Resenha: Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins

Resenhas • 12.03.2013  

Anna e o Beijo Francês – Anna and the French Kiss
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Nota: ★★★★★

Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz.
Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer.
Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Étienne, além de tudo, tem uma namorada… Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas.
Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?
 
 

 

Eu queria começar esse post dizendo que eu amo muito o meu namorado.

Mas… Ah, Étienne

Como falar de Anna e o Beijo Francês sem suspirar por esse americano-britânico-francês? Mas ok, tudo a seu tempo.

Conhecemos Anna Oliphant (ou Banana Elefante) indo para Paris contrariada de seus pais – eles decidem que ela deve estudar por um ano em uma escola para americanos na cidade mais romântica do mundo. Porém, seus amigos estão em Atlanta, além de um possível início de namoro, o que a fez sentir saudade de casa assim que seus pais a deixam na escola. Enquanto está chorando em seu quarto, ouve uma batida na porta de sua vizinha, Meredith, que lhe oferece chocolat chaud para ela se sentir melhor. A amizade inicia-se imediatamente e Anna já começa a se sentir um pouco melhor – e se sente ainda mais à vontade quando está voltando para o seu quarto e tromba com um garoto lindo que possui um sotaque mais lindo ainda: St. Clair.

Em seu primeiro dia – de verdade, Anna é convidada por Mer para se sentar com ela e seus amigos no café da manhã, onde ela conhece Rashimi e Josh – o famoso “casal 20”, apaixonado e que não se largam um segundo e St. Clair – o cara da noite passada. É ele quem ajuda Anna a pedir algo na cantina, já que ela não sabe n-a-d-a de francês – e inclusive detesta línguas estrangeiras.

Sim, claro, como todo livro YA romântico, os dois se apaixonam instantaneamente, porém há dois obstáculos: Étienne namora Ellie há um bom tempo e Mer, a primeira pessoa que fez Anna se sentir confortável, é totalmente apaixonada por ele. A relação dos dois fica só na amizade – na melhor amizade, começando por Étienne tirar Anna de seu quarto e apresentar Paris à ela, indo a cinemas juntos, almoçando, jantando, brincando um com o outro e etc. Porém é em um dia que Étienne chega bêbado ao dormitório – e Josh resolve levá-lo ao quarto de Anna, que ele resolve dizer que gosta muito dela.

Como nada é mencionado no dia seguinte por ele – e após Ellie aparecer para “resgatá-lo”, Anna tem certeza que ele só disse porque estava bêbado – além de que não poderia alimentar suas esperanças com Ellie na jogada e com seu suposto namorado, Toph, que a espera em Atlanta para o Natal.

E é exatamente durante a visita de Anna em Atlanta que ela acaba se aproximando mais de Étienne, trocando emails diários, telefonemas e etc – ainda mais após a grande surpresa: durante um show da banda de Toph, em que Brigde – sua melhor amiga, é a nova baterista, descobre que as coisas não estão do mesmo jeito que estavam há 6 meses.

É um livro delicioso de ler, rápido (li em praticamente um dia) e com uma história envolvente. Cliché em algumas partes, porém com muitas reviravoltas. Além de que os personagens são bem reais, as situações poderiam ser baseadas em uma história real e todos os homens deveriam se parecer com St. Clair hahaha. Esse foi o primeiro livro que eu li da Stephanie e já quero agarrar Lola e o Garoto da Casa ao Lado de vez, porque ela é ótima!

“A palavra casa não é um lugar. É uma pessoa.
E nós, finalmente, estamos em casa.”

Queria só fazer um comentário inoportuno que essa é a terceira tentativa – entre livros e filmes, de me fazerem gostar de Paris, mas, gente, desculpa, não consegui gostar de ruas sujas, pessoas de topless na beira do rio Sena e vendedores grossos quando fui pra lá. Mas com um Étienne ao lado… Quem sabe eu não mude de ideia? rs