Meus 10 episódios preferidos de Doctor Who (Parte 2)

TV • 11.02.2016  

Uh! Tenho que continuar com este post. Como ficou muito grande o primeiro, achei melhor dividir de 5 em 5 pra não deixar ninguém cansado de tanto ler (e pra fazer quem gostou, esperar um pouquinho pra ver mais do meu querido Doctor Who aqui no blog da Juh). Sem contar que é ótimo começar o ano com um post desses. Me sinto completa, haha.

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Vamos lá? Prometo que hoje vai ter tanta coisa legal quanto no post anterior. Além disso, é bom pra quem já conhece a série poder trocar umas ideias comigo quanto a estas minhas escolhas para episódios preferidos da 6ª até a 9ª temporada, sem esquecer do meu episódio preferido dentre todos os especiais.

6. The Girl Who Waited

O episódio é simples, mas ao mesmo tempo tem lá suas coisas não tão simples assim. É lindo, envolvente… Dá aquele ar de romance perfeito pra quem sente falta disso na série, mas não envolve o Doctor com qualquer companion. Na verdade, o romance envolve dois companions: Amy e Rory, que nos fazem vibrar a cada segundinho, torcendo para que tudo dê certo.

I love you too. Don’t let me in. Tell Amy — your Amy — I’m giving her the days. The days with you. Days to come. The days I can’t have. Take them please. I’m giving her my days. ~ Eu amo você também. Não me deixe entrar. Diga a Amy – a sua Amy – que eu estou dando a ela os dias. Os dias com você. Dias que estão por vir. Dias que eu não posso ter. Pegue-os, por favor. Eu estou dando a ela os meus dias.

Algo que eu amei neste episódio foi o fato de ter colocado toda a ideia de wibbly-wobbly-timey-wimey-stuff. O tempo vai, volta, se encontra, se desencontra, nos faz roer as unhas e mostra bastante daquilo que Doctor Who tem de melhor, no seu âmago.

É incrível ver, também, como a Karen Gillan é uma atriz completa, sendo ao mesmo tempo, num mesmo episódio, duas pessoas completamente diferentes. A primeira é a Amy com quem todos os fãs e telespectadores já estão acostumados. A segunda é uma Amy mais velha, totalmente diferente; uma Amy que diz, com todas as letras, odiar o Doctor.

7. The Rings of Akhaten

Normalmente todo episódio no qual nós vemos um belo discurso do Doctor acaba por me conquistar exatamente por causa disso. Este foi mais um que trouxe uma fala inesquecível, feita de forma muito bela e coerente.

O interessante (e algo sobre o que conversei com alguns amigos que também amam Doctor Who esses dias) é que normalmente os nossos episódios preferidos da temporada acabam por ser aquele em que vemos o Doctor fazendo um discurso que acaba sendo algo que nos leva a conhecer a essência dele de forma que ainda não havíamos visto saindo da própria boca do personagem. Apesar de ele se mostrar sempre alguém frio e que não se importa, nessas horas ele se transforma, mostrando quem realmente é lá no fundo.

Com esse discurso não foi muito diferente. Acabou fazendo o episódio entrar na lista de favoritos.

8. Listen

Toda temporada tem um episódio que me deixa com medo de alguma coisa. Esse aqui me deixou com medo daquilo que existe sob minha cama. Sempre tive medo disso durante a infância e até hoje morro de medo de colocar o pé no chão e sentir uma mão segurando minha canela. Este episódio retrata isso de forma perfeita.

Moffat já disse algumas coisas sobre colocar medo em toda uma geração. Pelo visto ele sente prazer em deixar todo mundo com medo de estátua, escuro, internet… Esse homem deve ser meio louco, pra falar a verdade.

O que eu achei interessante neste episódio, além do medinho que eu senti lá no início, foi o fato de sabermos um pouco mais sobre a infância do próprio Doctor, relembrar o seleiro mostrado de forma perfeita em The Day of the Doctor e ter o prazer de ver tudo isso com o Peter Capaldi no papel do queridinho de todo mundo.

9. The Zygon Inversion

De todos os episódios citados neste e no post anterior, este foi o mais recente de todos (e é meio lógico), portanto tenho várias cenas vivas na cabeça.

A nona temporada começou com tudo, me deixando louca para saber o que poderia acontecer, qual a notoriedade da Missy, como os Daleks entrariam na história… Cheguei até a pensar que eles focariam bem mais nisso do que realmente fizeram, o que foi uma novidade, já que o Moffat sempre tende a querer amarrar tudo, trazendo coisas notáveis do primeiro episódio de volta pro último da temporada (mas isso fica pra outro post).

