Paixão (não) instantânea

Acabei de crer que estou apaixonada. Acho que finalmente consegui me libertar de um e olhar pra outro. Me apaixonar sem medo, entendem? Não que seja um tipo de paixão que está sendo correspondida. Até porque, se estiver… Ele não está ajudando em nada porque não me mostra que quer também.

De qualquer forma, em momento algum eu mostrei pra ele. Acho.

paixão (não) instantânea

Tenho amigos que me falam que eu mostrei. Até demais pra falar a verdade. “Quando você fala com ele dá até pra ver aqueles coraçõezinhos saindo dos seus olhos, de tão apaixonada que você está”. Ou “Precisa ver esses dois conversando no corredor. Na hora que eu saí estavam eles lá, no maior papo”. Falando de mim com o cara.

Não sei… Não sinto que ele poderia me olhar dessa forma. Não agora, pelo menos.

Estou confusa. Não quanto ao que eu tenho sentido. Não! Isso eu já entendi que é paixão. Eu tenho esse jeito estranho de me apaixonar pelas coisas mais incomuns: foi pelo cérebro. Mas ele é lindo também. Aquele sorriso dele, gente… Não tem como! Dentes desenhados. Branquinhos. Parece que vivem naquela coisinha de clareamento, só pra ficarem bonitinhos e chamarem a atenção dxs alunxs.

paixão instantânea

E vejam que não estou nem falando da barba. Nem ao menos comecei a falar sobre aquela barba cheia e seus cabelos enroladinhos, todo cheios de cachinhos, me deixando apenas na vontade de correr a mão por eles. Nem comentei nada sobre quando ele passa por nós no corredor, todo mais ele do que um professor, ainda com um botão a mais das camisas de sempre desabotoado, mostrando que é cheio de cabelo no peito. Aquele mesmo botão que ele fecha pra poder dar aula com um ar mais de professor.

Pois é. Eu olho. Olho, olho, olho… E fico acompanhando o que ele diz, o que ele faz; tentando estudar mais pra poder ter mais e mais assunto sobre o que conversar com ele. Porque, afinal, foi isso que me atraiu desde o início.

paixão

E eu sei mesmo que estou apaixonada pelo cara porque, enquanto escrevo, minha boca vai se abrindo num sorriso e pensando em cada aulinha que já assisti e em cada palavra que nós já trocamos. Até mesmo na risadinha que ele deu, porque eu fiz questão de olhar pra ele, quando percebeu que eu tinha feito piadinha política no slide sobre inconstitucionalidade.

Ah, professor… Quem dera você me olhasse dessa forma que eu te olho, haha!

Apesar de tentar negar, de dizer que não e de falar pra mim mesma que ele está muito além do que eu poderia ser, volto a pensar e percebo que não é bem assim. Eu tenho lá meu valor. E alto também. Se eu acharia bom ter esse contato diferente com ele, com certeza ele também adoraria se me conhecesse melhor. Se me conhecesse fora ao que ele vê todas as quintas e todas as sextas, no primeiro e no segundo horário respectivamente.

paixão, você gosta de mim?

Ai, caramba. Tô mesmo apaixonada. Só percebi agora ou só me deixei acreditar agora? Será que foi paixão instantânea?

Sabem esses corações que me disseram que viram nos meus olhos? Pois é… Até eu consigo enxergar agora. Eles já saem de mim e ficam me apontando, rindo, tentando me dar aquela coragem de chegar pertinho dele e chamar pra tomar uma, pra sentar, pra conversar. Pra gente poder se conhecer.

Mas não vai ser agora. Meu medo ainda não me deixa prosseguir…

3 comentários Adicione o seu
  1. Aaahh Babi, que delícia de post! Olha, por mais desencorajada e desacreditada que eu esteja sobre o amor, eu adoro voltar no tempo quando eu tinha um amor platônico pelo meu professor de física. Não estou dizendo que o seu é isso, você na verdade deixou claro que é paixão mas eu mencionei esse caso porque você mencionou professor no texto e NA HORA me veio ele na mente. Ahh gente, e que bom que foi e ainda é platônico sabe? Porque ele nunca será destruído, nunca será desiludido, coisa boa. Algo que eu vou pendurar na parede do meu coração e sempre que eu quiser sorrir e sentir um frenesi gostoso no <3 vou pegar esse quadro e ficar olhando pra ele feito boba.
    Ai que delícia de post, sério mesmo. Que delícia!
    :*

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  2. Quem nunca?! hahahahaha.
    Eu amava meu prof de física. Sempre que ele entrava na sala com o jaleco branco dele, nossaaaaa.. Cheguei até dar um perfume pra ele na época hauhauhuahuahuah

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