Resenha: A Última Carta – David Labs

Resenhas • 23.03.2015  

aultimacarta Após ler A menina que não queria ser top model da autora Lia Zatz, resolvi solicitar A Última Carta para a Editora Biruta.

Claro que você deve estar pensando: nada a ver um livro com o outro – mas você está enganado! A Biruta lançou alguns livros nacionais (se não me engano são 4) que não têm ligação alguma além das artes das capas – que, é claro, são maravilhosas – e das artes abstratas que surgem durante o livro, feitas pela Casa Rex. Como eu gostei dessas capas verde-limão e quero conhecer a história por trás de cada uma delas, resolvi partir para o segundo livro, que é do autor David Labs.

A Última Carta nos traz a história de Luda Glauben, contada ora pelo narrador do livro, ora por suas lembranças registradas em um diário que ela deixou com esse narrador e também por cartas, como não? A história que todos esses elementos contam é sobre a vida de Luda, que se via em uma posição complicada pois estava com seu destino marcado, já sabendo com quem deveria se casar por se tratar de um homem de uma família respeitada e rica, os Gentille. Acontece que Luda não é uma pessoa muito fácil e conformada e se revolta com tudo isso, principalmente após passar a receber cartas de um admirador secreto que se declara à ela.

Ela tenta de todo o jeito fazer com que não a obriguem a casar-se com Lucas Gentille e planeja fugir junto a admirador, para Paris. Após o primeiro encontro com o admirador, Luda já não tem o mesmo encanto enquanto conversava com ele somente por cartas, mas fará de tudo para sair de Vagas do Destino e de perto de seus pais.

Confesso que a leitura se arrastou um pouco do meio do livro para o final, mas talvez eu não lido no momento certo. É um pouco confuso também, se você não conseguir acompanhar o que é diário e o que são os achismos do narrador, mas aos poucos você vai se acostumando.

O modo como o narrador – vizinho de Luda – tenta desvendar tudo que ela escreveu no diário e o que estava nas cartas, através de diálogos imaginários, é feito de uma forma séria, que faz com que você também venha a usar a imaginação para ligar todos os pontos e tentar entender pelo que Luda passou durante a sua vida e a 2ª Guerra Mundial. Uma época que, com certeza, não foi muito fácil de ser vivida.

É uma história despretensiosa e que deve ser lida sem grandes expectativas, assim é possível se surpreender e tentar entender o que se passava na cabeça de Luda e de seu admirador. Um livro para desvendar mistérios, porém sem grandes reflexões.

Claro que não posso deixar de falar de todo o cuidado da editora com a capa e as ilustrações (como já falei lá no começo) e também o cuidado com a diagramação e revisão, sempre perfeitos. É desse cuidado que eu gosto e isso conta muito pra mim na hora de ler e resenhar um livro. Biruta e Gaivota sempre de parabéns!

A Última Carta
Páginas: 140 Editora: Biruta Nota: ★★★☆☆

Aviso legal: Esse livro foi cedido pela editora.


Resenha: 72 Horas Para Morrer – Ricardo Ragazzo

Resenhas • 04.06.2013  

72 Horas Para Morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Páginas: 254
Nota: ★★☆☆☆

Sinopse: Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você!

“O Carro pertence à sua namorada.”

Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista.
72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.
 
 
 

Pegando o gancho da última frase da sinopse, posso começar essa resenha resumindo o livro em uma palavra: decepcionante (ou “WTF?”, como preferir).

Antes de pegar o livro no Book Tour, procurei algumas resenhas e as opiniões estavam bem divididas, por isso resolvi lê-lo e me arrependo um pouco. A história não me prendeu em momento algum e quando vi que já estava há 1 mês com o livro, tive que fazer uma leitura dinâmica para poder terminá-lo e passar para a próxima pessoa do BT. Bem, o livro tem menos de 300 páginas e é bem difícil eu ficar tanto tempo tentando ler a mesma coisa sem abandoná-lo de vez. Como todo mundo comentava nas resenhas, o final era o que mais surpreendia, então eu não ia passar o livro pra frente sem saber o seu desfecho. E aí eu consegui entender o lado das pessoas que disseram que o final era um grande WTF?.

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Resenha: O Sonho de Eva – Chico Anes

Resenhas • 17.04.2013  

O Sonho de Eva
Autor: Chico Anes
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Nota: ★★★☆☆

Sinopse: Dra Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme.

Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem.

Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.
 
 

Uma história que tinha tudo para dar certo, mas por conta de muitas informações e assuntos não tão bem explicados, fizeram com que ela se tornasse maçante e confusa.

Em O Sonho de Eva conhecemos a Dra. Eva Abelar, uma psicóloga que tem um grande conhecimento em sonhos lúcidos (sim, isso mesmo, sonhos lúcidos! É em torno disso que a história é construída), que fica sem chão quando recebe a notícia de que sua irmã, Anna, faleceu – dizem até que foi suicídio, e seu filho, Joachim, que estava com ela, desaparece. Sem dar tempo para Eva processar todos esses acontecimentos, ela é chamada para trabalhar no novo projeto da Indústrias Yume, local onde sua irmã trabalhava antes de falecer.

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