The Zygon Inersion não é o último episódio da 9ª temporada, mas me deu aquela vontade de não parar de assistir, de não desviar o olho, de não piscar, como se um Weeping Angel estivesse à minha frente.

Peter Capaldi como o 12º Doctor conseguiu se mostrar de forma completa, na minha opinião, nesta última temporada. Mostrou tudo de melhor que ele tem como ator, fez um ótimo Doctor, fez piadas, riu, monologou e dialogou com Clara de forma maravilhosa.

Algo que gostei bastante também foi da participação de Osgood (não acredito que exista um fã da série que não goste desta personagem, ela é uma completa representação de todo e qualquer fã do Doctor, usando sempre algum acessório que remeta a alguma das regenerações do Doctor, sabendo como ele vai se comportar e tendo, novamente, a chance de viajar na TARDIS, mas recusando a oferta).

10. A Christmas Carol

Preciso ser bem sincera e dizer que não costumo gostar muito de episódios ou filmes ou livros que retratem o Natal. Não gosto muito, mas não sei explicar o porquê. Mesmo assim, não deixo de assistir aos especiais de Natal de Doctor Who. Porque, bem… São de Doctor Who, e isso importa muito pra mim.

Neste, entretanto, dá pra sentir bastante coisa. É um misto tão grande de sentimentos que não é possível explicar realmente o que sentimos durante o episódio. O legal é que se passa sempre durante o Natal; e vamos vendo cada ano, cada dia de Natal que essas pessoas passam. Incrível!

Neste episódio especial, vemos o Doctor tentando mostrar a um velho sem nenhuma esperança de que é possível ser uma boa pessoa. Ele é capaz de voltar no tempo apenas para transformar a vida deste velho garotinho para sempre. Impossível não se emocionar assistindo.


Meus 10 episódios preferidos de Doctor Who (Parte 1)

TV • 19.11.2015  

Acho incrível a facilidade que tenho parar falar sobre seriados, mas a falta de habilidade que eu tenho de falar sobre o meu favorito. Sempre que chega a hora de eu escrever sobre Doctor Who, acabo travando. Existem tantas coisas para falar sobre a série que fico sem saber por onde começar, o que pontuar, o que mostrar, o que deixar em aberto etc.

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Sempre penso que é muito mais fácil conversar sobre a série com quem já a conhece e trocar ideias e teorias sobre tudo o que acontece do que ter que explicar a grandiosidade da série pra alguém que nunca assistiu ou sequer ouviu falar sobre ela – come on, guys! Doctor Who! TARDIS! Todo o tempo e espaço!

Foi por causa disso que quando olhei pra tela em branco do Word e comecei a escrever algo sobre a série, me veio à cabeça a ideia de falar sobre meus 10 episódios (5 neste post e 5 num próximo, já que eu sempre acabo escrevendo mais do que o esperado) preferidos de Doctor Who (um para cada temporada e um entre todos os especiais já lançados).

1. The Empty Child

Foi mais ou menos aqui que meu amor pela série começou. Bem, na verdade foi em um episódio antes deste, mas foi a partir de The Empty Child que eu realmente entendi o que Doctor Who poderia (PODE) e tinha (TEM) para me oferecer como alguém viciada em seriados.

Este foi o primeiro episódio escrito por Steven Moffat, o atual showrunner da série. Eu prestei bastante atenção nisso porque minha melhor amiga, pessoa com um gosto extremamente parecido com o meu, me disse para reparar, já que os episódios que ele escrevia acabavam sempre por se tornar os preferidos dela.

Neste episódio reparei que DW não ia apenas me mostrar universos distantes, alienígenas que pareciam árvores (ou que viravam manequins), a terra repleta de gatos-humanos ou uma volta em algum tempo do passado para ver e conhecer algum nome já famoso (como Shakespeare, por exemplo), mas que a série também me faria roer as unhas de medo e ansiedade. Torcendo para que o Doctor conseguisse resolver toda a situação e deixar todo mundo feliz e contente no final.

A história deste se passa na época da segunda guerra mundial, e nós nos deparamos com um menino solitário procurando por sua mãe, clamando por ela, fazendo o possível para que possa estar nos braços dela novamente. E o Doctor (Christopher Ecclestone, nesta temporada) entra aqui, fazendo o possível para ajudar.

There isn’t a little boy who wouldn’t tear the world apart to save his mummy. And this little boy can. ~ Não existe um garotinho que não iria virar o mundo do avesso para salvar sua mamãe. E este garotinho pode.

É um bom episódio, por exemplo, para mostrar para uma pessoa que nunca assistiu a série e convencê-la, a partir daí, que vale a pena passar pelos primeiros episódios, passar por toda a primeira temporada e se envolver totalmente com a série.

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