Resenha: Para Sempre – Kim e Krickitt Carpenter

Parceiros, Resenhas • 13.03.2012  

Para Sempre – The Vow
Autores: Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito
Páginas: 144
Nota: ★★★★☆

Sinopse: A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a “Krickitt” com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.
 

 

Não há muito o que falar de um livro que é uma autobiografia dos autores, mas vou tentar.

Para Sempre nos conta a história de amor típica de Nicholas Sparks, daquelas que você vira o rosto de tão melosa e impossível que é. Mas é aí que você lembra que é uma história real e passa a acreditar que ainda existem humanos capazes de amar ao próximo mais do que a si mesmo. O livro, escrito por Kim Carpenter, conta tudo sobre a vida dele ao lado de Krickitt desde o dia em que se falaram pela primeira vez – quando ela atendeu o telefone da empresa que ele pretendia encomendar uniformes para o seu time de beisebol.

É por meio dessas ligações que Kim se apaixona pela pessoa que está do outro lado da linha, até eles se conhecerem pessoalmente e ele se apaixonar ainda mais.

Namoro, casamento, lua de mel e uma viagem para passar o dia de Ação de Graças na casa dos pais de Krickitt. Tudo estava indo bem, mas durante essa viagem eles sofreram um acidente que mudou tudo, até o amor de um pelo outro.
Kim se machuca bastante no acidente, mas Krickitt sofreu danos cerebrais e está em coma. Quando ela acorda, Kim acreditava que tudo iria voltar ao normal, até que percebe que Krickitt não se lembra dele e afirma não ser casada. O mundo de Kim se desmorona, mas ele não perde as esperanças e passa os próximos dias, meses e anos tentando fazer com que ela se lembre dele e volte a ser sua esposa.

É claramente visível que Kim não é um ótimo e experiente escritor, porque ele quis escrever um livro de literatura, mas eu classificaria como autobiografia. É tudo contado do ponto de vista dele, sem muitos diálogos e a estrutura não me agradou muito. Eu gostaria de saber o que a Krickitt estava pensando em todos os momentos que eles discutiam, quando ele tentava fazer com que a “antiga” Krickitt voltasse e etc.

Outra coisa que não gostei, mas não dá para “reclamar” porque aconteceu de verdade e não foi uma ideia do autor, é que o Kim se sentia meio “obrigado” a continuar com a esposa, tentando amá-la apesar de tudo e fazendo com que ela o amasse de volta – mas, colocando-me no lugar dele, acho que deveria ter dado a oportunidade dela ser ela mesma e tentar recomeçar desde o comecinho de tudo.

Sabe “Como Se Fosse a Primeira Vez”? O Adam Sandler faz com que a Drew se apaixone por ele todos os dias, mesmo que eles não tenham se conhecido antes do acidente dela, e isso faz com que dê certo.

Mais uma coisa que eu não gostei, mas aí é mais pessoal, é toda a fé fé fé fé fé do livro todo. Milagres, fé em Deus, orações e etc, me desculpem, mas quem não acredita em nada disso, vai achar tudo uma “desculpa” para não acreditar no poder da medicina.

Apesar de tudo isso, é uma história maravilhosa de amor e superação que todos os que não “acreditam” no amor deveriam ler.

Agora basta esperar estrear o filme nos cinemas no mês que vem ♥