seria um ótimo pai, mas qual seria sua reação ao saber que tem 50% de chance de ser pai e os outros 50% são de Daniel, o cara que ele mais despreza no mundo?

Pelo fato de Bridget estar em uma idade avançada, sua gravidez é de risco e, para fazer um teste de DNA seria necessário realizar uma amniocentese. Como existe um pequeno risco de aborto ao realizar este “exame”, Bridget decide não seguir em frente e só descobrir quem é o verdadeiro pai de seu filho quando ele nascer. OK, decisão justa, mas como contar para os dois o que está acontecendo?

O que segue é um relato divertido de Bridget indo a exames de ultrassom com Mark e Daniel (separadamente), fazendo aqueles cursinhos básicos de como cuidar de recém nascidos – os três juntos e, claro, tendo que contar a sua mãe sobre a situação toda (o que não será nada fácil) – além do seu trabalho que poderá ser afetado tanto pela gravidez quanto pela nova “chefe” que chegou ao departamento.

Só ficamos realmente sabendo quem é o pai após o nascimento do bebê, mas rola aquela torcida para que seja de um deles… Apesar de a cada capítulo conhecermos diversos lados dos dois e mudarmos de opinião toda hora, no final queremos que seja especificamente um deles e que isso faça com que Bridget tenha um futuro melhor do que seu passado e presente. Um filho pode trazer diversas alegrias e torcemos pela felicidade dela, certo?

Dos três livros que li da série esse foi o que mais gostei. Incrivelmente eu li em 2 dias (porque precisava trabalhar, senão acho que teria lido em uma “sentada”) e fluiu bem. Me vi até rindo! Não sei se pelo fato de ter sido escrito na ~atualidade~ (já que o primeiro foi escrito há 20 anos), mas a história fluiu bem mais facilmente do que as outras.

Assisti ao filme há alguns dias e fiquei super decepcionada. Mudaram bastante a história, colocaram um novo personagem no meio (Patrick Dempsey) e isso meio que perdeu a essência da “graça” de ter dois arqui-inimigos brigando pela paternidade de um filho. Sei que Hugh Grant teve diversos problemas e teve que deixar de atuar, mas podiam ter feito algo diferente – já que Helen demorou tanto para escrever o livro e o lançou após a estreia do filme, podia muito bem ter seguido o mesmo “roteiro” no livro, né? Ou vice-versa. Enfim, para quem for assistir ao filme, não importa se lerá antes ou depois, já que são histórias praticamente diferentes.

O bebê de Bridget Jones: Os diários – Bridget Jones’s Baby: The Diaries
Páginas: 208 Editora: Paralela Nota: ★★★☆☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


Resenha: Bridget Jones: Louca pelo garoto – Helen Fielding

Em 02.03.2017   Categoria: Resenhas

ATENÇÃO! SE VOCÊ NÃO LEU “O DIÁRIO DE BRIDGET JONES” NEM “BRIDGET JONES: NO LIMITE DA RAZÃO” ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILERS.

Bridget Jones: Louca pelo garoto é o terceiro livro da série Bridget Jones da autora britânica Helen Fielding e, apesar de ter sido lançado antes de O bebê de Bridget Jones (resenha em breve), ele é o 4º (e teoricamente último) livro da série. Ele se passa 14 anos após o nascimento do primeiro filho dela e, por isso, acho que é mais interessante ler na ordem cronológica da história do que pela ordem de lançamento.

Neste “último livro” vemos Bridget sofrendo muito após a perda de seu marido, Mark Darcy. Viúva e mãe de duas crianças, Billy e Mabel, ela tenta seguir a vida de forma infeliz e desmotivada. Ela não quer ter mais nenhum relacionamento amoroso, não sabe como fará para criar as duas crianças sozinha e não consegue se concentrar em seu novo trabalho de modo algum.

Bridget tenta escrever um roteiro para enviar a alguns conhecidos para tentar virar uma peça ou até um filme, mas, como de costume, sempre começa a divagar sobre outras coisas quando senta para tentar se concentrar e termina o dia sem ao menos ter escrito uma linha. É em um de seus devaneios que ela resolve entrar para a era tecnológica e criar uma conta no tal do Twitter. Mesmo sem entender muito bem como funciona a rede social, ela tentar encontrar maneiras para ganhar seguidores e tentar ultrapassar a Lady Gaga.

É no meio desses seguidores aleatórios que ela acaba conhecendo um garotão, Roxter e resolve se encontrar com ele. Eis que o encontro dá super certo e eles iniciam um relacionamento delicioso, sem envolver as crianças para não deixar a coisa íntima demais. Ela finalmente está se “livrando” da virgindade que readquiriu após a morte de Mark e tem adorado tudo isso.

Além do novo namorado e o bom relacionamento com os seus amigos, a história de Bridget, As folhas no cabelo dele, foi escolhida para ser transformada em roteiro de cinema! Sua mãe largou um pouco do seu pé por estar morando em uma casa de repouso junto com sua amiga, Una e Bridget finalmente está seguindo uma boa dieta e voltando a ter o peso pré-gravidez!

Mas quando a vida está boa demais, alguma coisa precisa acontecer para mudar tudo, não é mesmo? Isso acontece de forma totalmente natural, mas atinge Bridget de forma avassaladora e nos faz duvidar um pouco se ela conseguirá sair dessa novamente.

“TERÇA-FEIRA, 1O DE JANEIRO DE 2013

21h15 Tomei uma decisão. Vou mudar completamente. Este ano, não vou fazer nenhuma resolução de Ano-Novo, vou me concentrar em ser grata por ser como sou. Resoluções de Ano-Novo implicam expressar insatisfação com o status quo em vez de gratidão budista.

21h20 Na verdade, talvez eu faça algumas minirresoluções, mais ou menos como o miniguarda-roupa que em breve vou ter.”

O ponto alto dessa história é a participação das crianças (Mabel tem ótimas tiradas) e a evolução de Bridget, mesmo após os 50 anos, de entrar para o mundo online. Finalmente o enredo conseguiu tirar algumas risadas de mim e a leitura fluiu muito bem, mesmo com algumas partes meio cansativas de “oh céus, oh vida”, típico de Jones.

Este é o único livro que até o momento não teve adaptação cinematográfica e, sinceramente, acho que nem irá. Não dá para afirmar que este é o último livro da série pois a autora pode muito bem continuar a história e lançar quantos mais ela quiser (mas na minha opinião, já deu rs).

Este foi o melhor dos quatro, na minha opinião. A Bridget está bem mais madura, mas continua sendo desastrada e avoada, é menos dependente de homens e mostra-se mais dona de si ao invés de levar em consideração apenas o que os outros falam. Acredito que a convivência com o Mark tenha tornado Bridget uma pessoa melhor e que, mesmo sem ele, ela finalmente aprendeu a tomar conta de si mesma e a seguir em frente. Ainda bem que a série “terminou” de uma forma boa, sem me deixar totalmente decepcionada com a escritora ou a personagem.

Apesar de ser o “maior” livro de todos – em quantidade de páginas, foi o que eu li em menos tempo. E apesar de não ter sido o último escrito pela Helen, na minha opinião foi a melhor escrita entre todos. Parece até uma outra pessoa escrevendo, sério!

Bridget Jones: Louca pelo garoto – Bridget Jones: Mad about the boy
Páginas: 432 Editora: Companhia das Letras Nota: ★★★★☆

Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o site Livros em Série.


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